web 2.0 zone

•Without trust you don’t have sharing. •Without sharing you don’t have collaboration •Without collaboration you don’t have knowledge creation (assuming you have to work with others). So how do you gain trust? You first have to trust... Uma seleção dos melhores artigos sobre a WEB2.0 www.raizesdigital.wordpress.com

Mostrando postagens com marcador redes sociais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador redes sociais. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 13 de outubro de 2020

Redes Socias se tornam a principal ferramenta da campanha de 2020


 

 

Se a tradicional propaganda eleitoral no Rádio e TV tem suas definições específicas em relação ao tempo disponível para cada candidato, em uma outra plataforma todos correm em pé de igualdade na busca pela proximidade com o eleitorado em isolamento social.

 Após impacto considerável nas eleições nacionais em 2018, é esperado que as redes sociais tenham um papel similar no pleito desde ano.

Lives que duram 24h, comícios improvisados, debates com o eleitor, palestras sobre empreendedorismo, pregações religiosas e até mesmo ataques diretos que fogem da limitação dos ponteiros, estão entre as formas utilizadas pelos candidatos para driblar, no caso de alguns, o pouco tempo disponibilizado nas mídias mais tradicionais e fortalecer ainda mais a presença daqueles que aparecem com mais frequência na TV do leitor.

De acordo com uma pesquisa do Instituto DataSenado, divulgada em 2019 pela Agência Senado, 45% dos brasileiros afirmaram ter levado as redes sociais em conta para a decisão do voto e 80% dos participantes do levantamento afirmaram ver grande influência das redes na opinião política das pessoas. Amplificada pela eleição do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em 2018, essa percepção foi responsável pelo surgimento de uma nova crença entre os postulantes à preferência do eleitorado: “Vou vencer a eleição nas redes sociais”.

E se pesquisas e tempo de tv apontam um cenário, nem sempre ele é compartilhado com os algoritmos das plataformas digitais.Seguidores x engajamento

Para o estatístico e especialista em marketing político, Zeca Martins, as redes sociais possuem um grande impacto no pleito eleitoral principalmente quando se tratam de trabalhos de longo prazo. Para ele, é importante que a presença nas redes seja pautada pela continuidade e que complemente outras ações digitais dos candidatos.

“Redes sociais são canais rápidos e baratos para que o candidato possa conversar com os eleitores e vice-versa. O feedback do candidato para os eleitores deve servir como base para o refinamento de propostas de campanha. É vital que haja interação entre

entre as duas partes”, afirma.

Zeca, que é associado da Associação Brasileira de Consultores Políticos, relatou ainda que por conta de ser um campo novo, as mídias digitais já tem sido mal interpretadas pelos candidatos, que apostam todas as fichas de uma eleição no meio.

“Ter um perfil em uma rede social não vai garantir a eleição de ninguém. As ações de marketing político digital devem ser planejadas e sincronizadas com outras ações da campanha, inclusive as do marketing convencional”, ponderou o consultor, que falou ainda sobre o poder das fake News dentro do meio digital.

“A mensagem não necessariamente precisa ser correta. A teoria da comunicação política mostra, que nos dias de hoje, com forte influência digital e consequentemente das mídias sociais, o importante é que a mensagem seja legítima, ou seja, que muitas pessoas concordem, e que principalmente tenha capacidade de gerar discussão acerca de si mesma”.

https://atarde.uol.com.br/politica/eleicoes/noticias/2141727-uso-das-redes-sociais-assume-papel-decisivo-no-pleito-deste-ano

 

 

Postado por Raizes Culturais às 07:27 Nenhum comentário:
Marcadores: campanha política, eleições 2020, redes sociais, redes sociais eleições

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Os candidatos nanicos para 2108 crescem nas redes sociais



BRASÍLIA /O GLOBO  . Uma primeira análise no desempenho nas redes sociais dos pré-candidatos à Presidência pode causar a impressão de que o cenário é semelhante aos das pesquisas de intenção de voto: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) são os líderes isolados.

Entretanto, o resto da disputa é bem diferente: candidatos com índices baixíssimos nas pesquisas — como Manuela D'Ávila (PCdoB), João Amoêdo (Novo), Flávio Rocha (PRB) e Guilherme Boulos (PSOL) — alcançam ou ultrapassam, no Facebook, adversários com mais intenções de voto, como Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmin (PSDB) e Ciro Gomes (PDT). Entre os dois grupos, está Alvaro Dias (Podemos), que tem bom desempenho na internet e teve um crescimento recente nas pesquisas.

Em março, Lula teve 3,6 milhões de interações — o conjunto de curtidas, comentários e compartilhamentos de um conta no Facebook —, contra 3,05 milhões de Bolsonaro, de acordo com a ferramento Crowdtangle. Atrás deles, ficaram Manuela (1,25 mi), Dias e Amoêdo (ambos com 1,03 mi). Rocha teve 378 mil, enquanto Marina ficou com 372 mil e Boulos, com 334 mil. Alckmin e Ciro tiveram, respectivamente, 237 mil e 138 mil de interações.

Outros pré-candidatos, ou possíveis postulantes, não chegam a 60 mil interações. Estão nessa lista o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o presidente Michel Temer, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad e o ex-presidente do BNDES Paulo Rabello de Castro (PSC). O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (PSB) não tem página no Facebook, apenas um perfil pessoal.

Nos últimos seis meses, os pré-candidatos que mais cresceram nas redes foram Flávio Rocha (com um aumento de 3.665% em suas interações) e Manuela (crescimento de 2.463%), seguidos de Amoêdo (475%) e Boulos (215%). Situação bem diferentes das pesquisas eleitorais: no último Datafolha, Manuela chega no máximo a 3%, enquanto os outros não passam de 1%. Alvaro Dias está um pouco na frente: com um bom histórico nas redes sociais, ele chegou a 5% no melhor cenário.
Pedro Burgos, jornalista e pesquisador de mídias sociais, considera que não será simples converter essa popularidade online em votos, mas ressalta que as redes serão uma ferramenta importante para tornar os políticos mais conhecidos:

As redes sociais são especialmente importantes para a projeção nacional de candidatos menos conhecidos nacionalmente. Com o tempo de TV limitado e o dinheiro mais curto por causa da reforma política, as redes sociais serão um grande palanque para desenvolver melhor as ideias, a plataforma de governo, e responder acusações — avalia.

TANTO APOIO QUANTO CRÍTICA

Para Fabro Steibel, diretor executivo do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS) e professor da ESPM-RJ, um bom desempenho na internet coloca os candidatos em outro patamar e pode facilitar a campanha:
— O Facebook não ganha eleição, mas vale ouro. Existe um custo para você criar as coisas. Você já ter esse capital na rede social te favorece a ter menos custos. É um capital acumulado — explica.


Corrupção fala mais alto na pesquisa Datafolha
Steibel ressalta que o número de interações não distingue entre os apoiadores e os adversários dos candidatos. Entretanto, isso não seria um problema, já que o importante é manter-se em evidência nas redes.

O algoritmo entende clique. Ele não entende crítica. Quanto mais presença você tiver nas redes sociais, mas o algoritmo irá dar destaque. Aquele candidato que tiver mais páginas falando dele ao mesmo tempo tende a sair na frente — aposta.

Na mesma linha, Burgos destaca que o fato dos apoiadores passarem a divulgar por conta própria o candidato e suas ideias é um indicativo positivo.

— Tão importante quanto ver se um candidato tem bastante engajamento é ver o quanto que o nome dele é lembrado por eleitores nos comentários de outras páginas ou veículos — afirma.
Esse é um dos pontos centrais da estratégia digital da deputada estadual Manuela D’Ávila. Marcelo Branco, coordenador da equipe de redes sociais, destaca o foco no que ele chama de “autocomunicação de multidões”:

— Nós temos uma visão de que a comunicação nas redes sociais não é um espaço de transmissão de informações, do editor propagando mensagem pro público. Nós valorizamos a ideia de que existe uma multidão de apoiadores se comunicando entre si — explica.

Na campanha de João Amoêdo, o coordenador de redes, Daniel Guido, diz que a ideia é apostar no compartilhamento das propostas do candidatos:

 O objetivo é gerar conteúdos que as pessoas tenham interesse em compartilhar. O importante pra gente é sempre trazer uma proposta, e não virar uma página de comentários de notícias — afirma.
De acordo com Cristiane Sales, da equipe de Alvaro Dias, a estratégia do senador é conciliar os assuntos do dia com o resgate de bandeiras antigas dele.

A rede é a menina dos olhos dele. Ele acha que é um canal fundamental para conversar com a população. É muito exigente, cobra resposta aos seguidores — explica.
O tamanho das equipes de cada candidato varia: João Amoêdo e Alvaro Dias tem quatro pessoas, cada um, cuidando de sua redes, enquanto Manuela tem 10. Já a campanha de Flávio Rocha contratou uma empresa para cuidar do Facebook, mas a assessoria diz que ele mesmo administra suas contas no Twitter, Instagram e Linkedin.

Leia mais: https://oglobo.globo.com/brasil/candidatos-nanicos-crescem-nas-redes-sociais-22617649#ixzz5DX0qMcvf

https://raizesdigital.wordpress.com/
Postado por Raizes Culturais às 14:06 Nenhum comentário:
Marcadores: candidatos, eleiçõe 2018, redes sociais

sábado, 19 de agosto de 2017

Tráfego nas redes: 7 estratégias simples para aumentar o trafego web usando as Redes Sociais


7 estratégias simples para aumentar o tráfego web usando as Redes Sociais


Por Eugenia Skaf | Escrito em Postcron.com



Quando comecei a fazer parte da equipe de marketing de Visión del Cine, nós definimos um claro objetivo: aumentar o tráfego web de nosso portal de notícias. Mas, como fazer isso? Não tínhamos um orçamento folgado e não sabíamos por onde começar. Finalmente, desenvolvemos uma estratégia que deu resultados muito positivos: conseguimos aumentar o número de visitas originadas nas Redes Sociais em 150%! No post de hoje, vou contar como conseguimos fazer isso. Vamos lá?
1. Reutilizamos conteúdos para expandir nosso alcance

Quando começamos a estudar o caso de Visión del Cine, descobrimos que compartilhar um artigo sobre Os melhores filmes do ano somente em janeiro dificultava a visualização do mesmo por nossos novos seguidores e fãs. Em outras palavras, quando publicamos somente uma vez, percebemos que estávamos perdendo a chance de tirar um maior proveito de um conteúdo que podia render muito mais. Para corrigir a situação, decidimos modificar a estratégia e voltar a compartilhar alguns conteúdos nas Redes Sociais.



E já que cada rede social tem suas próprias características e regras, estabelecemos uma frequência de republicação particular para cada uma delas. Decidimos, por exemplo, tuitar sobre uma postagem cinco vezes por semana, usando um título diferente em cada uma delas. Já no caso do Facebook, determinamos que a mesma postagem fosse compartilhada três vezes por semana, em diferentes horários.

Aprender o padrão de republicação de cada conta era muito difícil, por isso tivemos a ideia de criar uma tabela que simplificasse a tarefa. Na sequência, você pode ver o esquema para que possa usá-lo como guia para seus próprios conteúdos.

Tabela de frequência de republicação de postagens de acordo com cada rede social:



Mas, mesmo que a tabela facilitasse o trabalho, memorizar as informações ainda era uma tarefa impossível. Por isso, começamos a usar Postcron, já que nos permitia agendar publicações no Facebook, programar Tuítes e postar no Google+ de acordo com o padrão que estabelecemos e assim conseguir atualizar todas as contas de forma automática durante semanas.
2. Identificamos os horários mais convenientes para publicar

Um ponto fundamental foi definir quais eram os melhores horários para publicar e assim conseguir atingir nosso público nas redes sociais massivamente. Percebemos que o mesmo conteúdo, publicado em diferentes horários, em alguns casos, exibia níveis de tráfego muito maiores que em outros momentos. Por isso começamos a pesquisar quais eram os horários mais oportunos para publicar em cada canal. Para tanto, usamos ferramentas como Facebook Insights e Twitter Analytics.



Para ver suas estatísticas do Facebook, você deve entrar na sua Fan Page em primeiro lugar. Nela, na parte superior, vai encontrar uma aba com o título Informações (ao lado de “notificações”). Ao entrar nesta seção, você vai ter acesso aos gráficos e métricas da sua página.

Depois de identificar quais eram os melhores horários, foi bastante útil usar a função “Horários Predefinidos” do nosso aplicativo para publicar no Facebook e no Twitter. Com esta ferramenta, pudemos estabelecer os parâmetros de publicação previamente definidos, de acordo com cada rede social. Por exemplo: “todos os dias, às 8:00”. Usar esta função permitiu economizar o tempo necessário para configurar o horário específico de cada postagem que agendamos.
3. Descobrimos nossos melhores conteúdos

Posteriormente, começamos a experimentar com diferentes tipos de conteúdos, sempre buscando entender quais eram os mais compartilhados e populares entre nosso público. Para isso, começamos a usar essa ferramenta maravilhosa: Buzzsumo.



Buzzsumo permite que você insira um tópico ou domínio no buscador e o mesmo vai fornecer informações sobre quais são os conteúdos mais compartilhados nas redes sociais. Assim, você pode facilmente saber quais são os conteúdos que causaram maior impacto no seu público e, consequentemente, definir o tipo de postagem que seus seguidores demandam.

Depois de colocar a keyword que você quer avaliar, Buzzsumo mostra o impacto dos conteúdos relacionados à palavra-chave nas redes sociais. Isso inclui a quantidade de vezes que foi compartilhado no Facebook, LinkedIn, Pinterest e Google+, além de quantas vezes foi tuitado. A ferramenta também permite que você aplique filtros geográficos, por idioma e tempo para ter mais precisão nos resultados.



Depois de analisar os conteúdos de Visión del Cine via Buzzsumo e considerar o impacto de cada postagem, descobrimos que:
Nosso melhor horário de publicação é entre as 18:00 e as 20:00 horas;
Nossos artigos sobre Estreias são os mais compartilhados;
As listas, por exemplo “Os 10 melhores filmes de todos os tempos” são, disparado, os conteúdos mais compartilhados.

Obter este tipo de informação foi bastante útil para poder decidir quais eram os melhores conteúdos para republicações. Além disso, pudemos ter uma noção mais clara do perfil do leitor de nossa página.
4. Variamos os títulos para republicar os conteúdos



Quando tivemos que publicar várias vezes os mesmos conteúdos, percebemos que era importante mostrar algo diferente ou original em cada postagem. Isso mantém o interesse do público e ajuda a não ganhar fama de Spammer. Com isso na mente, definimos diferentes títulos para poder oferecer diferentes conteúdos a partir de diferentes abordagens. Estas são as tipologias que estabelecemos (e sugiro que aplique as dicas em seus reposts!):
Citar algo importante ou controverso no artigo: “Não gostei de trabalhar neste filme”, disse a atriz. Leia a matéria completa (colocar URL).
Faça um convite atrativo: “Leia o último artigo da nossa página”.
Usar títulos de impacto: “Veja a matéria mais lida da semana”.
Formato de listas: “”Você sabe quais são os 10 maiores blockbusters da história?”
Escrever títulos “compartilháveis!: “O melhor ator de Hollywood se despede”.
5. Mencionamos os protagonistas de nossas postagens

Quando avaliamos o desempenho de Visión del Cine no Twitter, descobrimos “o poder das menções”: depois de mencionar um ator em um tuíte (ou diretor, produtor que estava presente no artigo, etc) a maioria das pessoas retuitou o post. Dessa forma, todos os seus seguidores ficaram sabendo da existência da nossa matéria, a leram e compartilharam. Por isso, nossa estratégia incorporou programar tweets que incluíssem menções aos protagonistas.



Por esse motivo, recomendo que sempre que seja possível, você mencione os personagens sobre os quais fala nos seus artigos. Esse pequeno detalhe pode levar sua postagem para muito mais longe e ajudar a ganhar novos seguidores.
6. Publicamos em Grupos do Facebook

Outro ponto essencial da estratégia foi tirar proveito dos grupos do Facebook: são ferramentas gratuitas e ideais para segmentar seu público e fidelizar os usuários. De fato, já que as pessoas buscam espaços com interesses comuns para compartilhar suas ideias, decidimos aproveitar esta possibilidade para criar grupos locais para amantes do cinema, por exemplo: “Amantes do Cinema Clássico” ou “Cinéfilos de Madrid”.

Posteriormente, começamos a compartilhar nossos conteúdos através destes grupos, selecionando os artigos mais adequados às preferências específicas de cada um. Dessa forma, percebemos que os usuários se interessavam bastante por nossas propostas e compartilhavam nossos conteúdos com seus contatos.



Uma das vantagens de fazer publicações automáticas nos grupos do Facebook que acabou sendo muito útil pra nós foi o maior alcance que os grupos têm: todas as vezes que você publica em algum deles, todos os membros recebem uma notificação e veem as novidades em seu newsfeed. Sabendo disso, a chave do nosso sucesso foi criar muitos grupos locais para diferentes cidades, focados em interesses específicos e usar cada um deles para promover nossos conteúdos.

Para manter os grupos sempre atualizados, nós usamos Postcron, já que permite publicar no Facebook automaticamente e de acordo com os horários que indicamos. O processo acabou sendo bastante rápido, já que é só seguir alguns passos para programar todas as publicações do mês.
7. Otimizamos nossa página para aumentar o tráfego web

Além de executar os passos descritos anteriormente, percebemos que era essencial nossa página para acompanhar a estratégia que implementamos. Principalmente, nos preocupamos por conseguir manter nossos visitantes e melhorar a experiência do usuário da nossa página.



Sendo assim, já que a nossa segunda fonte de tráfego eram as Redes Sociais, chamou a atenção o fato de que a taxa de abandono em nossa página Visión del Cine. A Taxa de abandono mostra a quantidade de pessoas que abandonam uma página logo de cara, sem sequer interagir com a mesma. Para tentar entender o que estaria causando isso, decidimos revisar e retocar nossa web no sentido de oferecer mais motivos para que o público permanecesse. Esta é a checklist que desenvolvemos para otimizar uma página:

Deve ser agradável e navegável: Precisa ter uma aparência limpa, que permita que o usuário possa distinguir facilmente onde quer entrar e o achar o que precisa. Os menus precisam ser claros e ordenados. Além disso, precisa dispor de um buscador interno e categorias temáticas que ordenem os conteúdos.



Deve ter botões sociais: No começo e no final das postagens, os usuários devem ter acesso aos botões que servem para compartilhar o conteúdo nas redes sociais (principalmente Twitter e Facebook). Já que Visión del Cine foi feita em WordPress, usamos AddtoAny, um plugin super completo com botões sociais para todos os gostos. Você pode baixá-lo aqui. Dá pra instalar AddtoAny diretamente pelo WordPress: você só precisa entrar em Plugins, selecionar Add New e procurar o AddToAny. Depois, é só apertar em Install e Activate Plugin, e pronto!



Outro plugin muito interessante que você pode usar na sua página é o Select Text Social Share WordPress. Depois de instalado, seus leitores vão poder publicar frases do seu artigo no Twitter e no Facebook simplesmente selecionando o fragmento que queiram compartilhar, basta marcar o texto e apertar o ícone da rede social de destino.



Deve ter botões para que lhe sigam nas redes sociais: Da mesma forma como no ponto anterior, o público deve ter à mão os acessos para suas contas no Twitter, Facebook, entre outros, tudo para poder lhe seguir imediatamente. Uma forma fácil de fazer isso é usar Metro Style, um plugin para WordPress que permite que os usuários sigam suas contas nas redes sociais mais populares. O procedimento de instalação é o mesmo do caso anterior.

Deve ser navegável em dispositivos mobile: Percebemos que uma grande parte do tráfego chegava ao portal a partir de dispositivos móveis, motivo pelo qual foi necessário otimizar o uso da página para smartphones. Como você pode ver na imagem abaixo, cada vez mais usuários usam este tipo de tecnología. Por isso, recomendo bastante que você ajuste sua página para smartphones e outros dispositivos afins.



Depois de aplicar todos os passos desta estratégia, conseguimos aumentar o tráfego web de Visión del Mundo a partir das redes sociais em 150%. Isso mostrou pra nós a importância do trabalho de Social Media como meio para difundir a página. Você só precisa seguir as recomendações que compartilhamos nesta postagem e rapidamente vai começar a perceber os resultados.

Fonte : https://postcron.com/pt/blog/7-estrategias-simples-para-aumentar-o-trafego-web-usando-redes-sociais/?utm_source=twitter&utm_medium=post_twitter&utm_campaign=postcron_pt
Postado por Raizes Culturais às 15:38 Nenhum comentário:
Marcadores: aumentar trafego, estratégias para aumentar tráfego, PostCron, redes sociais

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Eleições 2018 : A resposta é participação-mobilização e redes sociais



Uma das perguntas mais recorrentes em minhas palestras é como e se o novo prevalecerá nas eleições de 2018. A pergunta parte do pressuposto de que existe um notável sentimento antipolítico na sociedade e que, a partir dessa constatação, seria mais do que natural uma grande renovação do sistema político.

No entanto, existem condições muito duras para que o novo prevaleça. A primeira barreira para a disseminação do novo, que chamarei de novos entrantes, são as regras atuais. O marco regulatório das eleições estabelece regras para a distribuição de fundos partidários e para o uso de tempo de televisão. Ambas são críticas para a campanha eleitoral e estabelecem uma situação de privilégio para as estruturas partidárias tradicionais.

Grandes partidos ganham mais verbas, mais tempo de televisão e, na maioria das vezes, mais prefeituras. Ora, numa competição em que haverá escassez de recursos – pela ausência de financiamento empresarial e pela debilidade das doações individuais – o maior financiador da campanha será o Fundo Partidário.

Sabendo disso, o relator da minirreforma política na Câmara, deputado Vicente Cândido, está prevendo uma verba de R$ 3 bilhões para os partidos. Ainda que tamanha indecência não seja aprovada, grandes partidos continuarão a ser fortes financiadores da campanha eleitoral.

Apenas no primeiro trimestre deste ano o PT recebeu mais de R$ 23 milhões do fundo. Já legendas como o Partido Novo, que não tem nenhum deputado federal, recebeu pouco mais de R$ 300 mil. Ou seja, o sistema privilegia quem está no poder.

Outro fator crítico é a máquina pública. Somente o PMDB tem mais de mil prefeitos eleitos no Brasil. O PSDB tem pouco mais de 700. Entre os novos partidos, somente o PSD tem desempenho importante: 539 prefeituras.

Existem duas saídas para os novos entrantes: aliar-se às estruturas tradicionais ou buscar caminhos completamente inovadores. A fórmula novo-antigo foi testada com sucesso em São Paulo com João Doria. Com um discurso novo, uma campanha inovadora e uma estrutura partidária tradicional e poderosa venceu com certa facilidade. No Rio de Janeiro, a dupla finalista na disputa pela capital apresentou comportamento semelhante. Marcelo Crivella e Marcelo Freixo disputaram apresentando-se como o novo, ainda que os dois não representem nada de novo em termos políticos.

Faltando pouco mais de um ano para as eleições gerais, o sentimento antipolítico não se organizou para se expressar de forma competitiva. As especulações abrangem poucos nomes que poderiam aglutinar a sociedade em torno de um projeto político alternativo. Fala-se de Joaquim Barbosa, Luciano Huck e até mesmo de Sergio Moro. Porém como torná-los competitivos?

A resposta está no trinômio participação-mobilização-redes sociais. Os críticos do sistema político devem transformar sua crítica em participação e a participação em mobilização. Sem uma tomada de posição o sistema continuará mais ou menos como está – mudando pouco para não ter de mudar muito.

Pesquisa recente do Ibope aponta que pela primeira vez eleitores consideram a internet o maior influenciador para eleger um presidente da República. Ainda que o resultado seja apertado em relação à televisão, as mídias virtuais estão em ascensão, conforme pondera José Roberto Toledo (Estado, 12/6). Destaca-se, ainda, o fato de a internet ser fundamental para os eleitores jovens.

Dados do Facebook indicam que 45% da população brasileira acessa a rede social mensalmente. Seriam mais de 92 milhões de brasileiros acessando regularmente as redes. O Instagram tinha 35 milhões de usuários no Brasil em 2016. E o aplicativo de mensagens Whats-App já é utilizado por mais de 120 milhões de brasileiros!

Nos Estados Unidos, na eleição de Donald Trump, segundo seus estrategistas, a vitória se confirmou com a opção de privilegiar as redes sociais, em detrimento da mídia tradicional. Na França, Emmanuel Macron abandonou um partido tradicional, organizou um movimento e usou as redes para alavancar a campanha.

Considerando que as redes sociais assumem papel preponderante na formação da opinião política, pela primeira vez na História do Brasil poderemos ter eleições nas quais as estruturas tradicionais podem não ser decisivas para o resultado final. Em especial se um novo entrante chegar ao segundo turno, em que o tempo de televisão destinado à propaganda eleitoral gratuita é igual para os dois concorrentes.

Poderemos ter um fenômeno Macron no Brasil? Sim e não. Para responder afirmativamente à questão volto às duas peças iniciais do trinômio que propus. Sem participação e mobilização nada de novo acontecerá. A indignação com a política será estéril. Ficará nas intenções vagas de sempre. Porém, se a sociedade civil se mobilizar em torno de um projeto que seja aglutinador e expresse uma nova forma de fazer política, tudo pode mudar. E o caminho para alavancar uma candidatura que não esteja alinhada com o antigo será as redes sociais.

A conjunção de fragilidade financeira das campanhas – sem as doações empresariais – com desmoralização do mundo político e a emergência das redes sociais pode proporcionar uma surpresa eleitoral que ainda não tem cara nem nome. No entanto, justamente por não ter nome é que o tradicional pode prevalecer. Outro fator importante é que a indignação com a política ainda não se traduziu em participação e mobilização. O tempo está passando. Nem a política tradicional dá sinais de querer renovar-se nem os novos entrantes ainda dão sinais de querer, efetivamente, participar.


Murillo de Aragão, jornalista, advogado e cientista político
http://www.dm.com.br/opiniao/2017/07/a-renovacao-politica-em-2018.html
Postado por Raizes Culturais às 14:04 Nenhum comentário:
Marcadores: eleições 2018, redes sociais, renovação política

quarta-feira, 28 de junho de 2017

A importância do monitoramento das redes sociais nas eleições 2018








Qual a importância do monitoramento das redes sociais nas eleições 2018




Você sabe qual a importância do monitoramento das redes sociais nas eleições de 2018 e como essa etapa fundamental do marketing político nas mídias sociais pode influenciar o resultado de uma campanha?



Todos nós sabemos que as redes sociais se tornaram uma ferramenta fundamental para a conquista do eleitorado, tornando esse segmento do marketing digital tenha cada vez mais destaque nas campanhas eleitorais, inclusive nas eleições majoritárias como as que irão se realizar em 2018.

Reticentes em um primeiro momento, os políticos já sabem que inevitavelmente terão que estruturar uma parte de suas campanhas em canais nas mídias sociais, caso desejem realmente conversas com o eleitorado.

Mas você sabe realmente qual a importância do monitoramento das mídias sociais nas eleições de 2018, principalmente durante o período eleitoral?

Por quê monitorar as redes sociais em 2018?

O monitoramento de redes sociais é um termômetro do que as pessoas estão falando sobre determinado candidato ou assunto e traz informações de um jeito muito mais rápido que as pesquisas eleitorais tradicionais.

As opiniões expressas no ambiente online são mais espontâneas do que as opiniões ofertadas a um pesquisador de prancheta, no formato tradicional das pesquisas de opinião pública.

É importante destacar o fato de que todo o trabalho é feito a partir de dados que estão disponíveis na internet, ou seja, de manifestações que as pessoas produzem independentemente de estímulo ou direcionamento.


Além disso, as pesquisas nas redes sociais são mais baratas e mais rápidas que as pesquisas eleitorais tradicionais.

No caso de campanhas políticas, que geralmente duram curtos períodos de tempo e em que os dados de institutos de pesquisas são escassos, o monitoramento de redes sociais pode surgir como um apoio na busca por informações estratégicas

Tais informações podem ajudar desde a criação do conteúdo da campanha de TV até o mapeamento efetivo de uma crise, antes mesmo de ela atingir seu ápice.





Aprendendo a estruturar um monitoramento

As equipes de monitoramento político têm à disposição uma quantidade de informação jamais vista sobre os possíveis eleitores de cada candidato e podem usá-las para saber opiniões, atitudes, expectativas e muito mais.

O desafio é encontrar um modelo para usar da melhor forma essa quantidade de informação disponível.

Monte a equipe responsável pelo monitoramento

O analista de redes sociais focado em monitoramento deve ter algumas características básicas, como curiosidade acima da média, alta capacidade de contextualizar os fatos, como por exemplo, pegar uma menção e conseguir fazer cruzamentos, senso crítico e habilidade de explicar o que mostram os gráficos de seus relatórios.

Mas a principal característica é que o analista tenha o papel de um “funil”, ou seja, que possa ler centenas de menções e consiga compilar essas informações de um jeito relevante para o cliente.

Numa campanha política, características como agilidade, dinamismo e noções sobre o cenário político brasileiro, o conhecimento de quem é quem, partidos, leis e etc, são diferenciais a serem levados em consideração

Uma boa dica para montar uma equipe de monitoramento de redes sociais voltada para o marketing político é escolher pessoas que gostem de política, que saibam interpretar bem um texto e que são realmente apaixonadas pelo assunto.

Escolha a ferramenta de monitoramento

Uma das primeiras etapas desse desafio envolve a escolha de uma plataforma de monitoramento de redes sociais que seja capaz de que seja capaz de capturar os dados das de maneira rápida e precisa.

Esse tipo de ferramenta ajuda a centralizar o trabalho nas redes sociais em um só espaço e também na automatização do trabalho, com classificações e relatórios automáticos.

O que uma ferramenta de monitoramento deve entregar?

Realizar buscas a partir de critérios claros

Armazenar de maneira ordenada e acessível os itens coletados

Classificar automaticamente itens a partir de regras estabelecidas previamente

Permitir a categorização dos itens por sentimento de forma automática

Oferecer gráficos automáticos que vão ajudar nos relatórios produzidos

Estruture fluxos

Chegou uma informação importante. Para quem ela vai? Numa campanha política, cada uma das áreas envolvidas possui interesses próprios e necessita de informações distintas.

Por isso, um monitoramento das redes sociais com fins eleitorais deve contemplar todas essas demandas.

Isso deve ser levado em conta não só no momento do cadastramento das buscas, por meio da escolha de palavras-chave relacionadas a cada tipo de informação, como também no momento da definição do plano de classificação dos dados.

Ao compreender qual a importância do monitoramento das redes sociais nas eleições 2018 a equipe responsável por essa etapa do processo, poderá se estruturar e preparar profissionalmente para executar suas funções. Mantenha-se atualizado assinando a nossa Newsletter.



Por Thayane Veiga no blog do Sprinklr Brasil

http://www.eleitoronline.com.br/importancia-do-monitoramento-das-redes-sociais-nas-eleicoes-2018/
Postado por Raizes Culturais às 15:01 Nenhum comentário:
Marcadores: eleitor de 2018, monitoramento, redes sociais

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Ibope: Redes sociais lideram influência sobre o voto do eleitor para 2018


IBOPE: REDES SOCIAIS LIDERAM INFLUÊNCIA SOBRE VOTO DO ELEITOR PARA 2018

Pesquisa do Ibope divulgada nesta segunda-feira, 12, pelo jornalista José Roberto de Toledo mostra que para 56% dos brasileiros aptos a votar, as mídias sociais terão algum grau de influência na escolha de seu candidato presidencial na próxima eleição; para 36%, as redes terão muita influência; "Quem pensa comunicação política tem de deixar de ter como prioridade o roliudiano dos marqueteiros e refletir sobre o que a internet pede: produção de conteúdo – tarefa dos blogs -, sua disseminação (Facebook e outras redes) e fixação de conceitos. Internet é uma batalha sem tréguas, onde perder um dia pode ser perder o bonde", diz o jornalista Fernando Brito, do Tijolaço

Por Fernando Brito, do Tijolaço - José Roberto de Toledo, no Estadão, traz dados sobre uma pesquisa do Ibope sobre a influência das diversas mídias na formação da decisão de voto nas eleições de 2018.

Que confirmam a percepção que a grande maioria das pessoas mais bem informadas já percebeu: a internet e as redes sociais serão o meio privilegiado de convencimento do eleitor.

Elas superam, pela primeira vez em pesquisas deste tipo, a mídia convencional – embora a mídia convencional também esteja presente nas redes.

Não é um fenômeno brasileiro, embora aqui tenha outros significados, por conta do oligopólio da imprensa tradicional.

Há dois dias, a Folha publicou interessante reportagem sobre o site The Canary, de esquerda, que jogou um papel importantíssimo nas eleições britânicas.

“O projeto bateu asas, decolou e é hoje um veículo consolidado no Reino Unido, com 13 milhões de acessos únicos em maio passado.(…)Pesquisa encomendada pelo jornal “The Guardian” mostrou que as notícias relacionadas à votação mais compartilhadas no Facebook vieram desses sites, e não dos diários de jornalismo profissional.”

Aqui, a esquerda “apanha” feio nas redes diante dos sites de direita ou extrema direita. Não apenas porque, não raro, estes contam com financiamento quanto, sobretudo, porque a concisão que a mensagem moralista e destrutiva permite é amplamente vantajosa diante da argumentação racional com que se tenta combatê-la.

Ainda assim, há espaço e até blogs sem qualquer estrutura profissional, tocados apenas por uma pessoa têm números que não envergonham diante do que a Folha chamou de “fenômeno” inglês. Este modestíssimo blog, que está longe de ser dos mais expressivos, teve, no mesmo mês de maio, 3,6 milhões de acessos únicos e sete milhões, no total de visitas.

A conversa pra boi dormir de que os blogs progressistas só existiam por conta da publicidade dos governos petistas não resiste à prova de que, sem eles e com a completa discriminação publicitária do atual (e das agências de publicidade, nenhuma delas querendo meter-se com quem a grande imprensa chama de “sujos”) eles sobrevivem com as plataformas internacionais de mídia, que pagam (mal) pelos acessos e cliques.

O The Canary mostra que é possível: “A maior diferença é que nós não somos financiados por milionários”, diz [Kerry-Anne] Mendoza [integrante do site] à Folha. O The Canary se sustenta com anúncios e o apoio de leitores, que podem doar R$ 16 mensais.”

Há outra lição que os números do Ibope trazidos por Toledo nos dá. A natureza das redes é plebiscitária – polegar para cima ou para baixo – e, frequentemente passional, o que não quer dizer o mesmo que descambar para a selvageria.

Quem pensa comunicação política tem de deixar de ter como prioridade o roliudiano dos marqueteiros e refletir sobre o que a internet pede: produção de conteúdo – tarefa dos blogs -, sua disseminação (Facebook e outras redes) e fixação de conceitos.

Longos textos e longos vídeos estão longe de bastar.

Idem os “sites de campanha”.

É claro que a vida real – embora a vida real esteja cada vez mais virtual – é o cenário da disputa pelo voto, mas o mundo das redes também passou a ser um ambiente onde as pessoas, especialmente as mais jovens, estão cada vez mais tempo imersas.

Internet é uma batalha sem tréguas, onde perder um dia pode ser perder o bonde.

https://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/300836/Ibope-redes-sociais-lideram-influ%C3%AAncia-sobre-voto-do-eleitor-para-2018.htm

Postado por Raizes Culturais às 12:39 Nenhum comentário:
Marcadores: eleições 2018, eleitor de 2018, redes sociais

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Ignorar as redes e mídias sociais nas disputas eleitorais pode ser fatal



Marcelo Rebelo* – articulista do Minuto Mais

Nestas eleições de outubro, as redes sociais serão ainda mais importantes para as campanhas eleitorais. Com menos tempo de campanha na tevê aberta, com a diminuição de verba e com o fim das doações empresariais para as campanhas, a presença nos meios virtuais aparece como uma opção de visibilidade mais barata, eficaz e até decisiva.

Alguns políticos ainda não se deram conta disso e cometem o equívoco de não darem a devida importância às redes e mídias sociais. Isso pode ser fatal e o preço a pagar pode ser uma derrota nas eleições.

Todo parlamentar deseja o status de “Político 2.0”, mas apenas uma minoria efetivamente sabe fazer uso das ferramentas para interagir com seus eleitores e conseguir dividendos políticos. Nessa ânsia, comentem o maior dos pecados, que é aventurar-se nas redes sociais sem o mínimo de preparo e de planejamento, não dimensionando o estrago que elas podem causar.

Muitos políticos ainda gabam-se por não usarem os recursos digitais, ou pior, quando se valem deles, utilizam-nos de maneira totalmente equivocada: da mesma forma que santinhos e faixas para disputar eleições, como uma via de diálogo de mão única. Eu falo, você escuta. Geralmente ignoram um preceito básico para o sucesso nas redes sociais: a interatividade com os usuários.

A falta de habilidade por parte dos parlamentares para interagir com os internautas leva a falhas nos meios virtuais que prejudicam o objetivo final como meio de comunicação. As mais comuns apontadas por especialistas são: excesso de autopropaganda, inexistência de interatividade, não atualização dos dados, foco em apenas um tema, mensagens que agridem a norma gramatical e principalmente ignorar as críticas e não responder às dúvidas.

Outro problema muito comum e não perdoado pelos eleitores é o oportunismo. Muitos políticos apenas participam das discussões nas redes quando o assunto é favorável a eles. Quando são elogiados, respondem praticamente na hora com toda simpatia. Entretanto, quando são criticados ou instados a participar de debates polêmicos fogem tal qual o diabo da cruz.

Recentemente, aqui em nosso município, a rede social Itabirito, arena virtual das discussões políticas locais e com mais de 12 mil participantes, foi palco de um debate sobre a redução salarial dos vereadores, por meio de dois artigos com opiniões distintas. O assunto fomentou acaloradas discussões, o que era esperado por tratar-se de assunto tão controverso.

Infelizmente, os mais interessados na questão, no caso os vereadores municipais, não deram às caras no debate. Inclusive, alguns parlamentares, presentes no grupo, fingiram-se de mortos. Isso é imperdoável, pois a opinião deles sobre tema tão polêmico, que vem sendo debatido em todo o país, seria fundamental. Ainda mais que há um movimento na cidade colhendo assinaturas para um projeto de iniciativa popular para reduzir os salários deles.

Essa omissão certamente foi notada, pelos internautas e eleitores, e é um ponto a menos na credibilidade dos vereadores dispostos a interagir nos demais grupos virtuais do município.

O segredo para o sucesso nas redes sociais é muito simples e atende pelo nome de planejamento. É preciso planejar essa presença digital. Isso inclui definir qual será o segmento de atuação e como essa presença será feita. É importante ter consciência de que é impossível agradar a todos. É necessário definir que assuntos serão abordados, se o perfil será alimentado pelo próprio profissional ou será por uma equipe. Quais temas serão evitados e em caso de crise, quem será o responsável por responder na web.

Acredito ser impensável, num mundo conectado como o atual, os políticos não participarem ativamente das redes e mídias sociais. Isso demonstra atraso, ignorância, afasta o eleitor e empobrece a democracia.

*Marcelo Rebelo é jornalista, relações-públicas, pós-graduado em E-commerce e servidor efetivo da Secom da Prefeitura de Itabirito.
http://minutomais.com/itabirito/ignorar-as-redes-e-midias-sociais-nas-disputas-eleitorais-pode-ser-fatal.html

Postado por Raizes Culturais às 12:53 Nenhum comentário:
Marcadores: eleição, política, redes sociais

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Manifestações : Algoritmos de redes sociais formam "bolha política" em torno dos usuários




As redes sociais foram utilizadas de diversas formas durantes as várias manifestações que ocorreram recentemente no Brasil. Seja para compartilhar opinião, divulgar vídeos ou informar sobre as próximas manifestação, as mídias sociais vêm desempenhando um papel importante na união de pessoas com os mesmos ideais e pensamentos. 

A cada compartilhamento de conteúdo ou a cada vídeo assistido, os algoritmos utilizados por sites como Twitter, Facebook e YouTube se alimentam dessas informações para oferecer mais conteúdo que o usuário deverá gostar. 

De acordo com especialistas consultados pelo jornal O Estado de S.Paulo, a tecnologia que ajuda os usuários a encontrarem conteúdo mais relevante para o seu perfil na internet está criando uma "bolha" em torno das pessoas. Em relação à política, o usuário é cercado por aqueles que compartilham sua visão, o que o faz achar que sempre está certo. 

Desde 1996 o Google utiliza algoritmos para exibir os conteúdos mais relevantes em sua pesquisa. Desde então, outras empresas que atuam na internet adotaram o mesmo método para ajudar o usuário a passar mais tempo consumindo algum conteúdo nos sites. 

No final dos anos 2000, o Facebook também adotou algoritmos que aprendem de acordo com as ações dos usuários. A rede social considera ações dentro como curtir, comentar, compartilhar ou bloquear conteúdos para exibir apenas o que considera relevante para determinada pessoa. O restante é exibido no fim do feed de notícias ou é desconsiderado. Segundo o professor de ciência da informação da Universidade de Michigan, Christian Sandvig, "o algoritmo e o usuário coproduzem o feed". 

Ele ainda explica que "o computador te observa e aprende com o que você clica. Ao mesmo tempo, você decide como responder ao que ele mostra a você". Para o Facebook, o algoritmo ajuda o usuário a aproveitar melhor o conteúdo publicado na rede. "O volume de conteúdo criado é proporcional ao número de usuários. Assim, o algoritmo é uma forma de permitir que cada pessoa tenha acesso ao que julga mais importante", disse a empresa em nota. "O Facebook tende a filtrar aquilo que é socialmente relevante para um grupo. 

Isso dá a sensação de que toda a rede social concorda com você", disse a professora e pesquisadora de mídias sociais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Raquel Recuero. Isso se torna preocupante quando os códigos começam a influenciar a visão política das pessoas. Em um estudo da Universidade da Califórnia, as eleições presidenciais norte-americanas foram simuladas e o resultado obtido pela instituição foi que cerca de 340 mil pessoas mudaram de voto após verem uma postagem positiva sobre um candidato no topo do feed de notícias. "Seria bastante simples para uma rede social como o Facebook manipular uma eleição", diz Sandvig. Via Estadão



Matéria completa:

http://canaltech.com.br/noticia/redes-sociais/algoritmos-de-redes-sociais-formam-bolha-politica-em-torno-dos-usuarios-60755/

.

Postado por Raizes Culturais às 09:25 Nenhum comentário:
Marcadores: algoritmos, bolha política, redes sociais

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Marketing político nas mídias sociais




Marketing Político nas Mídias Sociais

A ideia da utilização de ações de marketing político nas mídias sociais já está nos projetos de vários candidatos este ano, mas a pergunta é: Será que candidatos e equipes de campanha estão preparados para enfrentar o desafio das mídias sociais?

Se levarmos em consideração o que vimos nas últimas eleições, podemos dizer que ainda não. Parece que os candidatos entenderam que marketing eleitoral nas mídias sociais seria apenas uma questão de jogar para o formato digital, peças criadas para o marketing político convencional, o que certamente não é o caminho.

A implementação de uma campanha política nas mídias sociais, na verdade é o segundo passo de uma decisão anterior, a de ter uma presença digital séria e bem estruturada. O uso das mídias sociais em uma campanha eleitoral é uma complementação de outras ações de presença digital como, por exemplo, a criação de um site ou blog onde o candidato possa apresentar seu perfil detalhado, ideias, propostas e programa de governo.
A base do marketing político nas mídias sociais

O marketing político nas mídias sociais parte do pressuposto da criação de um relacionamento mais próximo entre o candidato e seu eleitorado, já que é essencialmente, marketing de relacionamento.

É essa a ideia das redes sociais, criar um canal rápido, fácil e barato para que o candidato possa dialogar com os eleitores e eles com os candidatos. É essa última parte que faz toda a diferença nas campanhas de marketing eleitoral nas mídias sociais; o retorno do candidato para os eleitores e o uso desse feedback como base para o refinamento de propostas de campanha.

O uso das mídias sociais em uma campanha eleitoral nas mídias sociais só faz sentido se houver plena consciência por parte do candidato e sua equipe, que questionamentos nesse canal precisam ser respondidos, ou seja, é vital que haja interação entre as duas partes. O eleitor digital exige uma resposta para seus questionamentos e o silêncio por parte do candidato é um sinal imediato de desrespeito com esse eleitor.

Interações com os eleitores através dos canais de mídias sociais são uma fonte interminável de sugestões e novos pontos de vista que retroalimentam a campanha de marketing eleitoral.

 É através delas que o candidato e sua equipe conseguem ter uma visão mais clara dos sentimentos e anseios da população e quais propostas são simpáticas ou não ao eleitorado. O marketing político nas mídias sociais é um termômetro da campanha fornecendo o melhor retorno que você poderia conseguir.

O marketing político nas mídias sociais parte de dois posicionamentos básicos em relação à audiência nas redes sociais:

Interação com o eleitor – A troca de informações e opiniões entre candidato e eleitores sobre as questões do dia a dia. A construção colaborativa e em tempo real de propostas de governo através da participação dos eleitores através dos diversos canais digitais.

Engajamento da audiência – O engajamento se reflete através da participação dos participantes da mídia social como repassadores das mensagens de campanha. A criação e consolidação de uma militância digital capaz de multiplicar o público impactado pelas mensagens enviadas e defender os elementos da proposta de governo.

Sem estes elementos a campanha de marketing político nas mídias sociais não fará o mínimo sentido já que em primeiro lugar, não terá caráter elucidativo e em segundo lugar não resultará em nenhum acréscimo de valor à proposta inicial.

A importância das mídias sociais no marketing político eleitoral

Não se iluda; ter um perfil em uma rede social não vai garantir a eleição de ninguém. O que realmente elege um candidato é uma ação de marketing digital planejada e estritamente sincronizada com outras ações da campanha, inclusive as do marketing convencional. O marketing político digital exige participação ativa do candidato e sua equipe. O simples fato de criar um perfil nas mídias sociais não significa ter uma participação nessas mídias, já que a real participação em mídias sociais se dá através dos processos de interação com o eleitorado.

Concluindo, se você pensa em implementar ações de marketing eleitoral nas mídias sociais parta do pressuposto de que haverá interação com o seu público-alvo ou então, essa não poderá ser chamada de ação de marketing político nas mídias sociais, e os resultados não chegarão nem perto do que você pretende.

http://www.academiadomarketing.com.br/marketing-politico-nas-midias-sociais/

Postado por Raizes Culturais às 06:15 Nenhum comentário:
Marcadores: marketing político, Mídias sociais, redes sociais

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Redes sociais: O novo pote de ouro da neurociência


Redes sociais: o novo pote de ouro sob o olhar da neurociência

Não é novidade que as formas de comunicação mudaram muito após o recente desenvolvimento da tecnologia e que cada vez mais as pessoas passam grande parte do dia conectadas em suas redes sociais. A novidade é que os neurocientistas estão considerando o Facebook, Twitter e outras plataformas digitais, ferramentas poderosas para análise de hábitos, sentimentos e comportamento dos consumidores.

Uma recente revisão publicada na revista Trends in Cognitive Science descreve algumas das abordagens que neurocientistas podem utilizar para extrair insights valiosos de redes sociais. De acordo com Dar Meshi, da Freie Universität Berlin, há um grande potencial nas pesquisas neurocientíficas que utilizam dados provenientes das redes sociais, embora estas ainda sejam pouco frequentes e subestimadas.

Os autores desta revisão observam que neurocientistas podem explorar as similaridades entre o comportamento online e offline. As métricas do uso das redes sociais podem ser extrapoladas para análises do comportamento dos consumidores do mundo real. Segundo os autores, as informações compartilhadas por usuários de redes sociais podem ser associadas ao seu estado emocional. Alterações do padrão destas informações, após a exposição a compartilhamentos de amigos, podem servir como base para estudos de conformidade social. Além disso, a forma como usuários navegam em suas linhas do tempo e clicam em determinados conteúdos pode gerar insights a respeito dos assuntos que chamam atenção e despertam a curiosidade dos consumidores, e também de traços da personalidade dos consumidores. De modo geral, os padrões de navegação dos internautas podem ser utilizados como representação de diversos tipos de interação social offline.
Exemplo de pesquisa de neurociência utilizando redes sociais.

Outra possibilidade para os neurocientistas é investigar as estruturas e funções cerebrais associadas às diferenças observadas entre os ambientes online e offline. Durante discursos feitos em público as pessoas costumam passar cerca de 30% do tempo falando sobre elas mesmas, enquanto em discursos virtuais este tempo sobe para 80%. Além disso, plataformas digitais parecem abrir oportunidades para as pessoas se desprenderem das normas sociais que as levam a serem mais cordiais durante interações reais.
Regiões cerebrais associadas ao uso de redes sociais.

“Libertando as pessoas de algumas restrições que moldam o comportamento humano, as redes sociais acabam gerando um manancial de oportunidades para se estudar as bases do comportamento social e também como fatores sociais influenciam a maneira de pensar e agir” diz Diana Tamir, da Princeton University, “os neurocientistas podem coletar dados comportamentais em ambientes online e analisar quais são as estruturas e funções cerebrais responsáveis pelas variações percebidas entre os ambientes online e offline”. De acordo com a autora, este tipo de estudo pode ajudar a responder questões relacionadas ao nosso comportamento social e como nosso cérebro se adapta a novos ambientes.

Algumas das limitações deste tipo de pesquisa incluem a possibilidade de vieses relacionados a discursos de auto apresentação e também questões éticas e de privacidade. Por mais que os dados dos participantes sejam fornecidos com consentimento, é possível acessar as informações de quem curte e comenta suas publicações.

Meshi observa que além de serem utilizadas como ferramentas de pesquisa, as mídias sociais também devem ser objeto de análise. Como a comunicação digital continua a crescer, é muito importante entender os efeitos, tanto positivos quanto negativos, que esta nova forma de comunicação pode causar em seus usuários, especialmente em crianças e adolescentes, que representam uma grande parcela dos internautas. “Embora o uso de redes sociais tenha um grande lado positivo, analisar os efeitos no cérebro da população é especialmente relevante, considerando que o uso de plataformas digitais também está associado a consequências negativas, como diminuição de performance acadêmica, perda de emprego e declínio do bem-estar”.

Fonte: Cell Press – http://www.cell.com/trends/cognitive-sciences/

http://www.forebrain.com.br/noticias/redes-sociais-o-novo-pote-de-ouro-sob-o-olhar-da-neurociencia/

Postado por Raizes Culturais às 15:21 Nenhum comentário:
Marcadores: neurociência, redes sociais

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

6 razões para monitorar sua empresa nas redes sociais



Mais do que um novo canal de comunicação, as redes sociais são uma fonte infinita de informações sobre a sua marca e o seu mercado. Fazer um bom trabalho de geração de conteúdo no Facebook, Twitter, Linkedin e afins é tão importante quanto fazer o monitoramento da sua marca nesses meios. Neste post vamos apresentar 6 razões para você repensar a sua postura nas redes sociais em relação à sua marca. Confira!


Mais do que um novo canal de comunicação, as redes sociais são uma fonte infinita de informações sobre a sua marca e o seu mercado. Fazer um bom trabalho de geração de conteúdo no Facebook, Twitter, Linkedin e afins é tão importante quanto fazer o monitoramento da sua marca nesses meios. Neste post vamos apresentar 6 razões para você repensar a sua postura nas redes sociais em relação à sua marca. Confira!

Checar a imagem da marca

Analisar os comentários positivos e negativos em relação à sua marca é um importante norteador para o trabalho de comunicação em qualquer meio. As redes sociais são o “confessionário” do século XXI, onde as pessoas expõem suas frustrações e pensamentos, inclusive sobre a sua marca. Não deixe essas informações ficarem perdidas na internet. Use essas opiniões como uma valiosa fonte de informações.



Analisar o impacto das suas ações

Seja uma ação simples no Facebook ou uma campanha gigantesca na televisão, o melhor lugar para avaliar o feedback do seu público, descobrir o quanto essa ação gerou de buzz, como os seguidores receberam, e, principalmente, medir o grau de penetração da sua campanha, são as redes sociais. Criar algo e não monitorar a resposta do público é como atirar uma flecha sem se importar se ela atingiu o alvo.

Dar feedback

Muitas vezes, o seu usuário faz um comentário sobre a sua marca na rede sem esperar uma resposta. No entanto, dar um feedback pode mudar drasticamente a opinião do seu público. Seja uma crítica ou um elogio, sua marca só tem a ganhar, pois de uma forma ou de outra seu público sentirá o quanto ele é importante para você.

Estabelecer o grau de envolvimento com a empresa

Uma vez que você conseguiu criar uma boa relação com seus consumidores, você deve cuidar dela. Manter um envolvimento próximo e constante com os seguidores da marca é essencial, pois a opinião deles será fundamental para o seu negócio. Sem esse cuidado diário, todo o seu trabalho para fidelizar seu público poderá não servir de nada.

Identificar oportunidades de mercado

Acredite, seus seguidores sabem muito sobre a sua marca. Eles podem dar dicas e sugerir caminhos muito oportunos por meio das redes sociais. Algumas companhias gastam fortunas com especialistas para identificar uma oportunidade de crescimento de negócios, quando a resposta pode estar muito mais perto do que você imagina.

Aprender com o seu público

Não menospreze o conhecimento do seu público, pois sem ele o seu negócio não se sustentará. Ele pode te ajudar a melhorar um produto ou serviço que você oferece ou indicar novas práticas e caminhos. Afinal, os clientes fazem parte da sua marca e estão olhando para ela de um ponto de vista que você talvez não consiga enxergar.


Viu como é importante acompanhar a sua marca nas redes sociais? Um bom monitoramento pode ser um aliado poderoso e uma fonte inesgotável de ideias e caminhos para a sua empresa. Então comece desde já a prestar atenção no que seu público tem a dizer. Assine a nossa newsletter para receber mais dicas!

http://www.administradores.com.br/artigos/marketing/6-razoes-para-monitorar-sua-empresa-nas-redes-sociais/92813/
Postado por Raizes Culturais às 08:54 Nenhum comentário:
Marcadores: monitoramento, redes sociais

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Marketing pessoal nas redes sociais




Por Taís Teixeira / Observatório da Imprensa

Muito se fala no poder de destruição e desconstrução da imagem de alguém nas redes sociais. Na verdade, até antes, na Internet, a identidade de alguém poderia ser atingida e/ou arruinada por hackers e/ou pela própria mídia. Com a inserção das redes sociais, o uso para esses fins está ao acesso também dos usuários, que não precisam ser profissionais de tecnologia ou comunicação para expor alguém, ou a si próprio, seja para causar prejuízos ou benefícios

Mas existe o outro lado da moeda: a capacidade de promoção ou autopromoção proporcionada pelas redes sociais. Esse é um exercício de observação e que conduz a uma experiência que permite associar a sedução da visibilidade às características comportamentais e psicossomáticas. Nas redes sociais, podemos criar um “avatar” de nós mesmos, um personagem, assumir outra personalidade, mudar ou criar outra face de identidade.

Magicamente todos somos lindos, respiramos generosidade, pregamos justiça, somos guardiões da moral, odiamos hipocrisia e afloramos nosso senso de cidadania ao extremos. Puro amor e lealdade. Repudiamos a corrupção, abolimos o preconceito e estampamos mensagens motivacionais e de autoestima. Exemplo de respeito ao próximo. Somos a caricatura da perfeição, do nosso melhor fomentado por curtidas e compartilhamentos.

Nos recriamos e temos vida própria nas redes sociais. Podemos usar as tecnologias a nosso favor, sendo nosso maior trunfo. Ou nossa maior cilada. E nessa hora, podemos notar que jornalismo e marketing são áreas que dialogam no cenário das redes sociais, esse resultado de tecnologias digitais, de relacionamento e de conteúdo. Espaço adequado e promissor para o marketing pessoal. Independente da categorização de Marketing, lembramos um dos conceitos do “pai” do Marketing, Phillip Kottler, “Marketing é o conjunto de atividades humanas que tem por objetivo facilitar e consumar relações de troca.”. Já Raimar Richer caracteriza Marketing como “as atividades sistemáticas de uma organização humana, voltada para a busca e realização de trocas com seu meio ambiente, visando benefícios específicos.”. Importante destacar que, no caso das redes sociais, os benefícios principais são o capital social e humano entendidos como investimento nas relações pessoais e profissionais.

Produtores de conteúdo

Na nossa página ou redes, somos (re)produtores de notícias e/ou fatos. Podemos fazer uma alusão à realidade do usuário de redes sociais ao trabalho dos jornalistas no que tange ao processo de busca e construção de notícias. O internauta compartilha o conteúdo que considera importante conforme os próprios valores e que se afine com o seu senso de razão (nesse caso, diante da variedade de assuntos, atua como produtor selecionando temas para a pauta. A origem desse conteúdo, seja uma amostra do campo pessoal ou um link oriundo de outro portal, também é uma escolha estabelecida pelo proprietário da conta (no papel de editor classificando os temas e as abordagens, numa ação que remete a distribuição em editorias). Ao divulgar, opinião, imagens, links emite o conteúdo que gerou para a sua rede de conexões. Esse conceito de redes sociais permite compreender que cada conta ou página é uma mídia portadora de informações produzidas pelo dono/usuário/administrador. Nesse cenário, podemos relacionar a aplicação da Teoria do Gatekeeper, que pressupõe que as notícias são como são porque os jornalistas assim as determinam, ou seja, nas redes sociais as notícias ou conteúdos são como são porque o proprietário determinou, atuando como editor na definição e posterior apresentação da pauta.

É possível verificar a mudança do público, que migra de um comportamento passivo, que consumia mídias profissionais, para um comportamento ativo que, além de decidir o que quer, cria conteúdo através da sua percepção.

Outro fator que contribui para essa mudança de perfil é a inserção dos novos mecanismos digitais resultantes das conquistas tecnológicas, como por exemplo, o celular e sua evolução. Com a possibilidade de acessar à internet pelos dispositivos móveis, além dos recursos de foto e vídeo que permitem lançamento instantâneo nas redes sociais, muitas vezes o internauta acaba divulgando antes mesmo dos profissionais da mídia um fato de relevância social devido à capacitação tecnológica em equipamentos e sistemas. O cidadão, ao presenciar um fato, pode registrar por um dispositivo móvel e colocar na sua mídia, acaba informando antes da emissora de jornalismo que não estava no momento e que acaba utilizando imagens ou vídeos capturados pelo internauta. Esse é o um novo conceito da mobilidade que denomina o “consumidor sem limites”, onde ele pode acessar as redes sociais de qualquer lugar pelos dispositivos mobiles e ser um produtor de notícias ao captar em tempo real e compartilhar na rede.

No livro Redes Sociais na Internet, de Raquel Recuero, ela afirma que “ Como as redes sociais na Internet ampliaram as possibilidades de conexões, aumentaram também a capacidade de difusão de informações que esses grupos tinham. No espaço offline, uma notícia ou informação só se propaga na rede através das conversas entre as pessoas. Nas redes sociais online, essas informações são muito mais amplificadas, reverberadas, discutidas e repassadas.”, reforça o que foi dito acima sobre o novo lugar do consumidor a partir da instantaneidade das redes.

Dessa forma, constatamos o imediatismo do Marketing Digital que é praticado pelo consumidor sem uma noção clara de que ao compartilhar imagens, preferências e opiniões está transmitindo um conceito de si mesmo construído por ele. É o que fica claro na afirmação de Claudio Torres, no livro A Bíblia do Marketing Digital : “O Marketing Digital está se tornando cada dia mais importante para os negócios e para as empresas”. Não é uma questão de tecnologia, mas uma mudança no comportamento do consumidor, que está utilizando cada vez mais a Internet como meio de comunicação, relacionamento e entretenimento.”

Uma versão editada de nós mesmos

Templo de felicidade. Benevolência à flor da pele. Todos amam os animais e são defensores da sustentabilidade. Eventos badalados. Churrascos de picanha. Brindes ao amor. Temos e somos os melhores amigos. Beleza é requisito básico: se não a tenho, a combinação entre a maquiagem, o filtro e o ângulo vão colaborar. Selfie em frente ao espelho com roupa colada para exibir o corpo que a sociedade venera. Selfie com gente para socializar, o verbo da moda. Selfie em lugares lindos, loucos, inusitados para passar versatilidade. Selfie para mostrar, dizer, transmitir, confundir, elucidar. Selfie para ostentar em várias óticas.

Minha rede, meu conteúdo, minha realidade. Coloco o que quero ser, como quero ser. Eu me crio, recrio, invento, reinvento. Sou o meu melhor. Meus pensamentos são divinos. Ser do bem é legal. Na minha solidão, me transmuto no personagem que julgo ser perfeito. Ou sou aquele com todas imperfeições que a realidade me obriga a guardar nos escombros do meu eu.

Engraçado e paranoico. Positivo e negativo. Verdadeiro e falso. Ilusão e realidade. Dois polos. Dois pesos. Duas medidas. A escolha de como decidimos nos revelar vai contribuir para selar a identidade online e transcender para a offline. Ou vice-versa.

Quantas vezes conhecemos as pessoas que tem uma personalidade e um jeito de ser e verificamos que nas redes se mostram com outro jeito de ser. E aí reside o problema: isso pode ser um aliado ou um tiro no pé, melhor, uma saraivada de tiros pelo corpo todo.

Eis que o Marketing Pessoal que queremos fazer ou fazemos involuntariamente pode nos destacar diante de um grupo, ou conhecidos, nos aferindo poder e reconhecimento dentro de um nicho ou conquistando o lugar de bestialidade humana sendo alvo de risos dos “amigos” do face. Sejam quais forem as intenções e os parâmetros de medida que consideramos importantes, sejam curtidas, compartilhamentos e comentários, alguém vai ser e dar audiência para a sua página, ou para a sua vida virtual.

Podemos alavancar nossa carreira e passar ilesos, não 100%, pois a unanimidade é rara raridade, ou afetar a nossa reputação e imagem por descuidos e excessos de exposição e intimidade que poderiam ser mais bem utilizados se ficassem restritos aos momentos reais e não compartilhados com o mundo. Logo, o que for ser inserido no contexto digital precisa ser pensado antes porque pode refletir negativamente na sua vida pessoal e/ou profissional. Eu não estou fazendo apologia inversa à liberdade de expressão, pois acredito que o espaço deve ser usado conforme o autor deseja, desde que não utilize para ofender, agredir ou promover ações prejudiciais para a sociedade, pois nestes casos já entra uma questão de lei. O cuidado é sempre importante nas relações que construímos, pois muitas vezes, somos os responsáveis pela forma como somos vistos e as consequências podem ser irremediáveis.

***
http://observatoriodaimprensa.com.br/comunicacao-social/marketing-pessoal-nas-redes-sociais/
Taís Garcia Teixeira é jornalista, professora e mestre em Comunicação e Informação









Postado por Raizes Culturais às 10:43 Nenhum comentário:
Marcadores: Marketing pessoal, redes sociais

sábado, 3 de outubro de 2015

Monitoramento de marcas nas redes sociais


MARCAS USAM AS REDES SOCIAIS PARA CATIVAR OS CONSUMIDORES
COM AÇÕES OPORTUNISTAS, CHAMADAS DE MARKETING EM TEMPO REAL, AS EMPRESAS AVANÇAM SOBRE A INTERNET PARA CONQUISTAR A MASSA DIGITAL. HÁ CASOS DE IMENSO SUCESSO, MAS TEM CADA FIASCO...

“SALA DE GUERRA” DA COCA-COLA, NO RIO, ONDE UMA EQUIPE DA MARCA MONITORA O ZUM-ZUM DAS REDES SOCIAIS (FOTO: EDUARDO ZAPPIA)

Matéria originalmente publicada na edição de agosto de Época NEGÓCIOS.

No fim de junho, a Suprema Corte dos Estados Unidos declarou inconstitucionais as leis que proibiam o casamento entre gays nos 50 estados americanos. Tão logo a medida foi anunciada, Barack Obama tuitou: #LoveWins (literalmente, o “amor vence”). Foi uma festa. A partir daí, um turbilhão digital varreu o mundo. De acordo com o Laboratório de Estudos sobre Imagem e Cibercultura (Labic), uma consultoria especializada no monitoramento da web, a expressão apareceu em 12 milhões de publicações na internet, em todos os idiomas – sendo 630 mil em português. Isso em somente 24 horas. Ou seja, a repercussão, tanto do fato quanto da frase, foi estonteante – e instantânea.

Muitas empresas farejaram uma oportunidade nessa insólita proliferação de manifestações. Rapidamente, tingiram as suas logomarcas com os tons do arco-íris, tomado como símbolo dos direitos homossexuais, ou dispararam pela internet textos enaltecendo o amor. No Brasil, não foi diferente. Por aqui, mergulharam nessa onda companhias de setores variados como Gatorade, Citroën, Netflix, Livraria Cultura, Saraiva, Outback e Domino’s... (só para citar algumas).

O que se viu naquela ocasião, contudo, não foram ações irrefletidas, disparadas a esmo por empresas que agiram de forma espontânea, levadas pelo inebriante zum-zum das redes sociais. Na maioria dos casos, a investida das marcas (como na inundação de arco-íris digitais) retrata um fenômeno executado com algum cálculo e uma pilha de segundas intenções. Esse tipo de iniciativa tem até nome. Os publicitários a definem como marketing em tempo real (ou real time marketing, no jargão).

O termo designa um tipo de intervenção promovido pelas empresas em grandes pontos de encontro na internet, onde multidões de consumidores estão reunidas. Os locais mais visados são o Facebook (1,44 bilhão de usuários ativos por mês) e o Twitter (302 milhões de participantes por mês), além do YouTube (1 bilhão de adeptos) e aplicativos como o Snapchat (100 milhões de participantes por dia), um sucesso entre adolescentes. O objetivo dessas intromissões não se resume à venda de um produto – embora não a exclua. Elas têm, na maioria dos casos, um caráter institucional. As ações visam estabelecer uma espécie de cumplicidade das empresas com a massa que habita as redes sociais – e, no fim do dia, talvez conquistá-la.

Para isso, o marketing em tempo real utiliza-se de um amplo matiz de mensagens. Elas instigam a plateia das redes com vozes que vão da solidariedade (como no caso da questão homossexual) à indignação. Em outros momentos, tentam cativar a audiência online pela ironia ou pelo humor. Há um pouco de tudo, contanto que esse “tudo” ative uma repercussão positiva da marca no universo digital. Há casos de impacto impressionante.

A AÇÃO MAIS BEM-SUCEDIDA DE MARKETING EM TEMPO REAL OCORREU NA FINAL DO SUPER BOWL, EM 2013, NOS ESTADOS UNIDOS. UMA IMAGEM DA MARCA DE BISCOITOS OREO SOMOU 525 MILHÕES DE VISUALIZAÇÕES NO FACEBOOK E NO TWITTER

A invasão do biscoito
Nova Orleans, 3 de fevereiro de 2013. O Baltimore Ravens e o San Francisco 49ers estavam em campo para disputar a 47ª edição do Super Bowl, a grande final do campeonato de futebol americano – e um dos intervalos publicitários mais caros do planeta (à época, US$ 4 milhões por 30 segundos). Enquanto as equipes se preparavam para iniciar os dois últimos quartos da partida, um blecaute deixou metade do estádio na escuridão.

Foi automático. Grande parte dos mais de 100 milhões de telespectadores que acompanhava o jogo lançou-se sobre as redes sociais. Essa turma, uma assembleia gigante, estava à caça de informações sobre o motivo da queda de energia ou apenas passava o tempo em mexericos diversos.

Nesse instante, a equipe de publicidade da Mondelez, dona da marca Oreo, publicou a seguinte frase, acompanhada de uma foto, no Twitter e no Facebook: “Você pode mergulhar o seu biscoito mesmo no escuro (You can still dunk in the dark)”. O texto remetia à tradicional maneira usada pelos americanos de embeber a bolacha no leite antes de consumi-la.

A rede – esse universo tão populoso quanto indômito – adorou a brincadeira. A expressão foi compartilhada mais de 15 mil vezes no Twitter e no Facebook apenas na primeira hora, com um alcance de 525 milhões de visualizações da imagem. Além disso, a iniciativa gerou reportagens em veículos de imprensa (mídia espontânea) de mais de cem países. A marca Oreo, que nem patrocinava a competição, meteu-se no meio do jogo e fez um golaço – ou um touchdown, para ser mais preciso – sem suar a camisa.

Um nó na garganta e outro no canudo
Não existe uma receita, um manual, para a atuação das empresas nessa variedade do marketing. As investidas estão mais para ações de guerrilha do que para ciência. Afinal, trata-se de uma prática recente. O termo “real time marketing” começou a ser pesquisado no Google em 2008, mas a consulta se tornou mais frequente em 2013. O ápice das buscas deu-se em julho de 2014, durante a Copa do Mundo, quando várias marcas criaram equipes para atuar em tempo real. A Coca-Cola é um exemplo.

A empresa conta com um time de 50 profissionais atuando em real time marketing somente no Brasil. Essa turma fica em uma “sala de guerra” (war room), dentro da sede da empresa, no Rio. Lá, há colaboradores de oito diferentes prestadores de serviço da marca, como agências de publicidade, gente especializada em monitoramento de redes sociais ou em produção de conteúdo. O local é chamado de “basement” (porão).

A Coca-Cola avança sobre as redes sociais em quatro etapas. Elas são segmentadas em 1) escutar, 2) reagir, 3) falar e 4) amplificar. Muitas vezes, entre o começo e o fim dessa sequência não se passam três horas. Aliás, o real time é veloz. Velocíssimo. Exige, como se diz, timing. Tudo pode começar pelo monitoramento das redes, quando se capta uma oportunidade de inserção da marca em um burburinho digital. “Precisamos ouvir os consumidores e contextualizar o que eles desejam ver nas redes sociais”, diz Rafael Prandini, diretor de real time marketing da multinacional no Brasil. “Depois, fazemos com que essas conversas cheguem a um público mais amplo.”

Esse processo foi posto à prova na Copa, em 2014. Após a tragédia dos 7 a 1, a maioria das empresas ficou muda (ou seria catatônica?) nas redes sociais. A Coca-Cola reagiu. Publicou a imagem de um canudo com um nó, colocado dentro da garrafa da marca. O texto dizia: “Um sentimento: nó na garganta” (veja quadro ao lado). A decisão de publicar a mensagem não foi simples. Tratava-se de uma situação delicadíssima. “Nesse momento, foi importante contar com a proximidade da liderança corporativa. Tínhamos de ter clareza que estávamos no caminho correto e aprovar rapidamente a intervenção”, diz Prandini. No balanço final, a investida foi bem-sucedida. De acordo com a Coca-Cola, a marca alcançou 92% de menções positivas nas redes sociais com essa e outras ações durante o Mundial no Brasil.
CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR (FOTOS: ROGÉRIO LACANNA; CBS PHOTO ARCHIVE/GETTY IMAGES; DIVULGAÇÃO)

As três versões do tempo real
Há, atualmente, pelo menos três modalidades de real time marketing. Algumas ações são definidas como “sociais”. As empresas, nesses casos, conversam com o público diariamente. Essa versão representa um aprimoramento do SAC (um SAC 2.0, por assim dizer). O segundo grupo tem a ver com efemérides. É o mais comum. As intervenções ocorrem em eventos (Oscar, Globo de Ouro, Copa do Mundo, Olimpíada) ou em datas especiais (Dia dos Namorados, Mães, Pais). O terceiro modelo distingue-se pela forma contínua de comunicação com os consumidores. Ela é executada com base na análise de comportamento das pessoas nas redes. “Hoje, o sucesso de uma iniciativa de marketing em tempo real vem 80% de planejamento e 20% de improviso”, diz Laura Kroeff, vice-presidente de planejamento da agência de publicidade W3haus.

Seja qual for a estratégia, tomar o pulso das redes sociais com perspicácia é uma tarefa essencial para as equipes de real time. Para isso, o Bradesco firmou recentemente uma parceria com um painel de indicadores da web da agência R/GA. Trata-se do Social Dynamite. Criada no Brasil, e com prognóstico de ser exportada para outros mercados em breve, a ferramenta tem como objetivo antecipar eventos na web a partir da análise de expressões utilizadas nas redes. Conta, hoje, com cerca de 20 mil datas monitoradas. “Olhamos para a marca, para o estilo de vida dos consumidores que a companhia quer atingir e priorizamos os assuntos que são mais relevantes”, diz Fabiano Coura, vice-presidente de operações da R/GA. “Acompanhamos também os portais de notícias que são importantes para esses públicos.”

Outra marca com forte interação junto ao público digital é O Boticário. A partir do estudo de casos de real time marketing, a empresa lançou uma plataforma chamada “Espelho da Beleza”, assinada pela agência W3haus. Ela elabora rankings com os desejos de beleza das brasileiras. Faz isso “escutando” as conversas nas redes sociais. Aberto ao público, o portal mostra os assuntos mais comentados em determinado momento no país. A partir daí, a equipe da agência produz conteúdos especiais sobre os temas de maior apelo.

Em setembro do ano passado, por exemplo, o programa Encontro com Fátima Bernardes, da Globo, abordou o assunto “cabelos afro”. De olho nos comentários que brotavam das redes, a turma da W3haus constatou que as consumidoras gostariam de receber dicas sobre produtos para cabelos cacheados. A equipe de real time, então, publicou posts sobre esse tema.

Com o sucesso no Facebook, a oportunidade migrou para os canais de venda: a companhia lançou uma promoção com 15% de desconto nas linhas para cabelos cacheados no e-commerce. A ação gerou um incremento de 30% no tíquete médio na efetivação de compras online, além de um aumento de 140% nas visitas às linhas relacionadas a cabelos cacheados. “Com os dados e as análises corretas, podemos conseguir algo semelhante à bola de cristal do consumo, que todo mundo gostaria de ter”, diz Laura Kroeff, da W3haus. A agência possui mais de 20 pessoas atuando nessa ferramenta.


Às vezes, dá um problemão
O Ponto Frio, da Via Varejo, também acumula ações bem-sucedidas de marketing em tempo real. Desde 2008, criou um personagem, o Pinguim, que interage com os consumidores nas redes. A marca tem mais de 1 milhão de fãs no Facebook e 200 mil seguidores no Twitter. “O marketing do futuro vai ser em tempo real. É uma evolução dos canais de contato com o consumidor”, diz Vicente Rezende, executivo-chefe da Cnova, empresa que também pertence à Via Varejo e opera o e-commerce do Pontofrio.com.

Ocorre que, não raro, a comunicação em tempo real pode virar um pesadelo. Em outubro passado, por exemplo, a marca divulgou nas redes uma hipotética lista de presentes para o casamento entre Suzane von Richthofen, condenada por participar do assassinato dos pais, em 2002, e Sandra Regina Gomes. Ambas cumprem pena no mesmo presídio. A “lista” incluía sugestões como um conjunto de facas, um batedor de carne e um taco de beisebol. Foi considerada absurda na internet. “Nesse caso, a empresa deve ser verdadeira e assumir que está errada”, diz Rezende.

Foi o que o Ponto Frio fez. E o tropeço não diminuiu a importância das mídias sociais para a companhia. Segundo o último relatório disponível (2012), a empresa faturou mais de R$ 20 milhões pelo Twitter. No mês passado, o pinguinzinho, o avatar criado nas redes, migrou de hábitat. Ele passou a estrelar as campanhas publicitárias da marca na televisão.

O Boticário também se enrascou em uma polêmica de marketing em tempo real. No Dia dos Namorados, lançou um filme na TV, replicado nas redes sociais, com diferentes tipos de casais (heterossexuais e homossexuais) trocando presentes. A ideia foi alvo de um massacre na web. Foi parar no site Reclame Aqui. Só no dia 1º de junho, foram mais de 160 queixas. As respostas corporativas tiveram de passar pela aprovação de executivos de departamentos como marketing, comunicação e jurídico. A empresa, no entanto, decidiu defender a campanha.

A partir daí, milhares de pessoas apoiaram o conteúdo dos filmes em seus perfis nas redes. Gente que nem sequer comprava os produtos da marca O Boticário foi a lojas da empresa, tirou fotos e as postou em uma crítica frontal aos que se opuseram às imagens dos casais. Apesar da grande turbulência, a companhia, no fim das contas, saiu no lucro.

Os críticos disseram que O Boticário, ao manter o apoio à “diversidade do amor”, soube se posicionar de maneira firme diante de uma questão polêmica. E esse bafafá é típico do marketing em tempo real: uma simples mensagem – ou uma postura adotada pela corporação – pode virar a história de uma marca de ponta-cabeça ou deixá-la de vez na mente dos consumidores.

NO DIA DOS NAMORADOS, O BOTICÁRIO DIVULGOU UM FILME COM CASAIS HOMOSSEXUAIS. A MENSAGEM PROVOCOU GRANDE POLÊMICA NA WEB.MAS A EMPRESA DEFENDEU A PROPAGANDA E CONQUISTOU O APOIO DOS INTERNAUTAS

Ferramentas de risco
Este ano, programas como o Periscope, do Twitter, e o Meerkat chegaram ao mercado, incrementando as possibilidades do real time marketing. Ambos transmitem vídeos captados por celulares ao vivo pela internet. Com isso, qualquer pessoa com um smartphone na mão pode realizar a cobertura de um evento (ou uma entrevista para seus seguidores nas redes sociais). A audiência também faz comentários enquanto as imagens são reproduzidas.

Em março, a Adidas veiculou ao vivo, pelo Periscope, um anúncio que contou com a participação do jogador colombiano James Rodríguez, do Real Madrid. Ao vivo, a C&A e a Skol também repassaram para as redes imagens do festival Lollapalooza, para ampliar o alcance das ações realizadas no evento. O problema, porém, é a imprevisibilidade inerente a esse tipo de ferramenta. Agências e anunciantes nem sempre têm o controle sobre as imagens e muito menos sobre os comentários do público durante as transmissões. Ou seja, o potencial de gafes e tiros no pé das marcas é gigantesco – e todo o cuidado, como dizem, parece pouco.

http://epocanegocios.globo.com/Informacao/Acao/noticia/2015/09/marcas-usam-redes-sociais-para-cativar-os-consumidores.html
Postado por Raizes Culturais às 07:49 Nenhum comentário:
Marcadores: monitoramento de marcas, redes sociais

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

O "Vale Tudo" das redes sociais


O vale tudo das redes sociais
Por Marcelo Rech /Observatório da Imprensa

No fim de abril, cerca de 120 líderes de redações e empreendedores jornalísticos digitais de mais de 30 países, reunidos em Copenhague na Conferência Mundial de Liberdade da Mídia, passaram por um exercício de ética editorial. Em um primeiro momento, foram confrontados com a seguinte questão: “Um grupo terrorista sequestrou um repórter de uma emissora concorrente em ação em outro país e ameaça matá-lo caso essa informação seja divulgada. O diretor de jornalismo concorrente entra em contato com você e pede para não levar a informação ao público. O que você faz?”

Na convicção de que uma notícia não deve colocar vidas em risco, 95% dos presentes concordaram que o motivo era forte o suficiente para não divulgar o sequestro.

Em seguida, veio a segunda parte do exercício: “A informação vazou no Facebook e já tem mais de 100 mil likes. Agora, qual é a sua postura?”

A ampla maioria dos participantes mudou na hora de opinião. Uma vez que as redes sociais deram publicidade, não haveria mais sentido em manter o silêncio.

O que o exercício revela, além da óbvia subjetividade implícita em decisões éticas? Que, em última análise, ao editor já não está mais reservada a hegemonia da decisão editorial. Um princípio básico da atividade de editor – o que deve ser divulgado e de que forma – está agora terceirizado ao Facebook e a seus irmãos menores. Virou lugar-comum nas redações a constatação da perda desse controle moral para a turma do “dane-se” e “arrebente-se” das redes. Não raro, enquanto um grupo de editores discute como levar ao público o que ainda é apenas uma suspeita, o vale-tudo das redes já se ocupou de julgar e condenar ao inferno o acusado. Todo dia passou a ser dia de Escola de Base.

O fim do domínio da ética editorial pelas redações poderia ter até um efeito benéfico quando se leva em conta a saudável exigência de maior transparência em qualquer atividade – o jornalismo bem no alto dessa pirâmide. No entanto, quando a motivação da divulgação de um fato se subordina a interesses particulares, e não coletivos, como ocorre a todo instante nas redes, a ética do jornalismo profissional não é o primeiro valor a ser pesado. Mais grave: boa parte do que zune pelas redes é mera fantasia ou trucagem com motivações que variam da ingenuidade à busca do poder a qualquer preço. Objeto sagrado das melhores redações, o guia de ética é, naturalmente, um artefato desconhecido em vastas porções das mídias sociais.

As consequências perversas da produção caseira de informação adulterada ou sem aval ético são apenas a ponta do iceberg dos efeitos da terceirização da decisão editorial. Ao mesmo tempo que um anônimo pode apertar um botão e implodir a reputação de qualquer semelhante ou organização sem se deter em critérios morais, as plataformas sociais criam em escala planetária zonas de sombra ou luz informativas com base em conveniências exclusivamente comerciais, com enorme repercussão sobre o desenvolvimento ou involução das sociedades.

A um editor do século 20 cabia avaliar as circunstâncias da notícia, sua origem, relevância e atratividade, enquadrá-la em parâmetros éticos e de precisão para então dimensioná-la aos padrões gráficos, de espaço, periodicidade e interesse público do veículo a que ele prestava seus serviços. Baseado em uma linha editorial e na técnica jornalística, mas, em particular, no seu talento e na sua percepção editorial, o editor dava forma e vida ao que o público tomaria enfim conhecimento. Quem viveu um dia em uma redação profissional sabe que este segue sendo um processo complexo, nada cartesiano, repleto de idas e vindas e correções de rota. Erra-se e avalia-se bem ou mal uma notícia, mas, em sua esmagadora maioria, redações estão ancoradas ao compromisso de entregar o melhor produto editorial possível para o público e, em última análise, para a sociedade.

Pois é. Esse mundo da realidade distribuída exclusivamente por dutos jornalísticos morreu ou, pelo menos, está em estado vegetativo. Embora editores continuem tomando decisões – um estudo com executivos indicou que eles são os profissionais com maior número de encruzilhadas diárias –, essas decisões já não são definitivas aos olhos do público.

Lógica fria

Com a explosão de conteúdos via redes, cada vez mais é um algoritmo que decide o que e quando você vai ler, ver, saber. Em suma, a difusão de informação, restrita antes a jornalistas, está se transferindo para as mãos de um exército de engenheiros no Vale do Silício que não têm por que se ocupar de qualidade ou ética editoriais. O negócio deles não é jornalismo: é capturar usuários que entreguem informações sobre suas vidas e digam o que lhes passa pela cabeça, traduzir essa audiência em dados e distribuir publicidade personalizada. É mais ou menos como se os departamentos comercial e de marketing assumissem o lugar da redação, com a diferença de que, com o algoritmo sentado na cadeira do diretor, não há com quem argumentar ou brandir regras de conduta – apenas a submissão à sua lógica fria e diabolicamente eficaz.

Em outras palavras, essa terceirização do jornalismo foi magistralmente captada por Emily Bell, diretora do Tow Center for Digital Journalism, da Columbia University. Em uma conferência em novembro do ano passado no Reuters Institute, em Oxford, Emily dissecou a natureza do terremoto silencioso que ocorre neste momento. Algumas de suas considerações merecem ser recordadas aqui:

Ao criar incríveis ferramentas fáceis de usar e ao encorajar o mundo a publicar, as plataformas de tecnologia agora têm um propósito social e uma responsabilidade bem além de sua intenção original. A mídia convencional não entendeu o que estava perdendo, o Vale do Silício não entendeu o que estava criando.

O quarto poder, que gostava de pensar que operava em esplêndido isolamento de outros sistemas de poder e dinheiro, deslizou de repente e definitivamente para um mundo onde já não é dono dos meios de produção ou das rotas de distribuição.

Nenhuma outra plataforma na história do jornalismo teve a concentração de poder e atenção usufruída pelo Facebook.

Se se pode acreditar nos números ligados ao Facebook (1,3 bilhão de usuários, por exemplo), então o executivo de mídia mais poderoso do mundo é Greg Marra, gerente de produto do Facebook News Feed. Ele tem 26 anos.

Emily observa que nenhuma dessas novas e grandiosas plataformas de distribuição de conteúdo, como YouTube, Twitter, Linkedin, Instagram e outras, foi criada pela indústria de mídia ou por editores, mas por engenheiros. Podemos ir além: nossa penitência terrena se deve ao fato de terem sido engenheiros, e não as empresas de comunicação, os inventores de Adwords e AdSense, os instrumentos de publicidade via Google que sugam do mercado dezenas de bilhões de dólares todos os anos. É a perda dessa receita, somada àquela tragada pelo Facebook, que tem vaporizado sem perdão as redações de todo o mundo. A verdade é que estávamos aqui por uma missão: preservar um modelo que funcionava e, em última análise, gerava um impacto social com saldo amplamente positivo. Com a notável disposição de dar voz a tudo e a todos, os engenheiros do Vale do Silício vieram pôr isso abaixo e colocar um novo modelo no lugar.

Para tornar as coisas ainda mais candentes, o Facebook estreou em maio passado o Instant Articles, uma ferramenta que oferece aos veículos o poder de publicar textos e vídeos diretamente na rede social. Em troca, o Facebook promete entregar uma velocidade dez vezes mais rápida de carregamento, uma vantagem crucial na era mobile, além de 100% da publicidade vendida pelo veículo ou 70% daquela comercializada por ele. The New York Times, BBC News, The Guardian, National Geographic e muita gente boa foram os primeiros a pular para dentro do barco do Instant Articles. O que muitos viram como sinal decisivo de rendição, uma vez que os usuários do Face não precisam mais ser conduzidos por um link ao veículo de origem para ter acesso ao conteúdo, é encarado pelos pioneiros como uma oportunidade de chegar a um público que não poderia ser alcançado de outra forma. Ou seja, o raciocínio de parte dos meios é que, se você não pode vencer o adversário, melhor juntar-se a ele, com a ressalva de que, se não for bom, basta se levantar e bater a porta atrás.

Ética no mundo dos algoritmos

No último Congresso Mundial de Jornais e Editores, realizado no início de junho em Washington, moderei um painel com o sugestivo título “Quem gere as notícias?”. Emily Bell estava lá, junto com Tom Rosenstiel, um dos autores do clássico Os Elementos do Jornalismo (Geração Editorial, 2003), e Vivian Schiller, ex-diretora de news do Twitter, além de Liam Corcoran, do blog NewsWhip. Na introdução, procurei levantar perguntas cruciais para o nosso futuro. O Vale do Silício é a nova Fleet Street [rua que foi a sede da imprensa britânica até a década de 1980]? Se for verdade, quais as implicações desse novo sistema para a democracia? Qual a ética desse mundo em que algoritmos de empresas de tecnologia definem o que cada cidadão vai saber?

Essas perguntas, e muitas outras, vão pender sobre nossa cabeça por anos à frente, mas é exatamente aqui, neste divisor de águas onde há um remoinho que nos prende à atual crise de identidade, que os editores e seus veículos de variados calibres, de blogs a conglomerados de comunicação, encontram uma extraordinária janela de oportunidade para contra-atacar. Não se trata aqui de demonizar as redes. Elas vieram, viram e conquistaram seu terreno. É preciso assumir primeiro que o fenômeno é irreversível, a fim de que o jornalismo saia de sua letargia e salte para um novo nível, um novo ciclo no qual jornalistas profissionais e empreendimentos jornalísticos se posicionem muitos degraus acima da mundana disputa de audiência entronizada pela popular trinca BBB (bizarrices, bichinhos e bumbuns).

Nesse novo patamar, a solução para o jornalismo profissional não é menos jornalismo: é mais e, principalmente, melhor. Esse novo jornalismo deve fazer das redes sua alavanca para ampliar a relevância, mas não apenas na distribuição de conteúdo. O novo patamar exige que repórteres, editores e colunistas assumam o papel de certificadores. Mais do que narrar fatos de domínio público, caberá aos profissionais empregar sua técnica e talento para confrontar, desmontar ou endossar o que já circula por aí.

Pode-se argumentar que os millennials, a geração nascida entre 1981 e 1996, já não se importam tanto com as marcas, mas sim com os conteúdos, estejam onde estiverem. Pode ser, mas é da natureza humana, antes, agora e sempre, não querer passar recibo de idiota. O status de um indivíduo em um grupo é medido também pela sua capacidade de contar algo que os outros não saibam, e de que essa novidade seja correta. Se for um assunto velho ou incorreto, sobe o status de quem o atualizar e corrigir, e automaticamente cai o do humilhado. Pois o novo jornalismo deve fornecer, com apuração sólida, precisão absoluta e, antes de tudo, pauta focada naquilo que fará uma diferença, as ferramentas para que seu consumidor não seja envergonhado e possa subir de status em seu grupo social. O consumo ou não de jornalismo profissional de alta qualidade e densidade, enfim, será a linha de corte entre os bobos da corte e os sábios da aldeia.

Novos territórios

Em meio ao fog do campo de batalha, muitos empreendimentos jornalísticos já estão se erguendo e criando ou ampliando seus territórios. Vox, que veio para explicar e não confundir; Vice e Business Insider, com suas abordagens originais e ângulos inusitados; Publico, com exclusividade e análise em primeiro lugar; The New York Times, com intransigentes padrões de qualidade; e The Economist, com apuração, apuração e apuração que se reverte em profundidade e credibilidade, são exemplos da nova e antiga mídias convertidas ao papel de certificadores.

No velho mundo jornalístico, os veículos são pautados e controlados pelas redes. Em um novo patamar, eles terão de reassumir sua função de agendadores da sociedade ao erigir altares à exclusividade, identificar em primeira mão o que será tendência, transformar essa percepção em matéria-prima jornalística e introduzir, em todas as formas e plataformas, abordagens inéditas, noves fora o aval ou não de conteúdos já tornados públicos. O fact checking, tão comum em épocas eleitorais para contestar promessas de candidatos, deverá se tornar moeda corrente nas redações. O antídoto ao Facebook e seu poder revigorará as redações quando o jornalismo profissional for amplamente percebido como o ISO 14000 da informação. Se e quando isso se materializar em escala global, os editores não terão mais nostalgia do passado e os engenheiros voltarão a ser tão apenas engenheiros.

***
Marcelo Rech é diretor executivo de jornalismo do Grupo RBS e presidente do Fórum Mundial de Editores, eleito em maio passado.
http://observatoriodaimprensa.com.br/crise-na-imprensa/o-vale-tudo-das-redes-sociais/
Postado por Raizes Culturais às 13:40 Nenhum comentário:
Marcadores: redes sociais
Postagens mais antigas Página inicial
Assinar: Postagens (Atom)

Marcadores

  • 4A
  • ACATE
  • Adwords
  • agencia digital
  • agencias criativas
  • AI
  • algoritmos
  • algorítmos
  • analytics
  • Android
  • Apple
  • área de inteligencia empresarial
  • assessoria de imprensa
  • audiência
  • aumentar trafego
  • avaliações
  • BBDO
  • Benchmarks
  • BI
  • Big Data
  • Black Hat
  • Blooger
  • bloqueadores de redes
  • bolha política
  • bolhas ideológicas
  • bots
  • Business Intelligence
  • buzz
  • Buzzword
  • byMK
  • CAC
  • Calculo ROI
  • campanha de 2018
  • campanha política
  • Campus Party
  • candidatos
  • Cauda Longa
  • celulares na internet
  • CEO'S
  • Chatter
  • Cibercrime
  • Cidade Facebook
  • Cisco
  • Cloaking
  • COI
  • comunicação digital
  • concursos culturais
  • construindo imagem
  • consumidor 2.0
  • Contra-Informação
  • covid 19
  • CPL
  • criptografia
  • CRM
  • cultura como marketing
  • Custo por Lead
  • dark web
  • Deep Web
  • deepweb
  • dell
  • democracia digital
  • desempenho
  • Digital Age 2.0
  • Dilma
  • DIY SEO
  • Doorway
  • drops misto
  • EEG
  • eleição
  • eleiçõe 2018
  • Eleiçoes
  • Eleições
  • eleiçôes 2018
  • eleições 2018
  • eleições 2020
  • eleitor de 2018
  • Empregadores
  • empresa de sucesso
  • empresas para internet
  • engajamento
  • erros
  • espionagem
  • estratégia
  • estrategia de empresa
  • Estrategias
  • estratégias
  • estratégias digitais
  • estratégias para aumentar tráfego
  • Eye Tracking
  • Facebok
  • Facebook
  • Facebook 41% My Space
  • Fake News
  • Ferramentas das midias sociais
  • ferramentas de monitoramento
  • Ficha Limpa
  • followers
  • Freenet
  • Futuro da Internet
  • Futuro das redes sociais
  • gangues digitais
  • Garis Digitais
  • Gestão de Crise
  • google
  • Google Seo
  • GSR
  • guerrilha digital
  • hackers
  • Hebe Camargo
  • IA
  • IBDDIG
  • IDC
  • Imagem
  • imagem nas redes
  • importância do monitoramento
  • Imprensa
  • IMRI
  • Inbound Marketing
  • influenciadores digitais
  • Infográfico
  • informação e contra informação.
  • insights
  • Instagram
  • inteligencia artificial
  • Inteligência digital
  • Inteligência em redes sociais
  • Inteligencia nas empresas
  • interatividade
  • Internet
  • Internet das coisas
  • Internet em crise
  • internet escura
  • Internet profunda
  • Internet profunda Tor
  • IoT
  • Joao Doria robots
  • JWT
  • keywords
  • Land Rover
  • Lead
  • Leads
  • Liberdade de imprensa
  • likes
  • Likester
  • Link Farms
  • Linkedin
  • links patrocinados
  • Long Tail
  • Maketing Digiatl Politico
  • Marca e Consumidor
  • marcas
  • Marketing Cultural
  • marketing de cinema
  • Marketing de Conteudo
  • marketing de conteúdo
  • Marketing de crise
  • Marketing de entretenimento
  • Marketing de Guerrilha
  • Marketing Digital
  • marketing digital de cinema
  • marketing digital do futuro
  • Marketing do futuro
  • Marketing OnLine
  • Marketing pessoal
  • Marketing Politico
  • marketing político
  • Marketing político digital
  • marketing pos corona
  • Marketing Viral
  • Marketplace
  • Marx
  • Media monitor
  • Meio e Mensagem
  • mercado de analytics
  • métricas
  • Micro empresários e as redes sociais
  • MicroStrategy
  • Mídia
  • mídia social
  • Midias
  • Midias digitais
  • mídias digitais
  • midias sociais
  • Mídias sociais
  • midias tradicionais
  • Militares
  • millennials
  • monitoramento
  • monitoramento de marcas
  • monitoramento de redes
  • Monitoramento de tendencias
  • monitoramento nas redes sociais
  • Monitoramento político
  • natal
  • negocios na internet
  • neurociência
  • Neuromarketing
  • New Yor Times
  • nicho de mercado
  • nichos específicos
  • Novas profisoes
  • novos profissionais
  • Números da WEB 2.0
  • numeros do Brasil
  • o novo normal.
  • Obama
  • Olhar Digirtal
  • OlhóSEO
  • Olimpíadas
  • Orkut
  • Over - Submitting
  • Ovum
  • palavra chave
  • palavra chave no SEO
  • Paulo Coelho
  • Pensat Digital
  • periscope
  • PF
  • Phebo
  • pich
  • Pinterest
  • planejar campanha
  • Plataforma de blogs
  • plataforma de monitoramento
  • plataformas
  • Politica
  • política
  • politica na web
  • políticos
  • populismo nas redes
  • PostCron
  • Produto
  • profissionais de TI
  • programação neurolinguistica
  • programas de monitoramento
  • programas espiões
  • proteção de redes
  • Proxy
  • Publicidade na WEB2.0
  • quarentena
  • rastros digitais
  • reclamações na web
  • Rede de Moda
  • Rede empresarial ERP
  • redes
  • redes de cebolas
  • redes sociais
  • Redes Sociais no mercado de trabalho
  • redes sociais de nicho
  • redes sociais e empresa
  • redes sociais e negocios
  • redes sociais eleições
  • redes sociais.
  • redes socias
  • renovação política
  • Retorno do investimento
  • Retorno sobre o Investimento
  • Revista para redes sociais
  • Revista Veja
  • Rick Martin
  • robô
  • Robots
  • ROI
  • saturação da informação
  • Scott Goodstein
  • SCUP
  • segurança
  • segurança digital
  • Segurança na web
  • SEO
  • SEO for Bloggers
  • SERPs
  • Share
  • shareting
  • Silk Road
  • sinais
  • sistemas operacionais tor
  • snapchat
  • sociais erros
  • social brans
  • social media
  • Social mention
  • Social Net working
  • social sites
  • Socialbakers
  • SPAM
  • SpyEye
  • submundo da internet
  • taxa de conversão
  • taxa de rejeição
  • Taxa de visitantes
  • TechTrends
  • Tecnologia
  • tempo de crise
  • Tendencias da web
  • tendencias para 2016
  • Terrorismo
  • Thalia
  • The Hidden Wiki
  • The Onion Router
  • Thor
  • threats
  • TI
  • Topsy
  • TOR
  • Tor project
  • Torabit
  • trendsmap
  • truques
  • Tweetreach
  • Twitter
  • Twitter e negocios
  • Twitter tendencia de mercado
  • Umberto eco
  • universo das redes sociais
  • Urkut
  • Usuarios moveis
  • Videos online
  • views
  • Vigilância estratégica
  • Vitrue 100
  • votos
  • web
  • Web 2.0 Zone
  • web2.0
  • Web2.o
  • Wikileaks
  • Youtube
  • ZeuS

Raizes Digital - Marketing na Rede

Raizes Digital - Marketing na Rede

Marketing Político

  • Raizes Digital

Quem Somos:

www.raízesdigital.com é uma empresa de consultoria e de estratégia de comunicação em mídias sociais. Monitoramento, estudo de tendências, produção de conteúdo publicitário ou cultural e político são os nossos vetores profissionais.
Visite o nosso site:
www.raizesdigital.com.br

Fale com Carlos G Matos Jr
carlosgmatosjr@gmail.com

Pesquisar este blog

Minha lista de blogs

  • Cursos Raízes Culturais
    UOL lança selo para produção de documentários para exibição online
    Há 6 anos
  • DROPS MISTO

Seguidores

Arquivo do blog

Minha lista de blogs

Tema Viagem. Imagens de tema por RBFried. Tecnologia do Blogger.