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quarta-feira, 28 de junho de 2017

A importância do monitoramento das redes sociais nas eleições 2018








Qual a importância do monitoramento das redes sociais nas eleições 2018




Você sabe qual a importância do monitoramento das redes sociais nas eleições de 2018 e como essa etapa fundamental do marketing político nas mídias sociais pode influenciar o resultado de uma campanha?



Todos nós sabemos que as redes sociais se tornaram uma ferramenta fundamental para a conquista do eleitorado, tornando esse segmento do marketing digital tenha cada vez mais destaque nas campanhas eleitorais, inclusive nas eleições majoritárias como as que irão se realizar em 2018.

Reticentes em um primeiro momento, os políticos já sabem que inevitavelmente terão que estruturar uma parte de suas campanhas em canais nas mídias sociais, caso desejem realmente conversas com o eleitorado.

Mas você sabe realmente qual a importância do monitoramento das mídias sociais nas eleições de 2018, principalmente durante o período eleitoral?

Por quê monitorar as redes sociais em 2018?

O monitoramento de redes sociais é um termômetro do que as pessoas estão falando sobre determinado candidato ou assunto e traz informações de um jeito muito mais rápido que as pesquisas eleitorais tradicionais.

As opiniões expressas no ambiente online são mais espontâneas do que as opiniões ofertadas a um pesquisador de prancheta, no formato tradicional das pesquisas de opinião pública.

É importante destacar o fato de que todo o trabalho é feito a partir de dados que estão disponíveis na internet, ou seja, de manifestações que as pessoas produzem independentemente de estímulo ou direcionamento.


Além disso, as pesquisas nas redes sociais são mais baratas e mais rápidas que as pesquisas eleitorais tradicionais.

No caso de campanhas políticas, que geralmente duram curtos períodos de tempo e em que os dados de institutos de pesquisas são escassos, o monitoramento de redes sociais pode surgir como um apoio na busca por informações estratégicas

Tais informações podem ajudar desde a criação do conteúdo da campanha de TV até o mapeamento efetivo de uma crise, antes mesmo de ela atingir seu ápice.





Aprendendo a estruturar um monitoramento

As equipes de monitoramento político têm à disposição uma quantidade de informação jamais vista sobre os possíveis eleitores de cada candidato e podem usá-las para saber opiniões, atitudes, expectativas e muito mais.

O desafio é encontrar um modelo para usar da melhor forma essa quantidade de informação disponível.

Monte a equipe responsável pelo monitoramento

O analista de redes sociais focado em monitoramento deve ter algumas características básicas, como curiosidade acima da média, alta capacidade de contextualizar os fatos, como por exemplo, pegar uma menção e conseguir fazer cruzamentos, senso crítico e habilidade de explicar o que mostram os gráficos de seus relatórios.

Mas a principal característica é que o analista tenha o papel de um “funil”, ou seja, que possa ler centenas de menções e consiga compilar essas informações de um jeito relevante para o cliente.

Numa campanha política, características como agilidade, dinamismo e noções sobre o cenário político brasileiro, o conhecimento de quem é quem, partidos, leis e etc, são diferenciais a serem levados em consideração

Uma boa dica para montar uma equipe de monitoramento de redes sociais voltada para o marketing político é escolher pessoas que gostem de política, que saibam interpretar bem um texto e que são realmente apaixonadas pelo assunto.

Escolha a ferramenta de monitoramento

Uma das primeiras etapas desse desafio envolve a escolha de uma plataforma de monitoramento de redes sociais que seja capaz de que seja capaz de capturar os dados das de maneira rápida e precisa.

Esse tipo de ferramenta ajuda a centralizar o trabalho nas redes sociais em um só espaço e também na automatização do trabalho, com classificações e relatórios automáticos.

O que uma ferramenta de monitoramento deve entregar?

Realizar buscas a partir de critérios claros

Armazenar de maneira ordenada e acessível os itens coletados

Classificar automaticamente itens a partir de regras estabelecidas previamente

Permitir a categorização dos itens por sentimento de forma automática

Oferecer gráficos automáticos que vão ajudar nos relatórios produzidos

Estruture fluxos

Chegou uma informação importante. Para quem ela vai? Numa campanha política, cada uma das áreas envolvidas possui interesses próprios e necessita de informações distintas.

Por isso, um monitoramento das redes sociais com fins eleitorais deve contemplar todas essas demandas.

Isso deve ser levado em conta não só no momento do cadastramento das buscas, por meio da escolha de palavras-chave relacionadas a cada tipo de informação, como também no momento da definição do plano de classificação dos dados.

Ao compreender qual a importância do monitoramento das redes sociais nas eleições 2018 a equipe responsável por essa etapa do processo, poderá se estruturar e preparar profissionalmente para executar suas funções. Mantenha-se atualizado assinando a nossa Newsletter.



Por Thayane Veiga no blog do Sprinklr Brasil

http://www.eleitoronline.com.br/importancia-do-monitoramento-das-redes-sociais-nas-eleicoes-2018/

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Ibope: Redes sociais lideram influência sobre o voto do eleitor para 2018


IBOPE: REDES SOCIAIS LIDERAM INFLUÊNCIA SOBRE VOTO DO ELEITOR PARA 2018

Pesquisa do Ibope divulgada nesta segunda-feira, 12, pelo jornalista José Roberto de Toledo mostra que para 56% dos brasileiros aptos a votar, as mídias sociais terão algum grau de influência na escolha de seu candidato presidencial na próxima eleição; para 36%, as redes terão muita influência; "Quem pensa comunicação política tem de deixar de ter como prioridade o roliudiano dos marqueteiros e refletir sobre o que a internet pede: produção de conteúdo – tarefa dos blogs -, sua disseminação (Facebook e outras redes) e fixação de conceitos. Internet é uma batalha sem tréguas, onde perder um dia pode ser perder o bonde", diz o jornalista Fernando Brito, do Tijolaço

Por Fernando Brito, do Tijolaço - José Roberto de Toledo, no Estadão, traz dados sobre uma pesquisa do Ibope sobre a influência das diversas mídias na formação da decisão de voto nas eleições de 2018.

Que confirmam a percepção que a grande maioria das pessoas mais bem informadas já percebeu: a internet e as redes sociais serão o meio privilegiado de convencimento do eleitor.

Elas superam, pela primeira vez em pesquisas deste tipo, a mídia convencional – embora a mídia convencional também esteja presente nas redes.

Não é um fenômeno brasileiro, embora aqui tenha outros significados, por conta do oligopólio da imprensa tradicional.

Há dois dias, a Folha publicou interessante reportagem sobre o site The Canary, de esquerda, que jogou um papel importantíssimo nas eleições britânicas.

“O projeto bateu asas, decolou e é hoje um veículo consolidado no Reino Unido, com 13 milhões de acessos únicos em maio passado.(…)Pesquisa encomendada pelo jornal “The Guardian” mostrou que as notícias relacionadas à votação mais compartilhadas no Facebook vieram desses sites, e não dos diários de jornalismo profissional.”

Aqui, a esquerda “apanha” feio nas redes diante dos sites de direita ou extrema direita. Não apenas porque, não raro, estes contam com financiamento quanto, sobretudo, porque a concisão que a mensagem moralista e destrutiva permite é amplamente vantajosa diante da argumentação racional com que se tenta combatê-la.

Ainda assim, há espaço e até blogs sem qualquer estrutura profissional, tocados apenas por uma pessoa têm números que não envergonham diante do que a Folha chamou de “fenômeno” inglês. Este modestíssimo blog, que está longe de ser dos mais expressivos, teve, no mesmo mês de maio, 3,6 milhões de acessos únicos e sete milhões, no total de visitas.

A conversa pra boi dormir de que os blogs progressistas só existiam por conta da publicidade dos governos petistas não resiste à prova de que, sem eles e com a completa discriminação publicitária do atual (e das agências de publicidade, nenhuma delas querendo meter-se com quem a grande imprensa chama de “sujos”) eles sobrevivem com as plataformas internacionais de mídia, que pagam (mal) pelos acessos e cliques.

O The Canary mostra que é possível: “A maior diferença é que nós não somos financiados por milionários”, diz [Kerry-Anne] Mendoza [integrante do site] à Folha. O The Canary se sustenta com anúncios e o apoio de leitores, que podem doar R$ 16 mensais.”

Há outra lição que os números do Ibope trazidos por Toledo nos dá. A natureza das redes é plebiscitária – polegar para cima ou para baixo – e, frequentemente passional, o que não quer dizer o mesmo que descambar para a selvageria.

Quem pensa comunicação política tem de deixar de ter como prioridade o roliudiano dos marqueteiros e refletir sobre o que a internet pede: produção de conteúdo – tarefa dos blogs -, sua disseminação (Facebook e outras redes) e fixação de conceitos.

Longos textos e longos vídeos estão longe de bastar.

Idem os “sites de campanha”.

É claro que a vida real – embora a vida real esteja cada vez mais virtual – é o cenário da disputa pelo voto, mas o mundo das redes também passou a ser um ambiente onde as pessoas, especialmente as mais jovens, estão cada vez mais tempo imersas.

Internet é uma batalha sem tréguas, onde perder um dia pode ser perder o bonde.

https://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/300836/Ibope-redes-sociais-lideram-influ%C3%AAncia-sobre-voto-do-eleitor-para-2018.htm