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domingo, 7 de janeiro de 2018

Quais são as Mídias Digitais mais poderosas?



Por  
GUILHERME LIPPERT


Por toda internet as pessoas mostram estatísticas e compartilham notícias mostrando a importância e relevância das mídias digitais nos dias de hoje. Porém estamos fartos de ler e ouvir notícias deste tipo, então vamos falar do que realmente importa: Quais são as mídias digitais mais efetivas?

Caso você seja um dos raros casos de pessoas que ainda não ouviram das tais “Mídias Digitais”, vou explicar agora:

Midias digitais são todo e qualquer tipo de divulgação de qualquer tipo de material divulgado pela internet, como os vídeos de anúncio no youtube, os banners de blogs, anúncios no Google e no Facebook. Tudo isso citado são tipos de mídias digitais, alguns são feitos com estratégias mais agressivas, alguns com estratégias que entregam mais do que recebem, neste artigo irei tratar com mais detalhe as mais efetivas e mais imporantes da atualidade.

Agora que você já sabe o que são as mídias digitais, você terá como compreender do que este post se trata!

Usar uma ou várias estratégais?

Se você for pensar em qual de todas mídias você vai usar irá acabar não usando nenhuma, tudo que você faz para divulgar sua marca ou empresa é um tipo de mídia digital, então ao invés de focar em uma, você deverá utilizar as que mais se encaixam com o seu negócio, além de, obviamente, utilizá-las de uma maneira efetiva e correta.


Indiferente de qual tipo de empresa você tenha, a melhor estratégia para se seguir quando se fala de mídia digital é utilizar a vários tipos de mídia em conjunto para ter várias fontes de resultados. Por exemplo, você pode ter um Blog que terá links para seu Facebook, onde você terá postagens que focam no seu produto e podem gerar vendas, ou você tem anúncios no Facebook que levam diretamente para uma landing page onde você poderá estar convencendo sua persona a comprar seu produto ou gerar um lead.

As combinações de estratégias para as mídias digitais são inúmeras, mas o intuito desta postagem é mostrar quais são as mídias digitais mais efetivas?


FACEBOOK


Todos os blogs, portais, empreendedores e qualquer pessoa deste meio sempre diz que uma das melhores mídias é o Facebook, eles estão certos? Sim! Porém você tem que saber o que você está fazendo ou ter alguém que saiba, assim você saberá que seu investimento realmente está valendo a pena.


O Facebook oferece algumas vantagens que quase nenhum outro site do tipo oferece, como a sua grande utilização, onde temos bilhões de pessoas usando o Facebook pelo mundo todo, e dentro dessa quantidade imensa de pessoas o Facebook fez algo que se tornou de grande ajuda para quem quer utilizar a rede social para anúncios: 
A sua Super Segmentação.


A segmentação do Facebook hoje é a mais completa que existe dentro de todos os tipos de segmentação, você pode anunciar para quase qualquer tipo de pessoa, com alguns cliques você monta uma campanha e começa a mostrar anúncios para EXATAMENTE quem é seu potencial cliente, fazendo assim o Facebook ser um dos investimentos mais certeiros quando se trata de anúncios interruptivos.


Outra grande vantagem do Facebook é seu baixo custo, você pode começar a anunciar hoje mesmo no Facebook com 5 reais, claro que seus resultados serão menores, mas com não muito mais do que isso você consegue ter uma grande exposição e, se bem feito, muitas vendas, que é o que realmente importa quando se trata de marketing.


Todas as pessoas que anunciam no Facebook estarão também sendo vistas dentro do Instagram, aplicativo esse que tem crescido cada vez mais, apesar de ter uma pegada totalmente diferente do Facebook, o instagram também pode ser uma grande fonte de faturamento para sua empresa, fazendo com que você possa ter uma base de fãs engajados também nessa plataforma, tendo assim mais uma fonte de tráfego e vendas.


O grande porém desta mídia é que a maioria das ações que você pode fazer são muito pontuias, muitas vezes não deixam nenhum tipo de “legado”, acabam se tornando apenas campanhas diretas de venda, muitas vezes elas vão deixar resultados não muito duradouros, as vendas são pontuais, se você para o investimento sua exposição cai quase que por completo e o crescimento exponencial que o Facebook lhe proporciona fica totalmente parado, tudo tem os pontos bons e ruins, não é mesmo?


Porém já já vamos falar de uma estratégia que pode gerar resultados contínuos com esforço monetário quase zero, fazendo com que em conjunto com esse tipo de anúncio interruptivo, seus investimentos comecem a ser mais certeiros do que nunca.


Cada vez mais vemos empresas, pessoas e produtores de conteúdo citarem o Facebook como uma boa mídia digital




ADWORDS


Muito usado para se posicionar em palavras chaves específicas, o Adwords é uma Mídia Digital muito usada para posicionar bem seu site em todas as palavras das quais você quer estar aparecendo nas buscas do Google.

A utilização do Adwords envolve aqueles anúncios nas buscas do Google que ficam acima de todos os resultados orgânicos, por tal motivo o Adwords pode ser uma ótima ação para conseguir leads quentes, fazendo com que você consiga encontrar pessoas mais propícias a comprar seu produto por conta de eles, provavalmente, já estarem pesquisando sua solução.

Outro tipo de utilização do Adwords são os anúncios em vídeo no Youtube, tratado muitas vezes como chatos, os anúncios de 5 segundos, quando bem segmentados e bem feitos, podem ser um turning point nos anúncios vindos desta ferramenta. Quando bem segmentado o anúncio pode acabar chamando muita atenção nestes curtos 5 segundos, tendo uma grande chance de converter uma boa quantidade de pessoas, considerando também a quantidade de público que o Youtube possui.

O adwords também pode ser muito útil na hora de utilizar banners, antigamente nós entrávamos em contato diretamente com donos de blogs, sites de todos os tipos e conversávamos com essas pessoas a possibilidade de colocar um banner no site deles por um período com x de custo, hoje em dia isso se tornou muito mais simples por conta do Adwords e seus anúncios em Rede de Display, onde você pode segmentar os blogs e sites que você quer que seus banners apareçam, também possuindo uma grande gama de segmentação para você não estar cometendo nenhum erro.

Com a mesma utilização da Rede de Display você pode fazer campanhas de Remarketing, aí que você pode também fazer uma boa utilização dos pixels do facebook para juntar essas duas mídias digitais para fazer uma super campanha, onde, por exemplo, a pessoa cai num anúncio seu do Facebook, ao ver e sair ela começa a ver mais daquela sua mesma ação em outros sites que ela visitar, fazendo assim com que seu potencial cliente não perca nunca de vista seus anúncios.

Considerando sua relativa complexidade, o Adwords deve ser feito com cautela para não ser um investimento em vão, sendo assim importante que um especialista dessa área faça as campanhas.

Os anúncios nos Adwords estão se tornando cada vez mais comum, gerando um hype para o pessoal que costuma falar de marketing digital, essa mídia também já vem há tempos sendo falada, 


INBOUND MARKETING


Para aqueles que não estão muito familiarizados com o Inbound Marketing, essa estratégia envolve a criação de conteúdo relevante para sua persona, sendo o contrário de um marketing direto, no qual você tenta a todo o custo atrair a atenção do seu consumidor, no Inbound Marketing você criará conteúdo relevante e realmente interessante para seu consumidor, gerando assim uma audiência que estará muito mais propícia a comprar de você pela relevância que você vem criando.

A criação de conteúdo no Inbound é a parte mais essencial dessa estratégia, produzir conteúdo realmente relevante para sua audiência muitas vezes pode ser algo um tanto complicado, porém com absoluta certeza vale o esforço.

Existem muitas diretrizes de SEO que podem ser seguidas na hora de escrever seus artigos ou divulgar seus vídeos, essa estratégia pode aumentar significativamente seu Rankeamento no Google, fazendo com que mais pessoas encontrem seu blog ou seu site e consequentemente comprem seus produtos.

Uma grande vantagem de utilizar o Inbound Marketing é a criação de Autoridade que ele traz consigo, quando você começa a produzir conteúdo realmente relevante para sua audiência, essas pessoas começam a acompanhar com mais frequência a sua empresa, fazendo com que eles comecem a ver você como autoridade naquilo que você se posiciona, assim se torna muito mais fácil de vender para essas pessoas.

Criando seus conteúdos e gerando leads você começa a gerar uma audiência mais engajada com a sua marca ou produto, depois você pode criar campanhas no Facebook ou no Adwords para converter essa audiência, como eles já estarão familiarizados com você suas campanhas com certeza irão ter um desempenho muito superior à uma simples campanha de marketing direto com a segmentação do Facebook ou do Adwords. Por que o Inbound Marketing deixa seus clientes mais quentes, essa estratégia vem se tornando cada vez mais usada por todas as empresas pelo Brasil e já há algum tempo no exterior.

Em 2016 o Inbound Marketing se tornou uma das principais estratégias de diversos tipos de empresas, hoje em dia esse tipo de ação é feita por grande parte das empresas existentes, diversas pessoas ensinam.


Essas são as Midias Digitais das quais a gente aqui na V4 Company consideramos as mais importantes e relevantes na atualidade, todas elas podem ser usadas sem nenhum problema por qualquer tipo de empresa, desde varejo até empresas de Software ou academias, por exemplo. Porém deve-se levar em conta que todas essas ações demandam uma estratégia clara e profissionais qualificados para produzir conteúdo, gerenciar redes sociais, produzir anúncios no Facebook e no Adwords.

Se você ainda não utiliza nenhuma dessas mídias digitais você está com certeza perdendo muito dinheiro e exposição. Aqui no nosso blog você encontra diversos posts que mostram os motivos de você TER de investir nessas mídias, mostrando que a interent não é o futuro, mas sim o presente.

Caso você ainda não faz nenhuma dessas ações, nos da V4 Company podemos te ajudar! Aqui na empresa nos fazemos isso há mais de 8 anos e temos conhecimento o suficiente para aplicar estas e outras estratégias para qualquer tipo de empresa. Entre em contato conosco e a gente estará disposto a levar sua empresa a um novo patamar, utilizando essas e outras estratégias de Marketing Digital.

Muitas agências digitais vem utilizando as Mídias Digitais de uma maneira que não gera Resultados, aqui na V4 Company nós acreditamos que Marketing só é Marketing quando vende o seu produto.


E CASO VOCÊ AINDA NÃO SAIBA….

Aqui na V4 Company nós desenvolvemos um processo claro e replicável para qualquer negócio vender mais. O Método V4 para vender coma internet é baseado em quatro pilares fundamentais:

Tráfego – Diz respeito ao volume de visitas que seu negócio tem. Seja um ponto de venda físico ou digital, suas chances de venda são diretamente proporcionais à o volume de tráfego que você tem no seu ambiente. Um site sem tráfego é como uma loja no meio de um deserto.

Engajamento – Como você encanta seus clientes? De que forma você irá conduzir um potencial cliente ao consumo da sua solução? Porquê ele deve escolher por você e não pelo seu concorrente? Essas respostas se traduzirão em sua estratégia de engajamento.

Conversão – Você tem o cliente no seu ambiente, e ele está determinado em comprar seu produto. Qual o melhor meio de pagamento? Quantos acabam desistindo? Porquê? Como fazer diferente? Essas respostas se tornarão suas estratégias de conversão.

Retenção – Você conhece seu cliente? Entende porque comprou de você? Quando poderá comprar novamente? Essas respostas e todo este artigo até que você leu até agora, são os pontos que poderão fazer a lucratividade do seu negócio aumentar exponencialmente. Conquiste novos clientes, mas não os perca. Sua lucratividade está em cima de sua audiência.

Fonte : http://www.v4company.com/midias-digitais/
https://raizesdigital.wordpress.com/

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

O Facebook como instrumento de (des) construção de marcas e pessoas


Como perfis do Facebook são usados para conquistar seu voto nas eleições

Leonardo Sakamoto

Imagine que um dia você descubra que uma grande amiga das redes sociais, que, assim como você, viajou para Buenos Aires no ano passado, casou-se em abril em uma festa na praia, curte rock das antigas e tem um labrador caramelo, seja, na verdade, um jovem universitário barbudão contratado por uma campanha com um único objetivo: te convencer a votar na candidata X ou no candidato Y.

Agora imagina que esse jovem controle, além da sua amiga loira bonita de olhos azuis, outros cinco perfis, que possuem vidas, sonhos e histórias próprias, tudo criado para esse mesmo fim.

Como diria Morpheus, o icônico personagem de Laurence Fishburne, da trilogia Matrix: O que é real? Como você define o real?

Todo mundo já ouviu histórias de perfis em redes sociais que existem para promover ou desconstruir reputações e que são controlados por profissionais. Então, acredite, tudo o que vocês podem ter ouvido não é nada comparado com a realidade.

Ao contrário do que se pensa, os trolls raivosos que babam e cometem ignomínias são uma parte pequena e boba desse processo. Os profissionais não ficam elogiando cegamente seu candidato ou atacando loucamente o adversário, mas são guiados por pesquisas comportamentais e pela análise da estratificação da população, desenvolvem equipes de “semeadores de ideias'' para atingir os eleitores e usam softwares capazes de detectar a difusão de opinião na web, para agir imediatamente, barrando o que é ruim e promovendo o que é bom.

O que uns chamam de “trolagem'', na verdade, é uma ciência.

Consegui entrevistar um dos fundadores de uma dessas empresas, que me explicou como funciona o processo.

Paulo (é óbvio que o nome foi alterado para preservar sua identidade) é diretor de uma empresa especializada na construção de reputações na internet. Seu trabalho é fazer com que marcas, sejam elas de empresas ou pessoas, tornem-se não apenas conhecidas, mas também respeitadas e admiradas. Em períodos eleitorais, campanhas políticas o contratam para fazer o mesmo por seus candidatos. Atua em duas frentes: na principal e visível, ele ergue o político contratado. E, secundariamente e com máxima discrição, desconstrói o discurso de seus adversários.

Os dois grupos – de construção e desconstrução – atuam de forma independente e separados um do outro em uma campanha eleitoral. No primeiro, os perfis usados são reais, de pessoas da sua equipe. No segundo, um grupo de cinco pessoas controla meia dúzia de perfis cada – perfis criados especialmente para isso.

Quem elogia não bate. Quem bate não elogia.

As duas equipes são chamadas de “seeders'' (semeadores, em inglês) e têm o objetivo de disseminar conteúdo sobre os candidatos como pessoas comuns fariam.

Uma coisa é uma fanpage de um candidato distribuir notícia. A outra é uma pessoa comum fazer isso circular, interagindo e debatendo com os outros internautas sobre aquele conteúdo, demonstrando dúvidas, avançando, retrocedendo, construindo junto. Essa relação humanizada é o que torna eficaz a conquista de votos.

Paulo realiza constantemente um mapeamento digital das páginas que tratam de política, sejam elas de veículos jornalísticos, pessoas ou instituições, e do comportamento delas. Os seus semeadores se conectam a essas páginas e a uma série de outras listas e grupos – cada perfil chega a participar, muitas vezes, de 100 ou 200 listas de discussão ao mesmo tempo.

Ferramentas digitais possibilitam que comentários feitos por esses perfis, verdadeiros ou fakes, sejam publicados em todas essas listas ao mesmo tempo, disseminando informações positivas sobre o seu candidato ou negativas sobre o adversário. Nesse ponto, ele faz questão de ressaltar que não faz trolagem violenta ou mentirosa. “Não dissemino calúnia, nem invento histórias.''

Até porque, segundo ele, isso traz outro problema. Sua empresa não é a única que presta esse serviço no mercado. Paulo explica que, durante a campanha, uma das empresas contratadas pela candidata adversária fazia a mesma coisa que ele. É possível, usando algumas ferramentas, detectar a repetição de postagens em perfis semelhantes e, através da checagem de IPs, perceber que se trata de perfis fakes. Quando isso acontece, esses perfis podem ser denunciados para a rede social, que os tira do ar. “Durante esta campanha, tiramos vários perfis falsos da campanha da adversária do ar, mas eles não conseguiram tirar nenhum nosso.''

Antes, segundo ele, eram necessárias de 30 a 40 denúncias para derrubar um perfil falso. Hoje, com apenas duas o Facebook – a principal plataforma onde ocorre essa disputa digital – já solicita para o perfil alguma forma de comprovação de que ele realmente pertence a uma pessoa de carne e osso.

O rastreamento de um perfil falso nem sempre é simples. Muitas vezes, os seeders atuam através de acesso remoto – através de seus computadores, eles acessam uma máquina virtual que está em outro país (normalmente que não possui acordo de liberação de informações compatíveis com as leis brasileiras). Nada fica registrado no terminal por aqui, garantindo segurança e anonimato.

Opta-se também por utilizar sistemas que interpõem dezenas de roteadores ao servidor de origem. Ou seja, mesmo que consigam descobrir o servidor de postagem, ele não é o que foi utilizado realmente pelo operador.

Existe toda uma ciência por trás da criação e manutenção de perfis. Bons perfis não são criados da noite para o dia e desativados após as eleições. Existem indefinidamente, com suas vidas próprias, sendo alimentados constantemente pelos profissionais contratados por essas empresas. Dessa forma, parecem ser pessoas reais, com gostos, medos, preferências, preconceitos, virtudes, enfim, como você e eu.

Sim, alguns de seus amigos digitais, talvez algum daqueles que você nunca viu pessoalmente, podem existir apenas na rede social com o objetivo de te vender algo ou alguém.

A criação desses perfis não é aleatória mas decorrente de análises de grupos sociais. Pode ter um Lineu, uma Nenê, um Tuco, uma Bebel, um Agostinho e até um Beiçola, com suas características e personalidades. De acordo com cada área de atuação, muda o grupo de perfis. E, como já disse, eles se casam, fazem aniversário, torcem para times de futebol, participam de grupos e fazem amigos.

Uma curiosidade: segundo Paulo, quanto mais esteticamente bonito for o personagem do perfil fake, seja homem ou mulher, mais amigos e amigas consegue conquistar.

Cada um dos “operadores'' dá vida a um grupo de perfis, incorporando os personagens. Entre os contratados para a tarefa, estão estudantes universitários com excelente texto e cultura geral, com boas sacadas e resposta rápida, capazes de convencer através de sua atuação. Recebem em torno de R$ 5 mil/mês no período eleitoral, quando o trabalho é mais intenso.

As táticas são as mais variadas no caso de desconstrução. Para entender até onde vai o nível de refinamento, há casos em que os seeders passam a campanha inteira, ou seja, meses, apoiando loucamente o candidato adversário e lutando por ele contra o seu próprio candidato.

Um pouco antes da eleição, o perfil começa a refletir, junto às listas de discussão do qual faz parte, que aquela proposta de educação do adversário, por exemplo, é interessante. Aos poucos, vai alterando a sua opinião, expondo publicamente essa reflexão de mudança, até que se convence que o melhor é, na verdade, o próprio candidato contratado pela empresa. Vira a casaca publicamente e traz muitos votos consigo.

As pessoas que se identificavam com ele e também estão cheias de dúvidas acreditam que ele passou por um processo genuíno de convencimento baseado em fatos e vão junto com ele.

Se não acredita que esse comportamento de manada funcione, uma sugestão: vá para uma praça no centro de São Paulo com um grupo de uns dez amigos e comece a tirar fotos com um deles como se ele fosse uma celebridade. Finjam que nenhum de vocês conhece um ao outro. Verá que, em pouco tempo, aparecerá uma ou duas pessoas que, mesmo desconhecendo o sujeito, também vão querer ser fotografadas com ele.

Segundo Paulo, a difusão de conteúdo na internet baseia-se em dois pilares: relevância (você precisa ser bom naquilo que fala) e autoridade (as pessoas precisam reconhecer isso, através de links, curtidas, compartilhamentos). “Nós criamos autoridade'', explica.

Por vezes, os perfis – tanto os reais da equipe de construção, quanto os fakes da equipe que atua na desconstrução, se juntam para corroborar uma opinião do grupo – ou apoiar ou criticar fortemente a opinião de alguém de fora. Questionamentos fortes não ficam sem resposta, nunca, principalmente se, no mapeamento, a página ou perfil que postou a informação possui relevância na rede e é formador de opinião.

Essa é apenas uma pontinha de um imenso iceberg que é a atuação de uma campanha na internet. O interessante é que praticamente todos os candidatos a cargos relevantes usam esse serviço, para construir, para se proteger, para desconstruir. E elas causam um impacto gigante. “A internet tem um melhor custo-benefício que a TV e, hoje, causa muito mais impacto para uma campanha, mas recebe bem menos recursos'', afirma Paulo.

Para ele, desconstruir reputações é mais fácil, sempre, do que construir. Mas não se desconstrói uma reputação com musculatura em pouco tempo, ou seja, no tempo de uma eleição. A credibilidade de um candidato, o seu patrimônio político, é garantido pela importância do que ele faz e pelo reconhecimento público disso. Esse tipo reconhecimento, estruturado em rede, não se constrói do zero ou se destrói profundamente de um dia para outro.

“Se os políticos fizessem apenas metade do que deveriam fazer já estavam reeleitos. O problema é que gastam milhões durante a campanha eleitoral para convencer os outros que fizeram o que realmente deveriam ter feito. São muito burros'', avalia.


http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2014/10/09/como-perfis-do-facebook-sao-usados-para-conquistar-seu-voto-nas-eleicoes/

sábado, 2 de março de 2013

Mídias sociais e sistemas colaborativos: uma relação íntima


Mobilidade, interconectividade e sistemas colaborativos são conceitos que têm muito em comum e que se fortaleceram com a popularização das mídias sociais e a prática da construção coletiva do conhecimento.

A importância da mídia social no desenvolvimento de ferramentas de software utilizadas em redes de computadores para facilitar a execução de trabalhos em grupos vincula-se diretamente à finalidade de ambos: conectar pessoas com objetivos comuns, que no caso dos sistemas colaborativos materializa-se na elaboração de uma tarefa, qualquer que seja ela, sem descuidar da segurança, que é garantida pelo controle do acesso.

O crescimento das mídias sociais, como o Facebook e o Twitter, assim como o desenvolvimento das intranets e das redes sociais corporativas — que inclusive substituem os e-mails — favoreceram esse desenvolvimento, pois dão mais confiabilidade e produtividade ao processo, reduzindo a margem de erro e abolindo a troca de arquivos e as confusões geradas pela utilização de versões desatualizadas de um documento, por exemplo.

Com várias nomenclaturas — a exemplo de groupware, web collaboration ou colaboração online — os sistemas colaborativos representam uma quebra de paradigma importante, que se aproxima do conceito de criação coletiva do conhecimento. Além disso, desenvolvem-se em resposta à própria necessidade das empresas de automação de sua camada estratégica, a de tomada de decisões, uma vez que a automatização da operação já é usual graças aos sistemas transacionais.

Se levarmos em conta que 90% das médias e grandes empresas estão com operações automatizadas, o momento, agora, objetiva ultrapassar a fronteira do aumento da produtividade via sistemas, melhorando o ambiente de colaboração e de realização de tarefas.

As vantagens desses sistemas são rapidamente percebidas e comprovadas, e se concretizam no aumento da produtividade, na redução de custos, nos ganhos de escala, na integração em cadeia de parceiros e fornecedores, na gestão de conteúdo, no workflow, na pesquisa de documento favorecida por ferramentas de busca dedicadas, na automação do processo.

A isso se agregam os dashboards, que disponibilizam o acesso, análise e visualização de informações críticas de negócio através de relatórios, planilhas e painéis de indicadores. Para isso, fornecem informações imediatas sobre o desempenho dos negócios em toda a empresa. Tipicamente, são gerados para os gerentes e executivos que precisam de visão geral do negócio e consideram primordial dispor de visualização intuitiva e oportuna dos dados estratégicos, financeiros e operacionais.

De forma prática, os sistemas colaborativos estabelecem pontos de encontro na web, para as pessoas interagirem como um time ao passo que criam, gerenciam, acessam e compartilham informações relacionadas ao seu contexto de trabalho. Além de promoverem a rápida localização de informações no âmbito corporativo, favorecem a interação entre pessoas e processos de negócios por meio de fluxos de trabalho e formulários eletrônicos.

Estimulados pelo desenvolvimento de ferramentas diversas, com diferentes níveis de complexidade e composição, os sistemas colaborativos são recentes, começaram a se popularizar no biênio 2011/2012 e devem estar listados entre as principais tendências para este ano.

www.tiinside.com.br

*Paulo Sérgio Farias / diretor de operações da UB Sistemas.


sábado, 1 de dezembro de 2012

Como aparecer para na WEB 2.0

Entenda como ter visibilidade nos sistemas de busca
É por meio do site que o usuário avalia a credibilidade da empresa, os produtos e serviços. A impressão que ele tem ao acessar é o que vai determinar se o usuário vai se tornar um cliente

Comércio, serviços, indústria... Não importa em que setor de atuação, o empreendedor deve buscar ferramentas que consolidem a presença da sua marca na internet e o ajudem a ampliar sua fatia de mercado.

"Ter um web site é uma questão de credibilidade, não só online como offline", afirma André Guelmann, gerente de comunidades para o Brasil da Wix, plataforma gratuita de construção de sites. "Hoje, a primeira coisa que você faz quando escuta falar em uma nova empresa é ir para o Google procurar o nome e ver se encontra." E, como os mecanismos de busca costumam ser o intermediário entre o internauta e o site da empresa, é importante também que o empreendedor saiba como tirar o melhor proveito possível dessa ferramenta.

André explica que é por meio do site que o usuário avalia a credibilidade da empresa, verifica os produtos e serviços e analisa os comentários a respeito da marca. A impressão que ele tem ao acessar é o que vai determinar se o usuário vai se tornar um cliente. "Primeiro, é preciso fazer com que a pessoa chegue até o seu site, mas isso não basta. Em 10 segundos, ela vai decidir se continua ou fecha a janela e vai para outro. Então, não basta que você tenha um site, ele deve ser profissional, alerta o especialista.

Criação do site
A providência inicial é fazer um planejamento de como será o site. "Pode parecer estranho, mas o primeiro passo para criar um site é papel e caneta, para planejar no papel o site que você vai construir", orienta André. O empreendedor deve ter em mente o tipo de cliente que quer atingir.

Na hora de pensar no visual, o perfil de consumidor deve ser levado em conta. "Uma das coisas que procuramos deixar claro para os nossos usuários é que ele deve construir o site que ele precisa, o que o cliente precisa e não o que ele quer", alerta André.

Antes de pensar na visibilidade nos sistemas de busca, é importante focar em criar um site de qualidade. "Se já foi difícil atrair aquele visitante para o seu site, você não pode correr o risco do seu site não oferecer o que ele quer", aponta André.

Conteúdo
Para ter visibilidade e aparecer entre os resultados de uma busca, o conteúdo do web site deve ser levado em conta. "O Google, por exemplo, valoriza cada vez mais o conteúdo de qualidade", afirma André.

Segundo ele, o cadastramento de palavras-chaves e o uso intensivo de links também são critérios usados pelos motores de busca para dar prioridade a determinado site, mas o conteúdo de qualidade é fundamental. "Pense pela ótica do usuário. O Google nesses últimos anos está valorizando cada vez mais o site de conteúdo original, de qualidade, atualizado sempre e relevante ao assunto", defende.

Blog e SEO
Uma forma de atrair visitantes e postar conteúdos com frequência é a criação de um blog. "Além de levar trafego, ele promove o site em si, pois é onde o conteúdo deve ser atualizado regularmente", orienta André. "Se bem escrito, ele torna a sua empresa uma autoridade no assunto, e isso faz que a credibilidade do seu site aumente. E, consequentemente, a visibilidade online também cresce."

Segundo ele, o ideal é apostar em assuntos que tenham relação com o negócio. "Se você tem uma empresa de água, por exemplo, você pode ter um blog que fale sobre a qualidade e as novas tecnologias de tratamento de água", exemplifica André.

O consultor orienta também o uso de técnicas de otimização para serviços de busca (SEO, Search Engine Optimization), que é o uso de palavras-chaves nos textos e postagens do blog. Com o cadastramento de palavras que normalmente as pessoas colocam nos sistemas de busca, o trabalho dos sites de indexação fica facilitado.

Redes sociais
"Não se pode falar em internet sem as redes sociais. E, querendo ou não, a sua empresa está presente nas redes sociais, pois as pessoas estão falando sobre ela lá", afirma André.

Plataformas como Twitter e Facebook, e outras mais específicas como LinkedIn (contratações e contatos de negócios) ou Reclame Aqui (reclamações), são muito utilizadas pelos internautas para comentar serviço e qualidade de produtos e marcas. Por isso, é necessário estar presente, monitorar e interagir nessas conversas e não simplesmente criar o perfil na rede.

"Se não fizer isso, é melhor não ter, mas hoje o empreendedor não pode se dar a esse luxo. Você deve ter esse ciclo do site, do blog e estar presente nas redes sociais, pois um desses vértices você usa para promover os outros", orienta André. Atualmente, os resultados de busca também levam em conta a presença da marca nas redes sociais.

Publicidade
Depois que o site estiver consolidado, uma opção é investir em anúncios. "Eles geram muito tráfego para o seu site e aumentam a visibilidade", afirma André.

Tanto os portais quanto os sites de busca e as redes sociais oferecem serviços de veiculação de anúncios relacionados com palavras-chave. "Com um pouco de cuidado, o empreendedor consegue resultados incríveis", afirma André.

Para que todas essas estratégias dêem resultado, o empreendedor deve ter em mente que o trabalho precisa ser contínuo. "É uma coisa diária. Você tem que investir tempo nisso. Mas, se investe, os resultados aparecem", orienta André.

fonte: http://invertia.terra.com.br/empreendedor

sábado, 11 de agosto de 2012

Redes sociais aproximam atletas de seus admiradores



Antes eram o rádio e a televisão que mostravam "tudo" que acontecia nos Jogos Olímpicos. Hoje, esse papel é também dos próprios atletas, que cada vez mais utilizam o Twitter, Facebook e YouTube.


As redes sociais são a bola da vez nos Jogos Olímpicos de Londres. Mais e mais atletas estão usando Twitter, Facebook ou YouTube para informar seus fãs sobre o que de mais ou menos importante acontece em suas vidas. Essas plataformas também são uma ótima maneira de eles fazerem seu marketing pessoal. Para o Comite Olímpico Internacional (COI), as novas mídias são bem-vindas, porém com regras estritas.

Logo após ganhar a medalha de ouro na prova dos 100 metros rasos, Usian Bolt estava comemorando com seus fãs no Twitter e no Facebook, postando fotos de sua vitória olímpica e celebrando com o seu típico entusiasmo. A resposta foi imediata, um de seus fãs o parabenizou no Twitter: “Inacreditável Usian! Certamente o maior de todos os tempos”. A mensagem foi repassada por Bolt para os seus 984 mil seguidores.

Sem surpresas

O COI incentiva o uso das redes sociais, mas, ao mesmo tempo, luta para não perder o controle. Há quatro anos, nas olimpíadas de Pequim, Twitter e Facebook não tinham o alcance e a popularidade que têm hoje e não preocupavam o COI. Em Londres, as coisas mudaram muito. Os dois serviços online se tornaram meios de comunicação de massa. Assim, os organizadores criaram sua própria plataforma chamada "Olympic Athletes' Hub", que reúne, no mesmo site, todos os tuítes e mensagens de Facebook dos atletas.

Os organizadores não querem deixar que nada inesperado aconteça. Um guia com regras foi enviado aos atletas antes dos jogos começarem. Eles não podem enviar gravações de áudio ou vídeo das competições, as mensagens tem que ser escritas na primeira pessoa e na forma de diário e toda a propaganda está proibida.




Redes sociais são bem-vindas, mas com restrições



Ovelha negra

A maioria dos atletas segue as regras do COI. Eles postam fotos de passeios pela cidade e de suas medalhas, agradecem os fãs pela torcida e compartilham a dor da derrota. Mas as redes sociais não podem ser controladas tão facilmente quanto o COI gostaria. Na primeira semana dos jogos, houve violações das regras e alguns escândalos.

Na chegada em Londres, alguns atletas reclamaram no Twitter sobre a odisséia que foi ir de ônibus até a vila olímpica. Uma atleta grega de salto triplo postou um comentário racista. Um jogador de futebol suíço ameaçou um oponente. Ambos foram desqualificados dos jogos. Alguns dos atletas da delegação americana reclamaram das restrições em relação a propaganda.

Máximo controle

Como os organizadores dos jogos não podem controlar as milhares de mensagens no Twitter e Facebook, o COI tenta tratar do assunto de uma outra maneira. Com a plataforma "Olympic Athletes' Hub" eles chamam tanta atenção para os aspectos positivos, que as histórias negativas acabam ficando de lado.

Isso gera muito trabalho para os responsáveis pelas redes sociais nas olimpíadas, já que a televisão e o rádio não têm mais tanta relevância, e o futuro pertence às redes sociais. Entre os membros federação olímpica alemã, apenas um terço foi ativo online, mas isso tende a mudar nos próximos anos. Até os jogos do Rio de Janeiro, em 2016, não apenas os atletas vão se tornar mais profissionais na rede, mas também seus fãs.

Autor: Calle Kops (mas) Fonte www.dw.de

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

4 novas tendências na rede social


A que as empresas precisam ficar atentas para aumentar seus resultados na internet no ano que vem

Por Silvio Tanabe

Fazer previsões é tão tradicional em finais de ano quanto amigo secreto, árvore de Natal, panetone, ceia e troca de presentes. Então para não fugir à regra também vou fazer o meu exercício de futurologia para 2012 em relação ao marketing digital.

Minhas previsões têm um grau de certeza muito maior que a de outros palpites por aí. Infelizmente, não porque a minha bola de cristal seja melhor (quem dera, estaria vendendo cada uma por alguns milhões de dólares!), mas porque não se tratam de conjecturas e sim de realidade. A verdadeira previsão na verdade é que as quatro tendências mencionadas aqui devem se tornar ainda mais importantes para as empresas em 2012 e nos próximos anos. Vamos a elas.

1. Vídeo é rei: Muitos especialistas estão dizendo que até 2015 cerca de 90% do conteúdo da internet será em vídeo, e não é difícil de acreditar. Mensalmente são postados no YouTube cerca de 900 mil horas de imagens, e à medida que câmeras e filmadoras se tornam cada vez mais acessíveis (já é possível fazer material de qualidade inclusive nos celulares mais simples), esse volume deve realmente aumentar.

Por outro lado, a popularização da banda larga e a integração com a TV (já existem aparelhos que permitem o acesso direto) começa a despontar, cresce também a audiência por esse tipo de conteúdo, criando oportunidades também para sua empresa. É o momento para investir ou atualizar o vídeo institucional, gravar depoimentos de clientes, divulgar produtos e serviços e colocar tudo à disposição no YouTube, com compartilhamento no site, blog e redes sociais.

Se você atua em alguma área de especialidade, estética por exemplo, é importante gravar vídeos de orientação sobre como se cuidar no verão, etc. Esse conteúdo serve não só para gerar referências como também mais credibilidade.

2. Marketing digital na nuvem: Pouco a pouco o conceito de cloud (nuvem), já bastante difundido nos EUA, começa a chegar no Brasil. Sites como UOL e Terra já oferecem a opção de se assistir a filmes e ouvir música sem a necessidade de mídias físicas, bastando baixá-las da "nuvem". Fornecedores de tecnologia como a Locaweb possibilitam às empresas armazenar todos os seus dados na "nuvem", acabando com a necessidade de possuir e manter dispendiosos servidores.

Da mesma forma, os serviços de marketing digital tendem também a ser realizados na "nuvem", e nada mais natural. Qual a diferença do trabalho de otimização do seu site, por exemplo, ser realizado por um técnico em São Paulo, Rio de Janeiro, Campo Grande ou Manaus se o trabalho garantir resultados e for orientado por profissionais locais?

Ao contrário de ser um risco, os serviços de marketing digital em nuvem significam uma vantagem. Tanto os clientes quanto as próprias agências podem contar com profissionais de qualidade, independente de onde estiverem e vão se tornar cada vez mais comuns.

3. Internet dentro da internet: Mark Zuckerberg, dono do Facebook, um dos sites que mais cresce no mundo em número de usuários (ultrapassou a marca dos 700 milhões este ano) já declarou que seu objetivo é transformar o Facebook em uma "internet dentro da internet". Isso siginfica que tudo o que é importante na web terá uma versão "facebookeada". Pode parecer megalomania, mas o fato é que já está acontecendo.

Empresas estão substituindo seus sites por fan pages; novos aplicativos como o Like Store permitem que lojas de e-commerce abram "filiais" no Facebook; há inclusive ferramentas dentro do Facebook que substituem o MSN e Twitter, tudo para que o usuário encontrar tudo o que precisa sem sair do site.

É muito cedo para dizer se o Facebook vai se tornar sinônimo de internet, mas por via das dúvidas é melhor você se preparar. Comece a fazer testes. Se ainda não possui, crie uma fan page da sua empresa. Tem um e-commerce? Monte um loja também na rede social. Integre tudo com seu site e outras mídias sociais e monitore o desempenho. Você pode descobrir novos e melhores canais de relacionamento com seus clientes e consumidores.

4. Fim do improviso no marketing digital: Há um pouco de otimismo nesta afirmação, mas à medida que aumenta a importância do marketing digital, igualmente aumenta a exigência por profissionais mais qualificados. E à medida que as ações se tornam mais complexas, ele também precisa planejar, coordenar e integrar as diferentes iniciativas (otimização, links patrocinados, e-mail marketing, redes sociais, mídias sociais). Além de técnicos, os profissionais e agências precisam ser estratégicos para garantir que o marketing digital realmente faça diferença.

Exemplo dessa nova tendência é o surgimento de metodologias como os "8Ps" do marketing digital, cuja finalidade é fazer com que as empresas aumentem os resultados dos seus investimentos na internet através de ações estruturadas.

Dessa forma, além de acompanhar as previsões, aproveite também para estudar métodos para aumentar os resultados com marketing digital em seu planejamento para 2012.

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As opiniões veiculadas nos artigos de colunistas e membros não refletem necessariamente a opinião do Administradores.com.br.
Fonte:www.administradores.com.br

sábado, 16 de julho de 2011

Como os CEOs usam as redes sociais


MERCADO DIGITAL - ISTO É

Nº edição: 719 Capa 15.JUL.11 - 21:00 Atualizado
em 16.07 - 14:16

Comos os CEOs usam as redes sociais

Além de
mapear o modo com os principais executivos brasileiros se utilizam desses
canais, estudo ajuda a entender o que falta fazer para aproveitar todo o
potencial das mídias sociais.

Por Clayton Melo
Confira entrevista com o editor de Tecnologia da DINHEIRO, Clayton Melo


O empresário Eike Batista, fundador e presidente da EBX, holding
nacional do setor de infraestrutura e exploração de petróleo e mineração, não
economiza energia para manter sua vida digital atualizada. No comando de um
grupo que tem cinco empresas listadas na bolsa, com valor de mercado de R$ 62,2
bilhões, ele tem perfil na Wikipédia e possui um site pessoal repleto de
artigos, vídeos e notícias sobre suas empresas. O canal digital que Batista
elegeu para ser seu principal meio de comunicação pessoal, no entanto, é o
Twitter. Seu perfil no microblog é um sucesso: são mais de 378 mil seguidores,
que repercutem suas mensagens e conversam com ele. “Estou ótimo. E você?”,
escreveu Eike para um internauta. Além de utilizar esse site para falar de
negócios e compartilhar links de reportagens sobre as companhias do grupo, o
oitavo homem mais rico do mundo, dono de uma fortuna pessoal de US$ 30 bilhões,
também troca ideias sobre futebol: “Estou muito feliz de ver o Brasil fazendo
quatro gols! Vem mais?”. Essa mensagem foi publicada durante a partida entre
Brasil e Equador, pela Copa América, na quarta feira da semana passada. “O
Twitter é minha caneta eletrônica”, disse Batista à Dinheiro.
Eike Batista, presidente do grupo EBX: o empresário está nas redes
porque considera fundamental ter um caminho direto com as pessoas


Trata-se de uma “caneta” que não para de escrever. Em pouco mais de um ano
em que mantém a página no microblog, já postou 13 mil tuítes, dos quais 75%
foram redigidos por ele mesmo. Os demais 25% foram feitos por sua equipe de
assessores. “Costumam me perguntar por que estou no Twitter. Explico que é
fundamental ter um caminho direto com as pessoas”, diz Batista. Além disso, os
textos de até 140 caracteres do microblog são uma ótima maneira de mostrar o que
pensa e produz. “Hoje, as pessoas me conhecem melhor, assim como a nossos
empreendimentos e iniciativas.”


Eike Batista tem uma companhia ilustre no rol dos empresários brasileiros influentes nas redes
sociais. O presidente do conselho de administração do Grupo Pão de Açúcar,
Abilio Diniz, 74 anos, também é um fenômeno do Twitter, com mais de 108 mil
seguidores. Diniz mantém, ainda, um site pessoal caprichado, com vídeos
produzidos especialmente para esse espaço, artigos e dicas sobre desenvolvimento
profissional, entre outros assuntos. Seus braços digitais, no entanto, se
estendem para páginas na Wikipédia e para um canal próprio no YouTube. No portal
do Google, ele publica vídeos curtos com conselhos sobre desenvolvimento
profissional, por exemplo.



No comando de uma companhia que fatura R$ 36,2 bilhões por ano e mantém 79 mil funcionários, o empresário usa as mídias sociais para dar vazão a assuntos de que gosta muito, como esporte e cuidados pessoais. Mas, quando a temperatura do mercado sobe, ele usa a internetpara dar seu recado. É o que vem acontecendo nas últimas semanas, em razão da
polêmica e malograda tentativa de fusão com o Carrefour. “Estou sendo muito
criticado, mas acredito que a fusão com o Carrefour será boa para o País e para
os brasileiros”, afirmou no microblog. “Tudo acabará bem e em breve contarei
toda a história.”

Abilio Diniz, presidente do conselho do
grupo Pão de Açúcar: as novas mídias servem para expor ideias e sua opinião
sobre os negócios

Eike Batista e Abilio Diniz são as duas
maiores estrelas do mundo empresarial brasileiro nas redes sociais. E, como
sempre ocorre com aqueles que desbravam veredas, também estão aprendendo a lidar
com o desconhecido. Não há receita pronta à disposição de ninguém. O importante
a se observar na postura deles – e que pode servir de inspiração a outros CEOs –
é que, mais que simplesmente terem contas nesses ambientes digitais, eles
interagem com os usuários e demonstram, na prática, que estão em sintonia com
uma nova realidade do mundo dos negócios: hoje, o gestor moderno deve estar
aberto ao diálogo e às demandas da sociedade, no ritmo da comunicação digital.
Deve ouvir o que se diz dele e das empresas que dirige e estar perto daqueles
que compram seus produtos. É como fazia o comandante Rolim Amaro, fundador da
TAM, que recebia os clientes de sua companhia aérea no portão de embarque e
mantinha um canal especial de comunicação, o “Fale com o Presidente”. A
diferença, agora, é que isso pode ser feito na internet. Nesse sentido, o tapete
vermelho no mundo digital são as mídias sociais.


Batista e Diniz estão na vanguarda de um processo que já
começou a transformar a relação dos CEOs com o mundo à sua volta e com a gestão
de suas companhias. Como toda etapa que se inicia, a travessia será longa, até
que esse comportamento seja mais bem assimilado pelo conjunto do mercado, se
generalize e se torne tão comum para um alto executivo ou empresário quanto
falar inglês. Uma pesquisa inédita que acaba de ser concluída pela Medialogue,
empresa paulista especializada no estudo de mídias digitais, ajuda a entender o
estágio em que os líderes das empresas brasileiras se encontram nessa questão. O
estudo “O CEO nas mídias sociais” fez uma radiografia da exposição dos
presidentes das 50 maiores empresas do Brasil nas principais redes, como
Linkedin, YouTube, Orkut, Facebook, Twitter e Flickr.

A análise também levou em conta os canais colaborativos, como Wikipédia, além do
resultado de busca no Google, blogs e, claro, o site das empresas dos CEOs. A
principal constatação é que, ao contrário do que ocorre com suas companhias, os
executivos, do ponto de vista pessoal, ainda estão relativamente distantes das
redes sociais. Em outras palavras, o que acontece é que, enquanto um número
crescente delas se estrutura para atuar nas redes sociais, seus presidentes
mostram-se reticentes em relação à sua presença nesses canais. “Os CEOs, seja
por uma decisão particular de preservar a privacidade, seja por falta de tempo
ou por decisão de não personalizar a empresa, evitam a exposição nas mídias
digitais”, diz Alexandre Secco, presidente da Medialogue e responsável pela
pesquisa.

Levando-se em conta que a imagem de um CEO está
associada ao que se pensa da companhia, essa decisão talvez devesse ser revista,
acredita Secco. “Afinal, trata-se de uma questão estratégica para a companhia e
o LinkedIn é uma rede profissional.” A distância do mundo virtual fica mais
clara quando se observa que, das 50 empresas pesquisadas, 26 não possuem perfil
oficial no Twitter. Além disso, apenas dez entre os 50 executivos avaliados
mantêm um perfil completo no site da companhia que dirigem e 46 não possuem
página no Facebook. Os CEOs também não têm canais próprios no YouTube, embora
haja vídeos publicados com referências a 35 dos 50 pesquisados. Alguns dos que
foram mais vistos referem-se a gafes cometidas pelos CEOs, cobrança de
consumidores ou críticas.



É possível argumentar que os sites e as informações oficiais das empresas são as melhores
fontes para quem deseja buscar dados objetivos sobre o CEO. É fato. A pesquisa
da Medialogue mostra, porém, que apenas 20% das companhias pesquisadas
apresentam informações profissionais e acadêmicas completas sobre seus CEOs.
Sites oficiais da maioria delas mostram apenas listas de nomes e cargos. Por
todas essas razões, pode-se afirmar tranquilamente que os CEOs brasileiros
caíram na rede, só não se sabe exatamente o que estão fazendo lá nem o que os
colocou lá dentro. Há vários sinais de que os presidentes se preocupam e se
mostram curiosos sobre o tema. O problema é que a forma como muitos deles cuidam
da própria imagem nas redes sociais revela que talvez, ao contrário do que fazem
Batista, da EBX, e Diniz, do Pão de Açúcar, ainda não tenham dedicado tempo ao
assunto.

A internet e as redes sociais parecem ambientes
caóticos nos quais os jovens trocam piadas, adulteram imagens e idolatram o
astro mirim Justin Bieber, um fenômeno da rede que tem a espantosa cifra de 11
milhões de seguidores no Twitter. Sim, a internet é tudo isso mesmo, mas também
é o lugar para onde o mundo dos negócios está sendo transferido – e não estamos
falando apenas das atividades de natureza digital. A Fiat, por exemplo, já vende
carros pela internet. Às vezes, a questão pode não se relacionar propriamente
com os negócios, mas afeta diretamente a imagem do executivo. A pesquisa da
Medialogue chama a atenção, por exemplo, para o fato de que 70% dos CEOs
aparecem em tópicos de discussão no Orkut, enquanto outros 70% constam em vídeos
no YouTube, mesmo sem ter uma presença oficial nesses canais.


Benjamin Steinbruch, CEO da CSN, é citado em tópicos que discutem poluição
do solo, entre outros temas. Pouco pode se fazer diante dessas situações, mas
elas servem para lembrar que, na era da informação digital, ninguém é dono da
própria reputação: ela está em permanente construção e, em muitos casos, em
desconstrução. Há um ceticismo natural em relação a esse mundo jovem e
aparentemente fútil das mídias sociais. Uma pesquisa da consultoria Weber
Shandwick revelou que os executivos de alto escalão estão de certo modo
intimidados pelo assunto e não se sentem confortáveis para discuti-lo com suas
equipes. Embora os novos tempos exijam uma reflexão na maneira como o CEO se
relaciona, é preciso dizer que também os executivos não devem sair por aí
criando perfis indiscriminadamente.


Há recomendações sérias para um CEO pensar duas vezes antes de entrar de cabeça
nesse mundo aderindo ao Facebook, LinkedIn, Twitter e blogs. Primeiro, porque
conquistar uma boa audiência para uma conta no Twitter ou para um perfil no
Facebook dá muito trabalho. Além disso, soltar o verbo nas mídias sociais abre
caminho para deslizes e escorregões que podem ser inofensivos para um
adolescente, mas extremamente problemáticos para um profissional na direção de
um negócio bilionário. O Tribunal de Justiça de São Paulo examina um caso em que
o réu, um devedor, alega impedimento do juiz que analisou o assunto, em primeira
instância, porque descobriu que o magistrado estava na lista de amigos que o
autor da ação tinha no Facebook.

Uma das principais razões que fazem os CEOs não entrar nas redes sociais é para evitar o risco de discutir negócios privados em ambientes públicos. “O que se deve fazer é conhecer
profundamente esse mundo e definir uma estratégia muito clara, seja para estar
dentro, seja para estar fora”, diz Secco. Foi exatamente o que fez o executivo
brasileiro Yoshio Kawakami, presidente da Volvo Construction Equipment Latin
America, fabricante sueca de equipamentos para construção e de componentes de
engenharia para aviões que faturou, em 2010, US$ 631 milhões na região. Quando
as notícias sobre o crescimento das redes sociais começaram a frequentar as
páginas de jornais e revistas de economia, Kawakami farejou que algo iria mudar
nas relações de negócios e por isso tratou de estudar de perto o assunto. Diante
disso, decidiu que o primeiro passo para ter condições de criar uma estratégia
de atuação digital da companhia seria ele próprio participar das redes. O
raciocínio é simples: para entender a dinâmica do jogo, faça parte dele. Assim,
montou um perfil no LinkedIn, há cerca de três anos, e lá é figura assídua em
fóruns de discussões sobre temas ligados aos setores nos quais sua companhia
atua. Hoje, também usa o Facebook, o Twitter e mantém um blog com artigos sobre
carreiras. “Decidi me conectar porque precisava entender as transformações nos
negócios que as redes sociais começaram a provocar”, diz Kawakami. Aos poucos,
descobriu a melhor maneira de usar cada canal. Enquanto o Twitter é utilizado
para se manter informado mais rapidamente, o Facebook conecta-o a amigos e
familiares, e o blog permite a ele conversar com jovens que iniciam a carreira e
se preocupam com o desenvolvimento profissional.


O LinkedIn, por sua vez, serve para estreitar laços com potenciais
clientes ou fornecedores. “Mas essa rede também é muito útil para auxiliar em
contratações”, afirma Kawakami, que vê benefícios no uso das redes sociais no
trato com os subordinados. “As redes sociais são importantes para a aproximação
com os funcionários.” No caso do Twitter, a falta de tempo o faz utilizá-lo com
menos frequência. Há outra razão, no entanto, que o leva a usar o microblog com
muita parcimônia. “Por uma questão de segurança, tomo cuidado para não me expor
muito lá”, diz.

A questão da segurança é um ponto importante
quando o assunto são CEOs e mídias sociais. Essa precaução é realmente
necessária. O que alguns CEOs que participam das redes fazem para evitar
complicações é não dar informações pessoais ou que indiquem sua rotina de
trabalho e locais frequentados. Outro cuidado é restringir o acesso aos seus
perfis em redes como o Facebook, um canal que, por essência, se presta a
relações mais próximas, como amigos e familiares. Paulo Kakinoff, CEO da Audi
Brasil, toma esses cuidados, mas não vê a questão da segurança como motivo para
que o CEO não ingresse no mundo digital. “Não tenho paranoias com relação a
isso”, diz. “O que faço é ter cuidado para evitar a superexposição.” Sua rede no
Facebook tem mais de 1.740 pessoas, entre amigos, familiares, contatos
profissionais e pessoas ligadas à comunicação e marketing.

O Facebook é a rede que ele escolheu para participar e o ajudou a definir melhor
os contornos para a estratégia digital da companhia. Seu envolvimento com o site
vai ao ponto de que ele próprio, eventualmente, abastece o perfil de Guto
Kleien. Trata-se do personagem que representa a Audi Brasil na internet. “Quando
estou em eventos da empresa e vejo alguma coisa curiosa, eu mesmo posto como se
fosse o Guto”, diz Kakinoff. O personagem também ajuda a responder a mensagens
enviadas por consumidores das redes sociais, o que inclui o Twitter. Cerca de
30% dos contatos da empresa com os clientes na web são feitos por meio dele.

O exemplo de Kakinoff mostra que a figura do CEO e de sua empresa na internet estão intimamente ligadas. Ainda que a
página num determinado site seja particular, é impossível a dissociação entre
pessoa física e jurídica. Esse é o ponto que deve estar claro para qualquer CEO
na hora em que decide ingressar na mídia social, diz Sérgio Valente, presidente
da DM9DDB. “O CEO deve ter a consciência de que, na rede, ele não é uma persona
privada, mas sim a empresa que representa”, afirma.

Um dos executivos de comunicação mais ativos nos canais digitais, Valente acredita ser
crucial que o CEO reflita, antes de qualquer coisa, sobre qual vai ser o seu
papel na internet. “O ponto de partida é definir a sua estratégia nesse
ambiente.” Wilson Ferreira Jr., presidente da Companhia Paulista de Força e Luz
(CPFL), considera esse ponto tão importante que sua participação nas mídias
sociais é menor do que a de sua empresa. Para evitar a exposição pessoal e por
falta de tempo, ele optou por não participar de sites como Facebook, Twitter ou
YouTube, mas trata esses ambientes como assuntos estratégicos para a CPFL.

Isso se deve ao fato de que, para uma empresa que atende a um
total de 22 milhões de pessoas, estar atenta ao que os usuários dizem é
fundamental. “As redes sociais permitem que tenhamos um olhar qualitativo sobre
o serviço prestado”, diz. “Os relatórios numéricos sobre o que fazemos não dão a
real dimensão do que as pessoas pensam de nós.” Marco Antônio Bologna,
presidente da holding que controla a TAM , pensa da mesma forma. “Esse tipo de
interação é fundamental para uma empresa como a nossa”, afirma. Por isso a TAM
atua no Twitter, Facebook e YouTube, por exemplo, enquanto ele próprio só está
no Facebook.



A opção por não participar pessoalmente do Twitter, por exemplo, tem a ver a com a empresa. Se
estivesse lá, muitos clientes poderiam mandar para ele mensagens sobre questões
operacionais, como dúvidas a respeito de voos ou coisas do tipo, ou reclamações.
“Eu ficaria louco com tanta mensagem”, diz. “Para resolver esses assuntos, temos
um perfil da TAM no microblog.”

Embora corriqueiros, exemplos como o citado por Bologna indicam a complexidade que é para um CEO participar das redes sociais. Sobretudo, quando se trata de empresas de serviços, é
humanamente impossível interagir, como pessoa física, com milhões de usuários. O
lado positivo, no entanto, é que, assim como ele, um número cada vez maior de
executivos está alerta para o desafio de entender esse universo. Nesse processo,
podem aprender com gente como o americano Tony Hsieh, CEO da loja online de
calçados Zappos.com, que foi vendida por US$ 1,2 bilhão para a Amazon, em 2009.
Hsieh desenvolveu para sua empresa uma estratégia de mídia social que tinha o
objetivo de aprofundar o relacionamento com os consumidores. O microblog ajudou
a substituir o 0800, como meio de contato. E ele próprio é uma estrela do site,
com 1,8 milhão de seguidores. “O Twitter permite que sejamos mais humanos com
nossos clientes e, dessa forma, possamos construir relacionamentos ao longo do
tempo”, disse à Dinheiro. Outro exemplo útil é o da também americana Rachel
Sterne.

Ela foi nomeada recentemente pela Prefeitura de Nova
York para o recém-criado posto de chief digital officer da cidade. Seu trabalho
é coordenar as iniciativas da cidade no mundo da internet. Uma de suas
incumbências é melhorar a comunicação do governo local pelas mídias sociais e
promover a indústria de tecnologia da região. Além de pioneiro, seu trabalho é
reflexo de uma revolução sem precedentes na comunicação e um raro exemplo de
contribuição do setor público, que pode ser utilizados pelos CEOs na hora de
repensar suas relações de negócio e a forma como se comunicam.


sábado, 12 de março de 2011

Facebook, o vilão da segurança na rede.


As redes sociais são cada vez mais utilizadas pelas pequenas e médias empresas, mas sites como Facebook, YouTube, Twitter e Linkedin debilitam a privacidade e contribuem para a infeccão das redes, informa pesquisa da Panda Security. Segundo o levantamento, 78% das empresas pesquisadas utilizam as redes sociais como ferramentas para apoiar a investigação e a inteligência competitiva, melhorar o serviço de suporte ao cliente, implementar as relações públicas e as iniciativas de marketing e gerar benefícios diretos. Mas há problemas com relação à segurança, legitimidade e privacidade.Na pesquisa, o Facebook é mencionado como o principal culpado pelas empresas que sofreram infecções de malware (71,6%) e violações de privacidade (73,2%). O YouTube ocupa o segundo lugar quanto a infecções (41,2%), e o Twitter contribuiu para um número significativo de violações de privacidade (51%). Para as empresas que relataram perdas econômicas devido a violações de privacidade por parte dos colaboradores, o Facebook foi novamente o mais mencionado como a rede social em que essas se originaram (62%), seguido do Twitter (38%), YouTube (24%) e LinkedIn (11%). A proteção da marca ou identidade digital deveria ser uma autêntica prioridade, mas a realidade não é bem assim, nem para as principais plataformas de redes sociais nem para as empresas. A facilidade com que qualquer indivíduo pode criar um perfil utilizando denominações comerciais reais, implica na possibilidade de este poder fazer comentários e fornecer informações em nome de empresas legítimas. Assim se criam comunidades de usuários “enganados” por assumirem que tal conta é legítima, e através desses perfis são emitidas informações que podem ir contra a marca e desencadear uma crise que poderá resultar num impacto direto na atividade de negócio. Apenas algumas redes, como o Twitter, permitem legitimar a conta tornando-a oficial, mas em muitas outras não existe mecanismo semelhante. Como tal, é recomendável o registo pró-ativo de todos os perfis relativos a uma marca nas principais redes sociais, deixando bem claro que se trata do canal oficial, caso não existam outros mecanismos de certificação para tal finalidade.Os mesmos problemas que afetam os usuários de redes sociais, também se aplicam aos perfis corporativos, com o agravante de que o efeito negativo pode ser muito maior. Os principais problemas de segurança são, entre outros, os seguintes:Roubo de identidade - Os usuários administradores podem estar infectados e colocar em risco os dados de acesso aos seus perfis. Desta forma, qualquer um poderá gerenciar a conta para realizar variados tipos de ações, incluindo a programação de eventos (como no Facebook) com links que transfiram malware, por exemplo. Da mesma forma, ao acessar a conta um usuário malicioso poderá emitir informações através do perfil oficial da marca, resultando em possíveis efeitos negativos. Riscos de infecção - Através de uma aplicação de mensagens instantâneas ou utilizando o timeline das populares plataformas de microblogging, é possível receber informação com links ocultos que redirecionam para downloads de malware. No caso de grandes empresas, uma acão deste tipo poderá até mesmo tratar-se de um ataque direcionado, desenvolvido especificamente para infectar os computadores dos usuários com o objetivo de se infiltrarem na rede e obter acesso a todo tipo de informação. Da mesma forma, alguns seguidores poderão publicar links maliciosos no mural dos perfis corporativos, contribuindo assim para a propagação de ameaças. Em qualquer um dos casos, estas ações poderão comprometer a integridade da marca. Vulnerabilidades da própria plataforma - Em 2010 surgiram inúmeras vulnerabilidades em redes sociais populares como o Facebook ou Twitter, colocando milhões de usuários em risco. Quanto mais usuários aderirem a estes sites, mais investigadores procurarão por vulnerabilidades, mas infelizmente muitos destes serão hackers. Seguindo as práticas recomendadas de gestão de passwords como a sua alteração regular e o reforço através da combinação de caracteres alfanuméricos, pode ajudar a proteger a integridade corporativa. A formação e a conscientização para a segurança, assim como a manutenção dos conhecimentos sobre as mais recentes ameaças, ajudarão os administradores de perfis empresariais a manterem-se alerta e detectar quaisquer atividades irregulares.Os perfis empresariais são geridos por administradores que por vezes disponibilizam muitas informações aos visitantes ou seguidores.Estas informações podem ser utilizadas por usuários maliciosos contra a própria organização, seja por meios online ou offline. Podem, por exemplo, colocar informação financeira da empresa, práticas, processos de funcionamento, etc. O risco é bastante elevado. Além do mais deve-se levar em consideração que, tal como demonstrado pelo estudo, 77% dos colaboradores de PME’s utilizam redes sociais durante o horário comercial, podendo assim compartilhar informações confidenciais.De acordo com Eduardo D´Antona, Diretor Corporativo e de TI da Panda Security Brasil, no passado, a maioria das redes sociais eram utilizadas como fins particulares, mas atualmente há um boom de estratégias do setor empresarial para as redes sociais. “A Web 2.0. demonstrou ser de uma eficácia extrema e um modo econômico de implementar ações de marketing, comunicação e apoio ao cliente, etc. No entanto, da mesma maneira que as redes sociais podem ser benéficas, as empresas ficam expostas a inúmeros riscos e desastres de relações públicas.” Para Ricardo Bachert, Diretor de Consumo da Panda Security Brasil, os planos de segurança das empresas, independentemente da sua dimensão, devem conter planos de contingência e de atuação em caso de crise pública causada por qualquer uma destas plataformas, que possa resultar em danos financeiros ou na reputação corporativa. “Obviamente, os cibercriminosos dirigirão a sua atenção a empresas que utilizem redes sociais com o objectivo de lançar ataques direcionados, que, por sua vez, resultarão em maiores benefícios do que se lançados a usuários particulares.

fonte:www.convergenciadigital.uol.com.br

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

4 pontos para uso das redes sociais pelas empresas


Tecnologia
4 pontos fundamentais para uso de redes sociais por empresas
Em vez de brigar com a realidade, companhias devem pensar em como usar a força dessas mídias para alavancar negócios e o diálogo interno.

Por ComputerWoche / Suiça
Um número crescente de empresas começa a adotar estratégias de redes sociais dentro e fora do mundo corporativo. Colaboradores acessam tais sites, e as companhias encontram potenciais chances de fazer negócios nesses ambientes. Junto das oportunidades, vêm os riscos de abordar erroneamente o assunto, seja com clientes, seja com colaboradores.

Essas quatro dicas podem ajuda-lo a planejar a introdução das redes sociais em seu meio de trabalho, sem fazer com que você se pareça com o vilão.

1. Questão de cultura e de comunicação
As conversas francas que acontecem nas redes sociais dão um claro sinal de que ideias devem ser debatidas. Uma vez acostumados a tal tipo de diálogo, os colaboradores esperam o mesmo no local de trabalho – independentemente de hierarquias e títulos. Contudo, cabe à gestão da empresa decidir se vai abraçar tal modelo de relacionamento em assuntos internos – como o uso das redes sociais no ambiente de trabalho.

2. Pense no todo
Para a OpenText, a questão de atividades de rede social é uma questão de apreciar sempre o todo e não de escolha de ferramental apropriado (softwares). Ao avaliar o tema “mídias sociais”, cabe definir objetivos. Por que deixar os funcionários acessarem tais sites e o que se quer do usuário do outro lado da conexão são duas perguntas fundamentais. É melhor que começar o raciocínio com a colocação de “por que não fazer isso”. Lembre que o help desk não existe apenas para atender clientes. Ele deverá estar preparado para lidar com chamadas de funcionários pedindo informações sobre como proceder em sites de relacionamento.

3. Regras, sim.
Mesmo a terra sem lei das redes sociais pede que sejam estabelecidas regras. Devem ser definidos quais canais de relacionamento serão usados para cada tipo de questão. Nem todos os diálogos devem ser mantidos de forma aberta, há aqueles que são mais bem atendidos usando os tradicionais e-mails. Tal ensinamento vale ser repassado aos colaboradores internos em suas aventuranças por redes como o Facebook e Cia.

4. Dar tempo ao tempo
A própria empresa pode servir como imenso laboratório de comportamento humano em redes sociais. Que tal liberar o acesso aos colaboradores de vendas por dez dias e, em seguida, depois de verificar qual foi a influência das redes no andamento dos trabalhos em uma das seções mais preciosas da organização?

Nenhum desses quatro pontos foi compreendido de imediato por administradores, pela TI ou por profissionais de marketing. Foi dada muita cabeçada em redes sociais e elas continuam acontecendo. Não raramente tais acidentes digitais ocorrem por não haver um cronograma definido e o monitoramento da presença digital requerer tempo para análise – não são números frios e a esperada conversão não acontece da noite para o dia.

computerworld.uol.com.br

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

O mercado da TIC em 2011.


Ao longo da última semana, a IDC divulgou uma série de previsões para o mercado mundial de TIC em 2011. Agrupamos todas para facilitar a visão do cenário por parte dos leitores.
A IDC considera que os gastos globais com TI vão aumentar 5,7% em 2011, levando o patamar de “despesas com TI para os 1,6 bilhão de dólares". E duas tendências fortes contribuirão para isso: a popularização da computação móvel na área corporativa, e o uso de redes sociais. As previsões integram o estudo “IDC Predictions 2011: Welcome to the New Mainstream”, dedicado ao mercado mundial. Nas próximas semanas será divulgado um relatório com as previsões para os mercados específicos.
Os mercados emergentes vão contribuir com mais de metade do crescimento global do mercado de TI. O segmento de hardware crescerá 7,8%, impulsionado pelos segmentos de software (que crescerá 5,3%) e de serviços (mais 3,5%). O mercado de outsourcing crescerá 4%.
As despesas com serviços informação na “nuvem” representarão 15% do total e crescerão cinco vezes mais que outros segmento, experimentando taxas superiores a 30% em muitos marcados, em comparação a 2010.
Na área da computação móvel, a IDC prevê que o setor passará a produzir mais smartphones, tablets, e outros dispositivos inteligentes nos próximos 18 meses. No campo das aplicações móveis, a IDC prevê uma verdadeira explosão. Mais de um milhão de aplicações serão disponibilizadas nas lojas online Apple e Android. O número de downloads deverá pular de 10 mil milhões de 2010 para 25 mil milhões em 2011, revolucionando as formas de consumo de conteúdos e serviços.
Em termos de software social empresarial, os últimos 18 meses foram testemunha de uma enorme dinâmica, que deverá continuar, com uma taxa composta anual de crescimento de 38% até 2014.
Outras tendências:
- Os mercados emergentes, liderados pela China, irão crescer a um ritmo 2,6 vezes superior ao dos mercados desenvolvidos, representando 27% do mercado, mas contribuindo com mais de 50% do crescimento anual global;- 80% das novas soluções de software serão disponibilizadas na “nuvem”;
- A explosão da mobilidade está em curso com a produção de enormes volumes de terminais, novos formatos e novas aplicações. Perto de 330 milhões de smartphones e 42 milhões de tablets serão vendidos em todo o mundo em 2011;
- As redes de banda larga terão o reforço da chegada das redes móveis de quarta geração. Metade dos 2,1 mil milhões de pessoas que usam regularmente a internet o farão usando dispositivos móveis inteligentes, como smartphones e tablets;
- O universo da informação digital crescerá quase 50% – chegando aos 1,8 mil milhões de gigabytes – impulsionando a procura de infraestruturas adequadas para a sua disponibilização, bem como a procura de soluções analíticas adequadas para tratamento de enormes volumes de dados em tempo real. Os gastos com infraestrutura para serviços na “nuvem” constituirão 12% das despesas globais de infraestrutura de TI , chegando ao 20% em 2014.

fonte:computerworld.com.br

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

As empresas e a comunicação atraves das redes sociais.


De acordo com a consultoria Ovum, as organizações que usam as redes sociais para se comunicar com seus diversos públicos precisam criar regras bastante rígidas de conduta, para evitar que informações confidenciais sejam divulgadas de forma indevida e, ainda, evitar problemas na justiça.
Para a analista da Ovum Aphrodite Brinsmead, a indústria financeira mundial tem se mostrado bastante avançada no quesito, ao criar requisitos para o registro de todo tipo de comunicação realizada por meio das redes sociais. “Todas as organizações precisam desse tipo de controle no relacionamento com o cliente”, opina.
Segundo a consultoria, a importância dessa atitude cresce na medida em aumenta o número de organizações dos setores públicos e privados que respondem a reclamações e solicitações de clientes em canais como Twitter e Facebook.
Embora a regulamentação em canais mais espontâneos possa parecer um contrasenso, a consultoria ressalta que a organização não pode correr o risco de ter informações sensíveis disponíveis na internet ou ver seus clientes disseminando informações incorretas sobre a companhia.
Além da necessidade de criar regras, Aphrodite acredita que o tempo de realizar experimentos com redes sociais acabou. O momento é o de criar estratégias formais, buscando satisfação dos clientes. “Os consumidores apreciam respostas rápidas e os bons serviços que esses ambientes permitem, razão pela qual o uso desses canais só devem crescer”, completa.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Facebook é um dos melhores empregadores !


A Business Insider reviu seu ranking de melhores empregadores da área de tecnologia e deu a liderança ao Facebook. A lista foi feita com base nos votos e depoimentos de seus funcionários no site Glassdor.

Segundo o site do San Francisco Chronicle, as características que levaram o Facebook ao topo da lista de melhores empregadores são o ambiente de trabalho informal, a gestão pouco intrusiva e a liberdade concedida aos funcionários, que também têm à sua disposição uma farta cafeteria, salas para jogos e academia.

Na vice-liderança aparece o Google, que não deixou de apresentar alguns resultados mais positivos do que os do Facebook. De acordo com o site All Facebook, a satisfação dos funcionários da gigante das buscas com o CEO Eric Schmidt é maior que 97%, contra 92% de Mark Zuckerberg, CEO do Facebook

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Usuarios moveis no Facebook ficam mais tempo.


Web 2.0 é o grande motivo de conexão para usuários móveis
VOIP Por Thamires Costa

Em palestra, empresário diz que as mídias virtuais são essenciais para a comunicação.

“Eu acho que a moblidade trouxe grandes evoluções para os empresários e principalmente para as pessoas que gostam de estar conectadas a rede sociais”, disse Bertrand Darrouzet, presidente da Atchik Realtime, empresa que presta serviços de chat para operadoras de telefonia móvel, na 9ª edição do Tela Viva Móvel, que aconteceu nos dias 19 e 20 de maio em São Paulo.

De acordo com o executivo, este mercado tem crescido muito nos últimos anos, estudos comprovam que os usuários móveis ficam mais tempo conectados a redes sociais do que qualquer outra rede, como exemplo o site de relacionamentos Facebook, que tem mais de 400 milhões de usuários, sendo que 100 acessam pelo celular.

Darrouzet ainda falou do perfil dos usuários móveis. A maior parte deles são homens, com 55%, mas as mulheres estão logo atrás com 45%. Os principais motivos para acessarem do celular são, encontrar os amigos, entretenimento, matar o tempo e ler notícias. “As pessoas se conectam para se expressar, se comunicar e principalmente se mostrar”, afirma ele e completou dizendo que, nas grandes corporações, os funcionários não usam mais redes disponibilizadas pelas empresas e sim redes sociais, para se comunicarem.

Esses usuários preferem a conexão móvel por ser imediato e interativo. “Você consegue obter informações e repassá-las para os seus amigos a qualquer hora”, disse Bertrand, afirmando que o mercado móvel na Europa cresceu oito vezes mais de 2008 para 2009, gerando receitas bilionárias, o SMS p2p arrecadou em torno de U$ 100 bilhões.

Finalizando a palestra, ele apontou a participação do Brasil na conexão móvel, cujo crescimento tem ultrapassado alguns países. “O Brasil tem um grande potencial para crescer neste mercado, principalmente quando se trata de redes sociais, pois o brasileiro é sociável e gosta de interagir”, completa o executivo.
fonte IPNews.com.br

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Facebook se infiltra em outros sites


Facebook se infiltra em outros sites
Miguel Helft

Cerca de metade dos 400 milhões de usuários do Facebook verificam suas páginas diariamente, e com isso o serviço de redes sociais se estabeleceu como um dos sites mais visitados da web.

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Agora o Facebook está intensificando seus esforços para expandir seu império, e planeja transformar dezenas de sites em satélites nos quais os usuários poderão interagir com seus amigos de Facebook. Os detalhes dos planos do Facebook ¿ que envolvem uma variação do botão "share", já existente em muitos sites - devem ser apresentados na quarta-feira pelo presidente-executivo da empresa, Mark Zuckerberg, em uma conferência para programadores. Mas já antes que a empresa revele seus planos, a meta de se tornar uma força dominante em toda a web está enfrentando contestação.

Na segunda-feira, algumas empresas, entre as quais grandes rivais do Facebook como Google e MySpace, vão anunciar um novo padrão conjunto para compartilhamento de informações em sites, que permitirá interação não só com o Facebook mas com dezenas de outros serviços de redes sociais. A coalizão é liderada pela Meebo, uma empresa que oferece uma barra de ferramentas posicionada na porção inferior da tela de muitos sites e que permite aos visitantes compartilhar artigos, fotos e outras formas de conteúdo, em diversos serviços de redes sociais.

Enquanto isso, o Twitter planeja expandir sua presença na rede com o serviço @anywhere, que permitirá que as pessoas se conectem ao Twitter de outros sites.

Os projetos do Facebook e de seus rivais resultarão em batalha pelo controle das interações sociais na Internet. "Vai claramente haver um combate prolongado", disse Jeremiah Owyang, sócio do Altimeter Group, uma consultoria de estratégia digital.

Os analistas dizem que o desejo do Facebook de estender seus tentáculos a toda a web pode enfrentar obstáculos devido a questões de privacidade, já que isso requererá que a empresa forneça volume cada vez maior de informações pessoais sobre seus usuários a terceiros. "Eles terão conquistar a aprovação de mais consumidores antes de compartilhar esses dados", disse Augie Ray, analista da Forrester Research.

A abordagem do Facebook de certa maneira acompanha o modelo criado pelo Google uma década atrás. Depois de se estabelecer como recurso de buscas, o Google começou a licenciar o uso de sua caixa de busca a outros sites, por meio de parceiras e barras de ferramentas. À medida que o Facebook ganha importância cada vez maior como fonte de tráfego para outros sites, a rivalidade entre as duas empresas deve se intensificar.

O Facebook não quis comentar sobre o anúncio que fará. Mas pessoas conhecedoras dos planos da empresa dizem que ela introduzirá uma série de produtos e tecnologias que aprofundarão sua presença na web.

Por exemplo, o Facebook introduzirá um botão universal de "like" (gosto, em inglês), que os operadores de sites poderão oferecer em suas páginas. De forma parecida aos botões de "share" (compartilhar) do Facebook que já estão bem difundidos em muitos sites, o botão de "like" facilitará aos operadores de site oferecer experiências sociais, o que na prática permitirá que o usuário compartilhe do serviço em questão com seus amigos de Facebook.

Embora os botões de "share" permitam que o usuário do Facebook poste um link que seus amigos poderão ver em seu perfil do site, essa indicação é passageira. O botão de "like" permitirá que o Facebook mantenha um registro das recomendações do usuário, o que lhe fornecerá mais informações sobre suas preferências. O Facebook planeja compartilhar essas informações com operadoras de sites, de modo que um site de revista, por exemplo, possa exibir aos usuários todos os artigos de que seus amigos gostaram. Um site como o Yelp poderia mostrar resenhas de amigos do usuário, e não de desconhecidos.

O Facebook também está planejando oferecer uma barra de ferramentas para instalação na porção inferior das telas de um site. Ela expandirá o Facebook Connect, serviço introduzido em 2008 que permite que as pessoas usem sua identidade no Facebook para se conectar a diversos sites. A barra de ferramentas facilitará o uso pelos operadores de sites, e pode encorajar a adesão de usuários. Os engenheiros do Facebook ainda não concluíram o desenvolvimento do sistema, e não está claro que ele será lançado na conferência.

Mas essa barra de ferramenta vai trombar com os esforços do Meebo, cuja barra de ferramentas vem ganhando aceitação. Ela permite que usuários se conectem a sites usando identidades de diversas redes sociais, conversem com seus amigos nesses serviços e selecionem conteúdo em um site, por exemplo uma foto, para mostrar aos amigos. A nova aliança estabelecerá padrões que permitirão que o Meebo e serviços semelhantes saibam facilmente a que redes os usuários pertencem, e que lhes ofereçam a opção de logar com sua identidade nessas redes.

"Saberemos que redes e botões apresentar", diz Seth Sternberg, presidente-executivo da Meebo. A empresa e seus aliados, entre os quais Microsoft e Yahoo, planejam transferir a tecnologia a uma organização sem fins lucrativos que supervisionaria seu desenvolvimento.

Chris Messina, advogado da web aberta e executivo do Google, disse que o Twitter e o Facebook lideram entre os sites sociais. Mas acrescentou: "é cedo demais para escrever o último capítulo em termos de identidade digital".
Tecnologia .Terra

terça-feira, 13 de abril de 2010

Para Futurólogos, Redes Sociais terão mais receitas do que as mídias tradicionais


Para futurólogo, redes sociais terão mais receita que "velha mídia" MARINA LANGda Folha Online As mídias sociais, como Twitter e Orkut, deverão crescer mais em receita que os meios de comunicação tradicionais, como a TV e o rádio, diz o pensador alemão Gerd Leonhard, considerado pelo "Wall Street Journal" como um dos mais importantes futurólogos do mundo. Gerd Leonard, futurólogo alemão que vem ao Brasil falar de negócios e mídias sociais, aposta em integração de mídias Segundo ele, as mídias sociais também alteram o molde original da publicidade: em vez de anúncios estáticos, o conteúdo de games, aplicativos e widgets dá o tema para as propagandas bem-sucedidas. Autor de "Friction is Fiction: The Future of Content, Media & Business" (2009), "Music 2.0" (2008), "The End of Control" (2008) e "The Future of Music" (2005), Leonhard está hoje em São Paulo, onde participa de uma conferência para convidados. Ele também será entrevistado pelo programa "Roda Viva", da TV Cultura. Na semana passada, Leonhard, 49, deu entrevista por e-mail à Folha Online, e falou sobre mídia, internet, consumo, pirataria e direitos autorais. Confira a entrevista na íntegra.

*Folha Online - Qual é o papel das mídias sociais (como o Twitter e o Facebook) hoje?

Gerd Leonhard - Twitter, Facebook e Google Buzz são um pouco como redes sociais de notícias. São mais descentralizados e fazem uma companhia perfeita para a mídia tradicional. A TV e o rádio têm largo alcance, mas eles deverão ter que lidar com uma fragmentação completa da sua audiência, e eles realmente terão que abraçar a mídia social (e a troca de ideias que ocorre ali) ou deixarão de ser importantes, cedo ou tarde. Todo o crescimento será na mídia social, móvel, em tempo real e de vídeo, não na TV e no rádio; meu prognóstico é um aumento em 50% na receita nesta direção. Levou muito tempo, mas quando isso acontecer (entre 18 e 24 meses) será muito maior do que qualquer coisa que nós antecipamos. Para negócios, a mídia social é simplesmente uma gestão de relacionamento com o cliente, isto é, a maioria do marketing, das relações públicas e das operações tradicionais desse serviço vão ser substituídas pelas mídias sociais. Marcas vão conversar com seus consumidores via Twitter, Facebook, Buzz ou Orkut. No lugar da comunicação em massa cara, regada por campanhas, a maioria das empresas vai mudar para o marketing de engajamento, atraindo pessoas com valores vigentes, e a mídia social é perfeita para esse tipo de ação!


Folha - Como as mídias sociais influenciam na mudança de conteúdo das mídias tradicionais?


Leonhard - O fato de estarmos conectados agora e de que nós podemos falar uns com os outros, compartilhar facilmente conteúdo (imagens, relatos, música, links), traz grandes mudanças para as indústrias de mídia em todo o mundo. Esta mudança é quase tão grande quanto a mudança que aconteceu com a invenção da mídia gravada, rádio ou TV. Consumidores conectados são inerentemente diferentes, mais fragmentados, menos fáceis de agradar, mais exigentes, mais obcecados com seu próprio controle, e têm muito mais poder. Mídias tradicionais devem perceber que este poder está se deslocando para os usuários --antes conhecidos como consumidores-- e qualquer um que se recuse a ver este novo paradigma será considerado inútil (veja o caso das grandes gravadoras). Dito isso, as mídias de massa vão continuar a ser importantes em conjunto com as mídias sociais --um alimenta o outro; mas os dias de "controle de audiência" estão acabados. Agora, é sobre confiança e compromisso; e sobre converter a atenção em receitas reais.


Folha - Como você enxerga a coexistência entre as mídias sociais e as mídias tradicionais no futuro?


Leonhard - Como TV e internet: convergência completa. A diferença está apenas nas nossas mentalidades:já não somos (apenas) diretores: nós somos conectores. O futuro pertence àqueles que podem se envolver, criar poderosas histórias cross-media [marketing em todas as plataformas, on-line ou não], e jogar com a audiência.


Folha - O que muda na publicidade e no marketing com as mídias sociais?


Leonhard - Tudo, na verdade. Alguns argumentariam que nós precisamos apenas de publicidade tradicional porque não havia internet, porque não estávamos conectados --e há um pouco de verdade nisso. Consumidores conectados são relutantes a interrupções e têm valores incompatíveis com isso, e vão ignorar tudo que seja desta natureza. É por isso que propagandas baseadas no CPM [custo por mil, forma de cálculo das mídias tradicionais] na internet nunca vão funcionar da mesma forma que nas propagandas de televisão. Joel Silva -20.ago.09/Folha Imagem Conexão e compartilhamento de conteúdo (imagens, relatos, música, links) traz grandes mudanças para as indústrias de mídiaA publicidade deve se tornar conteúdo, a fim de ser realmente ser bem-sucedida na internet. Por exemplo plicativos para telefones móveis, widgets, games, etc. Algumas vezes, chamo isso de ContVertising [neologismo que funde as palavras "conteúdo" e "publicidade", em inglês]. Esta mudança está acontecendo agora, guiada pela explosão da internet móvel, e pela mídia social e em tempo real, como Twitter e Google Buzz. A publicidade e o marketing estão sendo reinventados tanto quanto eu escrevo isso.


Folha - Desde a sua primeira obra, lançada em 2005, até então, quais foram as principais mudanças no consumo de informação (música, leitura, mídia) que você constatou? Quais as perspectivas para o futuro disso?


Leonhard - A maior mudança já não é realmente sobre informação --o que foi ótimo ter, há dez anos. Não se trata de música, livros e filmes gratuitos. Trata-se de mérito, qualidade, confiança e relevância. Não quero apenas da gratuidade ali, quero exatamente o que eu preciso, no momento exato. Pessoas estão dispostas a pagar dinheiro real por grandes experiências, por serviços fantásticos, a entidades confiáveis. É por isso que os condutores da indústria fonográfica estão guiando-a para os rochedos: eles ainda veem o mundo dos seus pontos de vista, e não a partir dos usuários ou dos artistas --eles se preocupam com a venda de cópias, não com as experiências.


Folha - Como você vê a questão dos direitos autorais na internet?


Leonhard - Os direitos autorais foram significativos para monetizar o conteúdo quando as palavras "direito" e "cópia" ainda eram oportunas. Agora, tudo o que fazemos on-line cria uma cópia. Por exemplo, [simplesmente] ouvir é baixar, a leitura é cópia, de fato; e nossos "direitos" como autores devem ser revistos para permitir que o ato de copiar ainda exista na lei, mas que haja restituição de forma não-compulsória quando todo usuário conectado puder apenas clicar, copiar e colar. O copyright era para dar certeza que autores e criadores fossem pagos, não para garantir que intermediários vendam discos de plástico, rastreassem downloads ou dispositivos. O que nós precisamos agora é adicionar é o direito de uso no copyright, a fim de construir monetização neste acesso. É fazer dinheiro do acesso, não de cópias. Para a música, nós precisamos de uma taxa coletiva, fixa e obrigatória (não imposto!) que faça a música na internet tão legal quanto a música no rádio. Para que fique claro, o copyright em si é um bom conceito --é preciso apenas adaptá-lo ao mundo atual em que vivemos, hoje!


Folha - Em 1º de julho de 2007, você publicou uma carta aberta à indústria fonográfica independente, citando MySpace, YouTube e Last.fm como modelos de sucesso à não-obediência aos direitos autorais. Hoje, o MySpace passa por problemas financeiros, o YouTube está se adequando às leis de direitos autorais e ao conteúdo profissional. O Last.fm cortou pessoas dos quadros e iniciou cobrança sobre conteúdos. Você ainda mantém a sua posição?


Leonhard - Bom ponto. O que todos os três têm provado é que você não pode inovar a indústria de música sem grandes esforços políticos, ou seja, se a estrutura de licenças, direitos autorais e permissão ficarem na mesma, você realmente não pode espalhar isso com consentimento. Sherwin Crasto -18.mai.09/Reuters "MySpace foi bem-sucedido porque eles começaram sem licença, sem permissão de gravadoras, e faziam o que usuários queriam" O MySpace foi bem-sucedido porque eles começaram sem licença, sem permissão de gravadoras, e apenas faziam o que os usuários queriam: compartilhamento gratuito, reunião social em torno da música. Evidentemente, esse caminho foi condenado quando eles foram adquiridos pela News Corp/Fox, isso não podia continuar, eles tiveram que se tornar "legítimos". O ponto é que, quando a única maneira de inovar significa que você tem que fazer algo ilegal (ou semilegal, como o Last.fm), então algo está errado com o sistema. O sistema de licenciamento da indústria da música tem que ser completamente revisado e redefinido, para se adaptar a uma economia digital. A música on-line precisa ser licenciada como o rádio, com licença rentável de compartilhamento, pública e simples, que permita legalidade às companhias desde o início. Penso que o Brasil seria o lugar perfeito para começar isso --dadas as recentes propostas de uma nova lei de direitos autorais no Brasil [Marco Civil da internet]. As receitas para os criadores serão, em qualquer caso, maiores do que nunca, a partir deste tipo de licença.


Folha - Nos últimos anos, surgiram vários casos de processos de grandes gravadoras contra pessoas que baixaram músicas. Como você enxerga essa situação?


Leonhard - Qualquer um que se proponha a desconectar pessoas porque elas estão compartilhando música on-line jamais vai ser votado novamente, e qualquer provedor de internet que implemente estas ideias vai achar que perderá usuários mais rapidamente do que a Kodak perdeu pessoas que compram rolos de filme analógico. Há muita conversa em torno do conceito 3 Strikes [lei francesa que corta a conexão de internautas por download ilegal] (em grande medida, para apaziguar os lobistas e seus conglomerados internacionais), mas a aplicação será uma "missão impossível": muito cara em termos de tecnologia, muito tediosa em termos das consequências sociais e culturais, e 100% inútil na geração de dinheiro para os criadores. O único benefício será para as empresas de advocacia, e claro, para os lobistas. A única solução consiste em uma licença pública, padronizada e coletiva para as pessoas que estão, com a música, na internet você não pode ter controle total e fazer dinheiro novo ao mesmo tempo!


Folha - Dentro desse contexto, as gravadoras podem competir com a pirataria?


Leonhard - Gravadoras não competem com o gratuito: elas competem com cópias gratuitas. Tudo é possível e será vendido --se eles tiverem mais uma maneira de vender mais do que a cópia, e estiverem dispostos a dar aos usuários o que eles querem: preço baixo, altamente merecido. Folha - Existe um modelo rentável para o mercado musical? Leonhard - Absolutamente. Os custos on-line podem ser drasticamente reduzidos (ou seja, produção, fabricação, distribuição e marketing), portanto, os preços podem ser muito reduzidos, mais consumidores podem se interessar, e muito mais produtos e serviços podem ser os mais vendidos!
Postado por Carlos Guimaraes de Matos Jr. às 22:02

fonte Folhaonline.

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