sexta-feira, 21 de julho de 2017

A importância do planejamento para as eleições de 2018



Quem disputou uma campanha política em 2016 descobriu que não somente as regras do jogo mudaram, mas também que os patrocinadores sumiram e que o público não quer ver mais os mesmos jogadores, nem as mesmas táticas em campo.

Figuras conhecidas ficaram de fora e estreantes conquistaram espaço em um ano eleitoral marcado por um processo de impeachment, Olimpíadas e operações contra corrupção envolvendo políticos de diversos partidos.

O político que hoje pensa no cenário do próximo ano sabe que não terá vida fácil, principalmente por três motivos: a descrença dos eleitores na boa fé dos candidatos, as pautas negativas que devem ser exploradas no Congresso e a falta de recursos nos estados e municípios.

As instituições partidárias poderiam ajudar caso voltassem a preparar militantes, porém até os recursos que antes destinavam-se às fundações ¾ responsáveis pela parte de formação política e ideológica dos partidos ¾, com as últimas mudanças na legislação, estão voltando para usos eleitorais.

O caminho para a eleição de 2018 passa então pela profissionalização da comunicação política. Chegamos ao fim do “quando chegar a hora contratamos o marqueteiro famoso, compramos alianças e botamos o povo na rua com bandeiras e camisetas coloridas”. Isso não é comunicação política, mas sim o estudante que deixa para estudar no dia da prova, fica apavorado e só vê a opção de comprar um gabarito ou colar do vizinho.



Esse é um dos motivos pelo qual o planejamento de uma campanha brasileira nunca foi levado a sério. Os marqueteiros e candidatos acostumaram-se a trabalhar 90 dias, repetindo frases de efeito, mostrando pessoas elogiando o candidato, demonstrando propostas que no dia seguinte da posse ninguém sabe como serão colocadas em prática.

Na maioria das campanhas políticas que vi, a comunicação era decidida, se muito, com 10 dias de antecedência. Me lembro de situações em que o programa eleitoral era gravado para ser exibido no mesmo dia. Quase que de forma reativa aos demais candidatos.

Não havia necessidade de planejamento, pois o dinheiro falava mais alto. Dinheiro comprava apoio nas ruas, comprava candidatos para apoio, comprava placas e folhetos para distribuir, comprava o aluguel de carros de som e qualquer outra ferramenta para uma prática: a repetição de mensagem.
A realidade digital de 2018

Segundo Goebbels, ministro da propaganda de Hitler, uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade. Mas Goebbels vivia em uma época em que a comunicação e os meios de disseminação poderiam ser controlados por quem estava no poder.

A repetição de mensagem não cabe mais na sociedade contemporânea. O poder dos meios de comunicação foi segmentado.

As redes sociais fazem com que mentiras, que muitas vezes desmentem umas às outras, sejam repercutidas ao mesmo tempo, com a mesma intensidade. O Google mostra aos seus usuários aquilo que o tempo os fez esquecer e faz isso de forma simples, com uma lista de resultados gerada pela pesquisa de um nome ou um assunto.

Como os elementos das campanhas eleitorais antigas já não mais existem, o objetivo de qualquer candidato em 2018 ¾ ou até mesmo 2020 ¾ deveria estar focado em estabelecer um meio de comunicação permanente com seu público.

Os políticos sabem que precisam se manter em evidência, mas muitos ainda não compreenderam que não adianta mais ser dono de uma rádio ou de um canal de televisão para garantir sua eleição. A popularização dos smartphones e a queda no preço da banda larga fez com que a atenção do público se dividisse.

É muito comum que alguém assista à televisão enquanto olha suas redes sociais, responde e-mail, assiste a outro vídeo no Youtube e ainda lê um blog, tudo quase ao mesmo tempo em que conversa com amigos no WhatsApp.

Para fazer uma comunicação eficaz diante de tantas “distrações” e para públicos com interesses distintos, é preciso ter um planejamento de longo prazo. Um documento que organiza o trabalho pelos próximos meses.

Para obter bons resultados nas redes sociais e na internet é preciso estabelecer primeiro os públicos, as estratégias, a composição dos conteúdos e as etapas da comunicação ao longo da linha do tempo. Depois é que se pensa em canais e formas de fazer a comunicação funcionar.

A maioria dos candidatos prende-se à interagir de forma equivocada em redes sociais, sem nenhum foco, nem estratégia de comunicação. Acredita que está no caminho certo quando publica uma foto da família, de um cachorrinho ou uma frase motivacional em busca de likes ou fãs.

Assim como no futebol, o que vale são os gols, a métrica principal de qualquer campanha eleitoral é o voto. E agora o eleitor cada vez mais, entende que ele tem valor, prova disso é o número de abstenções, brancos e nulos. Cada vez mais o eleitor prefere não manifestar seu voto do que entregá-lo ao candidato “menos pior”.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Eleições 2018 : A resposta é participação-mobilização e redes sociais



Uma das perguntas mais recorrentes em minhas palestras é como e se o novo prevalecerá nas eleições de 2018. A pergunta parte do pressuposto de que existe um notável sentimento antipolítico na sociedade e que, a partir dessa constatação, seria mais do que natural uma grande renovação do sistema político.

No entanto, existem condições muito duras para que o novo prevaleça. A primeira barreira para a disseminação do novo, que chamarei de novos entrantes, são as regras atuais. O marco regulatório das eleições estabelece regras para a distribuição de fundos partidários e para o uso de tempo de televisão. Ambas são críticas para a campanha eleitoral e estabelecem uma situação de privilégio para as estruturas partidárias tradicionais.

Grandes partidos ganham mais verbas, mais tempo de televisão e, na maioria das vezes, mais prefeituras. Ora, numa competição em que haverá escassez de recursos – pela ausência de financiamento empresarial e pela debilidade das doações individuais – o maior financiador da campanha será o Fundo Partidário.

Sabendo disso, o relator da minirreforma política na Câmara, deputado Vicente Cândido, está prevendo uma verba de R$ 3 bilhões para os partidos. Ainda que tamanha indecência não seja aprovada, grandes partidos continuarão a ser fortes financiadores da campanha eleitoral.

Apenas no primeiro trimestre deste ano o PT recebeu mais de R$ 23 milhões do fundo. Já legendas como o Partido Novo, que não tem nenhum deputado federal, recebeu pouco mais de R$ 300 mil. Ou seja, o sistema privilegia quem está no poder.

Outro fator crítico é a máquina pública. Somente o PMDB tem mais de mil prefeitos eleitos no Brasil. O PSDB tem pouco mais de 700. Entre os novos partidos, somente o PSD tem desempenho importante: 539 prefeituras.

Existem duas saídas para os novos entrantes: aliar-se às estruturas tradicionais ou buscar caminhos completamente inovadores. A fórmula novo-antigo foi testada com sucesso em São Paulo com João Doria. Com um discurso novo, uma campanha inovadora e uma estrutura partidária tradicional e poderosa venceu com certa facilidade. No Rio de Janeiro, a dupla finalista na disputa pela capital apresentou comportamento semelhante. Marcelo Crivella e Marcelo Freixo disputaram apresentando-se como o novo, ainda que os dois não representem nada de novo em termos políticos.

Faltando pouco mais de um ano para as eleições gerais, o sentimento antipolítico não se organizou para se expressar de forma competitiva. As especulações abrangem poucos nomes que poderiam aglutinar a sociedade em torno de um projeto político alternativo. Fala-se de Joaquim Barbosa, Luciano Huck e até mesmo de Sergio Moro. Porém como torná-los competitivos?

A resposta está no trinômio participação-mobilização-redes sociais. Os críticos do sistema político devem transformar sua crítica em participação e a participação em mobilização. Sem uma tomada de posição o sistema continuará mais ou menos como está – mudando pouco para não ter de mudar muito.

Pesquisa recente do Ibope aponta que pela primeira vez eleitores consideram a internet o maior influenciador para eleger um presidente da República. Ainda que o resultado seja apertado em relação à televisão, as mídias virtuais estão em ascensão, conforme pondera José Roberto Toledo (Estado, 12/6). Destaca-se, ainda, o fato de a internet ser fundamental para os eleitores jovens.

Dados do Facebook indicam que 45% da população brasileira acessa a rede social mensalmente. Seriam mais de 92 milhões de brasileiros acessando regularmente as redes. O Instagram tinha 35 milhões de usuários no Brasil em 2016. E o aplicativo de mensagens Whats-App já é utilizado por mais de 120 milhões de brasileiros!

Nos Estados Unidos, na eleição de Donald Trump, segundo seus estrategistas, a vitória se confirmou com a opção de privilegiar as redes sociais, em detrimento da mídia tradicional. Na França, Emmanuel Macron abandonou um partido tradicional, organizou um movimento e usou as redes para alavancar a campanha.

Considerando que as redes sociais assumem papel preponderante na formação da opinião política, pela primeira vez na História do Brasil poderemos ter eleições nas quais as estruturas tradicionais podem não ser decisivas para o resultado final. Em especial se um novo entrante chegar ao segundo turno, em que o tempo de televisão destinado à propaganda eleitoral gratuita é igual para os dois concorrentes.

Poderemos ter um fenômeno Macron no Brasil? Sim e não. Para responder afirmativamente à questão volto às duas peças iniciais do trinômio que propus. Sem participação e mobilização nada de novo acontecerá. A indignação com a política será estéril. Ficará nas intenções vagas de sempre. Porém, se a sociedade civil se mobilizar em torno de um projeto que seja aglutinador e expresse uma nova forma de fazer política, tudo pode mudar. E o caminho para alavancar uma candidatura que não esteja alinhada com o antigo será as redes sociais.

A conjunção de fragilidade financeira das campanhas – sem as doações empresariais – com desmoralização do mundo político e a emergência das redes sociais pode proporcionar uma surpresa eleitoral que ainda não tem cara nem nome. No entanto, justamente por não ter nome é que o tradicional pode prevalecer. Outro fator importante é que a indignação com a política ainda não se traduziu em participação e mobilização. O tempo está passando. Nem a política tradicional dá sinais de querer renovar-se nem os novos entrantes ainda dão sinais de querer, efetivamente, participar.


Murillo de Aragão, jornalista, advogado e cientista político
http://www.dm.com.br/opiniao/2017/07/a-renovacao-politica-em-2018.html

quarta-feira, 28 de junho de 2017

A importância do monitoramento das redes sociais nas eleições 2018








Qual a importância do monitoramento das redes sociais nas eleições 2018




Você sabe qual a importância do monitoramento das redes sociais nas eleições de 2018 e como essa etapa fundamental do marketing político nas mídias sociais pode influenciar o resultado de uma campanha?



Todos nós sabemos que as redes sociais se tornaram uma ferramenta fundamental para a conquista do eleitorado, tornando esse segmento do marketing digital tenha cada vez mais destaque nas campanhas eleitorais, inclusive nas eleições majoritárias como as que irão se realizar em 2018.

Reticentes em um primeiro momento, os políticos já sabem que inevitavelmente terão que estruturar uma parte de suas campanhas em canais nas mídias sociais, caso desejem realmente conversas com o eleitorado.

Mas você sabe realmente qual a importância do monitoramento das mídias sociais nas eleições de 2018, principalmente durante o período eleitoral?

Por quê monitorar as redes sociais em 2018?

O monitoramento de redes sociais é um termômetro do que as pessoas estão falando sobre determinado candidato ou assunto e traz informações de um jeito muito mais rápido que as pesquisas eleitorais tradicionais.

As opiniões expressas no ambiente online são mais espontâneas do que as opiniões ofertadas a um pesquisador de prancheta, no formato tradicional das pesquisas de opinião pública.

É importante destacar o fato de que todo o trabalho é feito a partir de dados que estão disponíveis na internet, ou seja, de manifestações que as pessoas produzem independentemente de estímulo ou direcionamento.


Além disso, as pesquisas nas redes sociais são mais baratas e mais rápidas que as pesquisas eleitorais tradicionais.

No caso de campanhas políticas, que geralmente duram curtos períodos de tempo e em que os dados de institutos de pesquisas são escassos, o monitoramento de redes sociais pode surgir como um apoio na busca por informações estratégicas

Tais informações podem ajudar desde a criação do conteúdo da campanha de TV até o mapeamento efetivo de uma crise, antes mesmo de ela atingir seu ápice.





Aprendendo a estruturar um monitoramento

As equipes de monitoramento político têm à disposição uma quantidade de informação jamais vista sobre os possíveis eleitores de cada candidato e podem usá-las para saber opiniões, atitudes, expectativas e muito mais.

O desafio é encontrar um modelo para usar da melhor forma essa quantidade de informação disponível.

Monte a equipe responsável pelo monitoramento

O analista de redes sociais focado em monitoramento deve ter algumas características básicas, como curiosidade acima da média, alta capacidade de contextualizar os fatos, como por exemplo, pegar uma menção e conseguir fazer cruzamentos, senso crítico e habilidade de explicar o que mostram os gráficos de seus relatórios.

Mas a principal característica é que o analista tenha o papel de um “funil”, ou seja, que possa ler centenas de menções e consiga compilar essas informações de um jeito relevante para o cliente.

Numa campanha política, características como agilidade, dinamismo e noções sobre o cenário político brasileiro, o conhecimento de quem é quem, partidos, leis e etc, são diferenciais a serem levados em consideração

Uma boa dica para montar uma equipe de monitoramento de redes sociais voltada para o marketing político é escolher pessoas que gostem de política, que saibam interpretar bem um texto e que são realmente apaixonadas pelo assunto.

Escolha a ferramenta de monitoramento

Uma das primeiras etapas desse desafio envolve a escolha de uma plataforma de monitoramento de redes sociais que seja capaz de que seja capaz de capturar os dados das de maneira rápida e precisa.

Esse tipo de ferramenta ajuda a centralizar o trabalho nas redes sociais em um só espaço e também na automatização do trabalho, com classificações e relatórios automáticos.

O que uma ferramenta de monitoramento deve entregar?

Realizar buscas a partir de critérios claros

Armazenar de maneira ordenada e acessível os itens coletados

Classificar automaticamente itens a partir de regras estabelecidas previamente

Permitir a categorização dos itens por sentimento de forma automática

Oferecer gráficos automáticos que vão ajudar nos relatórios produzidos

Estruture fluxos

Chegou uma informação importante. Para quem ela vai? Numa campanha política, cada uma das áreas envolvidas possui interesses próprios e necessita de informações distintas.

Por isso, um monitoramento das redes sociais com fins eleitorais deve contemplar todas essas demandas.

Isso deve ser levado em conta não só no momento do cadastramento das buscas, por meio da escolha de palavras-chave relacionadas a cada tipo de informação, como também no momento da definição do plano de classificação dos dados.

Ao compreender qual a importância do monitoramento das redes sociais nas eleições 2018 a equipe responsável por essa etapa do processo, poderá se estruturar e preparar profissionalmente para executar suas funções. Mantenha-se atualizado assinando a nossa Newsletter.



Por Thayane Veiga no blog do Sprinklr Brasil

http://www.eleitoronline.com.br/importancia-do-monitoramento-das-redes-sociais-nas-eleicoes-2018/

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Ibope: Redes sociais lideram influência sobre o voto do eleitor para 2018


IBOPE: REDES SOCIAIS LIDERAM INFLUÊNCIA SOBRE VOTO DO ELEITOR PARA 2018

Pesquisa do Ibope divulgada nesta segunda-feira, 12, pelo jornalista José Roberto de Toledo mostra que para 56% dos brasileiros aptos a votar, as mídias sociais terão algum grau de influência na escolha de seu candidato presidencial na próxima eleição; para 36%, as redes terão muita influência; "Quem pensa comunicação política tem de deixar de ter como prioridade o roliudiano dos marqueteiros e refletir sobre o que a internet pede: produção de conteúdo – tarefa dos blogs -, sua disseminação (Facebook e outras redes) e fixação de conceitos. Internet é uma batalha sem tréguas, onde perder um dia pode ser perder o bonde", diz o jornalista Fernando Brito, do Tijolaço

Por Fernando Brito, do Tijolaço - José Roberto de Toledo, no Estadão, traz dados sobre uma pesquisa do Ibope sobre a influência das diversas mídias na formação da decisão de voto nas eleições de 2018.

Que confirmam a percepção que a grande maioria das pessoas mais bem informadas já percebeu: a internet e as redes sociais serão o meio privilegiado de convencimento do eleitor.

Elas superam, pela primeira vez em pesquisas deste tipo, a mídia convencional – embora a mídia convencional também esteja presente nas redes.

Não é um fenômeno brasileiro, embora aqui tenha outros significados, por conta do oligopólio da imprensa tradicional.

Há dois dias, a Folha publicou interessante reportagem sobre o site The Canary, de esquerda, que jogou um papel importantíssimo nas eleições britânicas.

“O projeto bateu asas, decolou e é hoje um veículo consolidado no Reino Unido, com 13 milhões de acessos únicos em maio passado.(…)Pesquisa encomendada pelo jornal “The Guardian” mostrou que as notícias relacionadas à votação mais compartilhadas no Facebook vieram desses sites, e não dos diários de jornalismo profissional.”

Aqui, a esquerda “apanha” feio nas redes diante dos sites de direita ou extrema direita. Não apenas porque, não raro, estes contam com financiamento quanto, sobretudo, porque a concisão que a mensagem moralista e destrutiva permite é amplamente vantajosa diante da argumentação racional com que se tenta combatê-la.

Ainda assim, há espaço e até blogs sem qualquer estrutura profissional, tocados apenas por uma pessoa têm números que não envergonham diante do que a Folha chamou de “fenômeno” inglês. Este modestíssimo blog, que está longe de ser dos mais expressivos, teve, no mesmo mês de maio, 3,6 milhões de acessos únicos e sete milhões, no total de visitas.

A conversa pra boi dormir de que os blogs progressistas só existiam por conta da publicidade dos governos petistas não resiste à prova de que, sem eles e com a completa discriminação publicitária do atual (e das agências de publicidade, nenhuma delas querendo meter-se com quem a grande imprensa chama de “sujos”) eles sobrevivem com as plataformas internacionais de mídia, que pagam (mal) pelos acessos e cliques.

O The Canary mostra que é possível: “A maior diferença é que nós não somos financiados por milionários”, diz [Kerry-Anne] Mendoza [integrante do site] à Folha. O The Canary se sustenta com anúncios e o apoio de leitores, que podem doar R$ 16 mensais.”

Há outra lição que os números do Ibope trazidos por Toledo nos dá. A natureza das redes é plebiscitária – polegar para cima ou para baixo – e, frequentemente passional, o que não quer dizer o mesmo que descambar para a selvageria.

Quem pensa comunicação política tem de deixar de ter como prioridade o roliudiano dos marqueteiros e refletir sobre o que a internet pede: produção de conteúdo – tarefa dos blogs -, sua disseminação (Facebook e outras redes) e fixação de conceitos.

Longos textos e longos vídeos estão longe de bastar.

Idem os “sites de campanha”.

É claro que a vida real – embora a vida real esteja cada vez mais virtual – é o cenário da disputa pelo voto, mas o mundo das redes também passou a ser um ambiente onde as pessoas, especialmente as mais jovens, estão cada vez mais tempo imersas.

Internet é uma batalha sem tréguas, onde perder um dia pode ser perder o bonde.

https://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/300836/Ibope-redes-sociais-lideram-influ%C3%AAncia-sobre-voto-do-eleitor-para-2018.htm

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Business Intelligence: A informação a favor dos negócios








Business Intelligence: a informação a favor dos negócios
Por Lisia Minelli

Como a coleta e a análise de dados esta ajudando empresas e destinos a desenhar ações mais efetivas ao seu público de interesse

O mundo esta vivendo uma transformação digital. E não é de hoje. Há tempos a tecnologia resultou em um aumento significativo da quantidade de dados e informação disponíveis. Computação em nuvem, Internet das Coisas (IoT), mobilidade e mídias sociais sobre um ambiente de Big Data, tudo isso ajudou a gerar um verdadeiro cemitério de dados. Além de soluções tecnológicas implementadas com um volume de dados processados operando em tempo real.

O que isso quer dizer? Que hoje há muitas informações que não interagem entre si. Que não servem de nada e que não dão condições para uma análise do negócio e tomada de decisão. As pessoas tomam suas decisões baseadas em experiências e sentimentos. Saber interpretar esses dados de maneira inteligente, identificar padrões, cenários e tendências, é essencial para se criar estratégias. Mas então, o que falta para usarmos essa enorme massa de informações em favor do negócio?


“Dados são hoje o tesouro dos negócios.”

Para gerente de Comunicação e Pesquisa de Mercado da São Paulo Turismo (SPTuris) e responsável pelo Observatório do Turismo da cidade, Lilian Natal, dados são hoje o tesouro dos negócios. “Eles norteiam as decisões e apontam a direção correta. Há diversos tipos de dados e formas de captá-los. Cada like dado em uma rede social ou um clique em seu site é uma informação importante sobre o seu consumidor e ela diz muito sobre o que ele aprecia e procura”, observa.

Já Eduardo Pugliesi, diretor de Inovação e de Business Intelligence da Sonda, companhia latino-americana de soluções e serviços de tecnologia, afirma que a primeira etapa é entender que ser digital não significa digitalizar processos ou apenas posicionar a empresa no meio online. “Sairá na frente quem souber criar uma nova plataforma digital que esteja alinhada à estratégia de negócio da empresa, extraindo assim valor das informações para transformá-las em ideias que vão impactar na melhoria do negócio”, ressalta.


“As pessoas tomam suas decisões baseadas em experiências e sentimentos. Saber interpretar esses dados de maneira inteligente, identificar padrões, cenários e tendências é essencial para se criar estratégias.”

Tendo vencido esta etapa, é necessário ter um propósito, ou seja, traçar uma estratégia para guiar a captação da informação. E numa terceira etapa, entram as plataformas analíticas, que é o ambiente que viabiliza o acesso ao Big Data e permite a análise, em tempo real, dos dados que vão promover a inteligência de um determinado processo.

O que se pode afirmar então é que uso do Big Data não é a coleta de informações para analisá-las e difundi-las em rede social. O foco é justamente o contrário: cria-se um objetivo, lança-se uma campanha e, a partir daí, é que se inicia a coleta de informações que envolvem o comportamento e a percepção do impacto gerado nos canais, permitindo aproveitar ao máximo os dados para a tomada de decisão. “A massa de dados, quando bem utilizada, permite inúmeras ações, como a retenção e fidelização de clientes por meio de ofertas e produtos de acordo com o perfil, medida que consequentemente muda a forma até mesmo da concorrência atuar”, explica o diretor da Sonda.


“As informações permitem um maior conhecimento a respeito do perfil dos clientes. Desta forma, a empresa pode criar estratégias para aumentar as vendas, diminuir despesas e outros objetivos”

Esta afirmação foi feita por Lilian Natal. Segundo a executiva, os dados estão disponíveis em grandes quantidades e em todos os lugares. “Do momento em que a gente acorda até o momento em que vamos dormir, estamos conectados, mandando informações sobre nossos hábitos e preferências através da internet, smartphones e redes sociais”, lembra.

Entretanto, segundo uma pesquisa da Bain & Company, apenas 4% das empresas analisam os dados a fim de criar soluções. “São estas poucas companhias que figuram entre as mais importantes do mundo. Empresas que realizam coleta e análise de dados são as que mais se destacam. Elas estão três vezes mais propensas a tomar decisões planejadas, realizam decisões cinco vezes mais rapidamente, e são duas vezes mais propensas a ficar no topo da lista entre as melhores do mundo”, afirma Lilian.

Entre as aplicabilidades dos dados, Lilian elenca que é possível conhecer o público real e potencial, definir planejamentos, medir eficiência de ações, identificar e evitar erros, ajustar investimentos, obter maior economia e rentabilidade, inovar, criar produtos, conquistar vantagem competitiva e tomar decisões mais assertivas. Mas como começar?

Primeiro é preciso identificar uma pergunta. Qual o problema que é necessário ser resolvido? A partir disto, os executivos indicam o uso de ferramentas que ajudam a interpretar as informações. “É importante estar alerta às redes sociais, feedbacks, utilizar o Google Analytics e outros programas para coletar os dados. Outra dica é oferecer benefícios, como brindes e descontos para incentivar os clientes a preencher cadastros sobre preferências e necessidades”.

E NO TURISMO?

No caso do Grupo Flytour, o diretor Executivo de Produtos do Grupo, Ubiratan da Motta, contou que vale a pena fazer ou encomendar pesquisas quando se tem a necessidade de entender fatores externos que impactam determinados mercados. “É útil, por exemplo, quando estamos buscando contratos de longa parceria ou estratégicos, com players de mercados específicos. Precisamos então entender a atuação e relevância desses players em seus respectivos mercados para nossas análises de risco e oportunidades”, considera.

A executiva da SPTuris corrobora a importância das pesquisas específicas. “Ainda que seu negócio seja de pequeno porte, é imprescindível pesquisar para entender onde se está e para onde quer ir. Existem vários tipos de pesquisa: quantitativa, qualitativa, focus group, big data ou simplesmente análise de dados primários e secundários, monitoramento de redes sociais, pesquisas de campo, questionários online, entre várias outras. E muitas dessas maneiras podem ser gratuitas”, lembra.

DESTINOS

Quando se trata de destinos, Aruba saiu na frente coletando dados dos cartões de imigração dos passageiros para reunir informações de interesse para traçar estratégias de público. Segundo Carlos Barbosa, diretor do Aruba Tourism Authority no Brasil, o sistema de imigração da ilha é eletrônico, ou seja, os visitantes inserem seus dados online antes mesmo de chegarem ao destino. “Todo esse preenchimento antecipado facilita obter o que precisamos para montar um banco que pode ser usado para criar ações direcionadas no futuro”, explica.

Além disso, o destino cruza as informações dos cartões de imigração com pesquisas feitas com os visitantes onde se coleta dados técnicos (idade, país, motivo viagem, etc) com a percepção que este turista teve da ilha durante sua estadia. “Cruzando essas informações conseguimos construir uma melhor comunicação”, diz Carlos Barbosa.

Outro destino que também esta apostando na inteligência das informações para criar ações efetivas é o Espírito Santo, que recentemente fechou uma parceria com a operadora Vivo. O acordo fornecerá informações de movimentação, permanência e localização dos visitantes e moradores do Estado. A ideia é cruzar as informações de telefonia para identificar de onde são os visitantes, quanto tempo ficam no destino, quais os pontos turísticos e regiões que visitam e onde pernoitam.

Esses dados complementarão a pesquisa presencial que a Secretaria realiza com os visitantes, onde se identifica o perfil dos turistas, o motivo da viagem, se viajam sozinho, com amigos ou família e outras informações. Após o resultado, o órgão utilizará a pesquisa para ativações em mídias sociais e outras plataformas a fim de atingir públicos direcionados. O foco será em países vizinhos, como Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile.

COMO IDENTIFICAR OS DADOS

Todos os tipos de dados são importantes e cada um traz uma contribuição diferente para o negócio. Mas em qualquer processo de pesquisa, o mais importante é entender o que você deseja saber, ou seja, que dúvida busca desvendar ou qual é seu objetivo. É a partir daí que se desenvolverá o planejamento da pesquisa.

No caso específico de perfil de cliente, Lilian diz que há duas formas e rápidas: monitoramento de redes sociais e questionários online para um mailing qualificado. Outra técnica é escolher uma amostra e fazer entrevistas em profundidade. Uma dica para traçar perfil de clientes é fazer perguntas não apenas ligadas ao seu produto, mas também ao tipo de segmentação que você deseja fazer – geográfica, demográfica, psicográfica, cultural e social.

Para o diretor da Flytour, identificar o perfil de cada cliente é fator importante que contribui para maximizar a relação entre eles e do potencial de receita para ambos os lados. “Para isso, coletamos dados de diversas maneiras. Em tempo real para entender a eficiência da usabilidade de nossas ferramentas de front e também para analisarmos taxas de conversão e crosselling de alguns produtos no momento da compra. Também coletamos dados de nossos back offices após a venda para formar uma base que nos ajuda a estudar os volumes de venda por fornecedor e diversos itens que são essências em momentos de negociação”, conta.

BENEFÍCIOS

Segundo Ubiratan da Motta, da Flytour, a redução de despesas se dá pelo aprimoramento dos processos operacionais. Analisar, por exemplo, usabilidade das ferramentas pode indicar melhorias na navegação que eliminam outras tarefas feitas manualmente em processos offline. “A melhoria das vendas se dá também pela usabilidade, pois os clientes passam a achar o conteúdo correto de forma clara, objetiva e rápida e também ajudam nas negociações com fornecedores, para que possamos ter sempre à disposição de nossos clientes os melhores produtos nas melhores condições”, explica.

Veja o exemplo citado por Lilian Natal: Imagine que você está oferecendo um pacote de viagem para Nova York pelo jornal local. No entanto, percebe que o anúncio não está dando resultados. Então resolve fazer uma pesquisa e finalmente descobre que as pessoas que estão buscando viagens para Nova York não leem jornal, mas sim procuram pela internet. Ou seja, houve um desperdício de tempo e recursos. Se a pesquisa tivesse sido desenvolvida antes, a ação teria sido muito mais efetiva. É isso o que a pesquisa a análise de dados faz: torna seu negócio mais eficiente e no caminho certo.

Para Lilian Natal, quem ainda não utiliza a análise de dados para a inteligência de negócios, uma boa dica é começar pelas informações de suas próprias redes sociais, nas quais é possível obter boas informações, como o tipo de post que mais agrada, quais posts mais se converteram em vendas e quais são os clientes mais assíduos dos produtos de sua marca ou empresa. Outra dica é avaliar as métricas do seu site com o Google Analytics, ferramenta gratuita na qual é possível analisar o tráfego de sua página, saber de onde vem seus usuários e o que eles mais procuram.

“Muitos acham que fazer pesquisa é algo caro, demorado e que dá pouco retorno. É exatamente o oposto. O mais importante é começar, ainda que pequeno, e já aplicar as primeiras descobertas em melhorias do seu negócio. Os ótimos resultados farão com que o processo de análise de dados e pesquisas naturalmente se desenvolva e seu negócio cresça cada vez mais”, adverte a executiva da SPTuris.

ESTRATÉGIA



No caso de Aruba, para ações voltadas ao público final (consumidor) as informações são associadas às redes sociais, identificando o perfil do turista e direcionando a comunicação. No caso do Mice, Aruba conta com o mesmo processo de coleta de dados, mas direcionado, buscando o perfil da empresa e o segmento de atuação, e junto com as agências de Relações Públicas, Advertise e Digital desenham o caminho a se seguir.

Em outras palavras, para o Big Data decolar falta a percepção de que a função da tecnologia é fornecer às empresas a extração do real valor da informação para o negócio, estabelecendo uma nova camada de relacionamento com o cliente. A informação por si só não fornece inteligência de negócios. É preciso acessá-la de acordo com um plano previamente estabelecido. Só assim os usuários poderão tirar o máximo de proveito dos dados, alcançando um diferencial competitivo.

http://www.mercadoeeventos.com.br/noticias/servicos/business-intelligence-a-informacao-a-favor-dos-negocios/

Deep Web... como acessar?



Embora a internet já nos pareça insondável, talvez você não saiba que há uma gaveta oculta, uma área não descoberta, que alguns dizem é até 500 vezes superior à rede das redes. 

Estamos falando da "deep web" ou internet profunda, essa zona fora de controle à qual apenas uma pequena parte dos usuários tem acesso, porque fica fora do uso habitual da rede. 

Trata-se de uma parte da internet cuja característica principal é que não existe um rastreamento pelos motores de busca (o Google e outras ferramentas de pesquisa mal cobrem uma mínima dela) e, claro, o anonimato é rei: o usuário é um número a mais, a não ser que queira se identificar voluntariamente.

A ‘deep web’ tem sido vinculada com atividades criminosas e conteúdo proibido, embora, na verdade, não seja assim

A "deep web" tem sido vinculada com atividades criminosas e conteúdo proibido, embora, na verdade, não tenha de ser assim: as páginas existentes nesta web simplesmente desviam os bots rastreadores dos principais motores de busca e ficam em uma espécie de limbo que só é acessível usando outros motores de busca. 

Mas é verdade que este anonimato e falta de controle têm alimentado a internet profunda de todos os tipos de conteúdo ilegal e criminoso, que são os que lhe deram verdadeira fama. É um lugar oculto e imenso, mas como é possível acessá-lo?

A primeira coisa a fazer é instalar um navegador compatível: o principal conteúdo desta rede anônima está sob o domínio “.onion”, que não pode ser acessado pelos navegadores convencionais. 

Apesar de existirem várias maneiras de acessar a internet profunda, a mais simples é instalar o navegador TOR, sigla em inglês para The Onion Router, que se refere ao tipo de rede nas conhecidas “redes de cebola”, que protegem o anonimato do usuário. 

Com o TOR instalado no computador, não é preciso fazer mais nada e já se tem acesso a esse mundo paralelo.


Uma vez dentro dessa rede fora de controle, o próximo desafio é saber como encontrar o conteúdo e, por isso, a melhor solução é acessar o The Hidden Wiki, um diretório que mostra uma infinidade de links organizados por categorias.

 Em questão de minutos, o usuário estará mergulhando em vários sites fora de controle, uma rede paralela, sem filtros, na qual se pode encontrar absolutamente tudo.

O passeio pela "deep web", além de ser obscuro em todos os sentidos do termo, é lento, lentíssimo até a exasperação, e é assim por uma razão. 

A conexão é anônima e, para que isso seja assim, a informação viaja de nó em nó aleatoriamente nos mencionados nós de cebola.

http://brasil.elpais.com/brasil/2017/01/03/tecnologia/1483438810_913917.html

quinta-feira, 4 de maio de 2017

O "Marketing de Guerrilha" junto às grandes empresas



O ser humano sempre viu na necessidade de se reinventar oportunidades para inovar e encontrar soluções criativas.

Na hora de divulgar —  seja produtos, serviços ou mesmo ideias de utilidade pública — isso não é diferente.

Na verdade, podemos dizer que o marketing, nas suas muitas formas, oferece o espaço perfeito para essa inovação.

Uma delas, chamada marketing de guerrilha, vem ganhando espaço pelo alto impacto que causa, mesmo sem gastar muito. Parece bom, não é?

Veja tudo que você precisa saber sobre o marketing de guerrilha!

O que é marketing de guerrilha?

O termo marketing de guerrilha faz jus ao nome que leva, já que é mais direto e, por vezes, até mais agressivo que outras formas conhecidas de divulgação.

Aliás, não é difícil entender o porquê: basta ver a origem do nome, que foi criado pelo publicitário americano Jay Conrad Levinson no final dos anos 70, inspirado pela guerra do Vietnã.

Mesmo com um poder de fogo bem menor, os vietnamitas conseguiram passar por cima das limitações usando táticas de guerrilha e superaram seus adversários.

Trazendo esse conceito para o mundo do marketing, a ideia é aumentar bastante o impacto da ação sobre o público com um investimento baixo.

Por que vale a pena investir no marketing de guerrilha?

Faz todo o sentido saber que essa forma de marketing vem crescendo mais e mais a cada dia, já que a promessa é fazer mais com menos.

Mas, indo um pouco além, o que faz com que os resultados sejam tão expressivos assim? Entender isso vai ser a chave para saber como criar ações de sucesso.

Se formos comparar o modelo do marketing de guerrilha com o marketing tradicional, nem sempre vamos encontrar grande diferença em termos técnicos.

Afinal, ambos contam com anúncios que tentam atrair a atenção das pessoas para um produto, serviço ou ideia. O diferencial está mesmo na abordagem.

Hoje em dia, todos nós somos bombardeados com um volume gigantesco de informações, tarefas urgentes e prazos apertados.

Sendo assim, é natural ficarmos mais seletivos quanto ao que merece nosso tempo e atenção, não concorda?

Por isso, os anúncios convencionais se tornaram uma distração facilmente descartável. Ninguém quer ser incomodado por propagandas inconvenientes.

O marketing de guerrilha, por outro lado, é feito para ser tão chamativo que se torne impossível de ignorar, criando acima de tudo uma impressão duradoura na mente dos clientes.

Mais ainda, o foco está em provocar uma reação no consumidor, talvez por fazê-lo reavaliar suas prioridades e hábitos pessoais, métodos de trabalho ou mesmo por “cutucar” um concorrente de modo direto.

7 dicas para um marketing de guerrilha eficiente

É importante frisar um detalhe sobre o marketing de guerrilha: ao mesmo tempo em que ele é impactante, esse impacto pode ser tanto bom como ruim.

Daí vem a necessidade de tomar alguns cuidados para que a ação não tenha um efeito contrário ao que você espera e gere reação negativa do público.

Que tal ver algumas dicas sobre o assunto? Separamos 7 delas para te ajudar:

Conheça muito bem seus clientes

O primeiro passo para acertar nas ações de guerrilha é conhecer em detalhes as pessoas que serão impactadas por elas.

Isso inclui tanto seus clientes atuais quanto os que têm potencial de ser. Por isso, é importante que você leve em conta as personas do seu negócio nesse momento.

Tomar esse cuidado é a melhor forma de evitar que uma campanha incrível acabe se tornando um fracasso por não se encaixar nos valores e interesses do público.

Não fuja das suas origens

O marketing de guerrilha não precisa seguir uma única fórmula. Na verdade, para ter sucesso com ele, isso é tudo que você não deve buscar.

Enquanto algumas campanhas conseguem ser muito engraçadas, outras miram diretamente para a provocação e o desafio. Ainda outras tratam de assuntos muito sérios.

Como uma única fórmula seria capaz de comportar tantas mensagens diferentes? É impossível!

O importante mesmo é não fugir das suas origens: se o seu segmento permite uma linguagem mais leve e descontraída, siga esse caminho.

Senão, se adapte conforme for necessário, a fim de que o resultado final continue sendo autêntico.

Considere fazer parcerias
Nós já falamos aqui o quanto somos fãs do co-marketing, e no marketing de guerrilha também é possível usar esse recurso com sucesso.

Um exemplo interessante — além de bastante simples — é a tática de guerrilha que a Microsoft usou ao lançar o seu tablet, chamado Surface, no mercado.

A empresa fez parceria com um lava-rápido de Chicago, para expor em sua parede um graffiti anunciando o novo dispositivo. Mas, qual a grande novidade?

A localização: a loja ficava perto de uma loja da Apple, uma das principais concorrentes, bem à vista de seus clientes.


Isso mostra claramente que parcerias de marketing de guerrilha não precisam ser complicadas para dar certo.

Seja original

Um elemento essencial das táticas de guerrilha é a originalidade. Não dá para se dar bem só por copiar o que já deu certo em outros casos.

Não importa o quanto uma ideia já provada pareça fazer sentido para o seu negócio, é sempre melhor apostar em uma ideia original.

Por outro lado, você fará bem em procurar inspiração nos casos de sucesso. Eles podem servir para aguçar a sua criatividade e ajudar a ter ideias legais.

Desse jeito, dá para aprender com o que já foi feito por outras empresassem correr o risco de ganhar fama de imitador.

Capriche na execução

Boa parte das campanhas de marketing que dão errado não falha na fase de planejamento, e sim no momento de executar tudo que foi pensado.

Pensando nisso, depois de ter definido a melhor forma de atrair e impactar seu público de maneira original, pense em cada detalhe do que será preciso para tornar sua ideia um sucesso.

Se tiver decido contar com a ajuda de um parceiro, não se esqueça de se reunir com ele para dividir as tarefas e resolver como tudo vai funcionar.

Uma boa forma de organizar cada passo da campanha na prática é por fazer um checklist e segui-lo de perto.

Cuidado com as emoções que provoca

O objetivo das táticas de guerrilha é provocar emoções, mas você precisa saber exatamente que tipo de emoções deseja despertar.

Como já dissemos, há sempre espaço para campanhas sérias e, em alguns casos, até chocantes. Mas elas normalmente são feitas assim quando o tema a ser tratado é igualmente sério e urgente.

Se você vai promover um produto, vale a pena apostar em ideias leves e descontraídas, que não causem sensação de choque, raiva ou angústia nas pessoas.

Elas poderiam facilmente associar a sua marca a esses sentimentos ruins e se distanciar dela, em vez de se sentirem atraídos pela ideia proposta.

Avalie os resultados

As ações de guerrilha parecem ser tão espontâneas que se torna até meio difícil imaginar o que fazer para avaliar seus resultados, não é?

Pois saiba que isso não só é possível, como também extremamente importante. Então, como fazer?

Primeiro, use suas ferramentas de monitoramento favoritas para acompanhar a repercussão nas redes sociais.

Esse é um dos ambientes mais importantes para deslanchar uma campanha de guerrilha, pelo imenso poder de “boca a boca” que tem.

Além disso, use as métricas que já avalia na sua empresa, isolando o período da campanha em comparação com o desempenho normal dos últimos meses.

E caso você ainda não avalie nenhuma métrica, a dica é simples: comece o quanto antes!

6 casos de sucesso

Você já sabe como funciona o marketing de guerrilha e como ele pode ser de ajuda. Aprendeu até os melhores truques para ter sucesso com ele!

Agora, só falta aprender com quem já fez se mostrou competente e teve resultados com as táticas que mostramos aqui.

Por isso, separamos 6 casos de sucesso que vão te dar uma ideia prática e resumida dos conceitos que falamos até agora.

Coca-cola

A Coca-cola é sem dúvida uma das marcas mais emblemáticas de marketing de guerrilha de que podemos lembrar sem muito esforço.

É só pensar em quantas propagandas e comerciais de uma empresa provocando a outra são sucesso até hoje no Youtube para ter uma noção de quanto essa gigantes foi bem-sucedidas em estabelecer com o seu público uma relação divertida, e, com certeza, lucrativa.

É verdade que o orçamento de marketing da Coca-cola nem se compara com o da maioria das empresas.

Mas esse não foi o diferencial, e sim o fato de que ela segue muito bem a “cartilha do marketing de guerrilha”, gerando alto impacto com mensagens simples.

Veja, por exemplo essa ação da Coca-Cola que com apenas uma máquina de refrigerantes instalada em uma universidade, conseguiu passar sua mensagem e engajar os estudantes.

Outra ação bem bacana (e simples!) da gigante de refrigerantes foi desenvolvida para o dia dos namorados, em que a máquina de refrigerantes controlada remotamente só “funcionava” quando casai se beijavam.

Uber vs. Lyft

Aqui no Brasil não chegamos a ver ainda essa disputa, mas lá fora Uber e Lyft disputam pelo serviço de transporte e o marketing de guerrilha é uma das principais armas usadas.

O Lyft distribuiu entre os motoristas de sua plataforma, bigodes com a cor da marca – o rosa – para distinguirem os carros dos de seus concorrentes do Uber. Uma forma bem humorada e divertida de chamar atenção, não acha?

Mas, sabe o que foi mais legal? O Uber realizou uma série de ações voltadas especialmente para convencer os motoristas do Lyft, seu principal competidor, a trocar de plataforma, usando justamente a referência dos bigodes cor de rosa de seu rival.

Mais do que dar início a uma nova rivalidade, essa resposta acabou colocando ainda mais os dois apps aos em evidência para o público.

Burger King vs. McDonald’s

Burger King e McDonald’s também são oponentes de longa data, e como não poderia deixar de ser, já travaram suas batalhas pelo domínio do fast food com táticas de guerrilha.

Uma das ações mais interessantes desse embate aconteceu em 2015, por iniciativa do Burger King. A rede enviou uma carta aberta — por meio de um anúncio na New York Times, um vídeo e um hotsite — ao concorrente, propondo uma “trégua”.

A ideia era interessante: juntar os principais lanches das duas, o Whopper e o Bic Mac, na criação de um único lanche.

Chamado de mcWhopper, com ingredientes de cada um na mesma proporção, o lanche serviria para celebrar o dia internacional da paz.

Ele seria vendido apenas nesse dia, e só em um local: uma lanchonete construída no meio do caminho entre as sedes do Mc e do BK, com branding compartilhado entre as marcas.

Genial, não concorda? Horas depois, veio a resposta oficial do McDonald’s – um tanto grossa – negando a parceria.

Mas isso não fez diferença, pois o Burger King havia conseguido o que queria, se colocando em uma posição de liderança, nobreza e empenho pela paz, e ainda prejudicando indiretamente a imagem de seu principal concorrente.

Medecins du Monde
A Medecins du Monde, ou “Médicos do Mundo”, é uma ONG de ajuda humanitária que atua na França, bem como em vários outros países.

Numa de suas ações, ela acabou se tornando um caso de sucesso do marketing de guerrilha.

Querendo chamar atenção para o problema das pessoas sem teto em Paris, eles pensaram em algo melhor do que usar anúncios e cartazes.

Também resolveram deixar de lado as campanhas de conscientização populares em busca de algo mais prático. Qual foi a solução?

Eles começaram a distribuir tendas fáceis de montar para os cidadãos desabrigados. Mas, qual o efeito disso?

Ver o grande aumento dessas tendas por toda a cidade fez com que o governo se mobilizasse rapidamente a fim de solucionar o problema.

Com isso, milhões dessas pessoas foram realocadas para abrigos emergenciais, que pudessem ao menos suprir suas necessidades básicas.

Mostrar o problema de perto foi a melhor saída que a Medecins du Monde poderia ter escolhido para educar a população e alertar as autoridades sobre a situação.

HBO

A HBO é conhecida por sua qualidade de produção, com séries aclamadas tanto pelo público quanto pela crítica. Mas, nós podemos conhecê-la também pela sua habilidade em usar o marketing de guerrilha.

Para promover a série The Sopranos, a HBO colocou braços falsos como que saindo dos porta-malas de diversos táxis da cidade de Nova York.

Quando as pessoas começavam a pensar que eram cadáveres, viam o adesivo da série no para-choque. Simples, não?

Outro programa que a HBO promoveu dessa forma foi Boardwalk Empire. Dessa vez, deixaram um vagão de trem de Nova York ao estilo dos anos 1920, época em que se passa a série.

E não para por aí. Outras séries, como True Blood e Curb Your Entusiasm também contaram com ações de guerrilha.

O caso desta última, inclusive, foi uma aula de simplicidade, pois se resumiu a uma banda marcial tocando a música-tema da série pelas ruas de Nova York e Los Angeles, com cartazes informando a data e horário de estreia.

Já True Blood ganhou uma ação mais impactante e, digamos, mais sangrenta.



Netflix

A Netflix, febre mundial de entretenimento que você já deve conhecer muito bem, também não fica atrás quando o assunto é marketing de guerrilha.

Para divulgar a estreia da nova temporada da série “Orange is the new black”, ela transformou a fachada de um prédio em Paris numa prisão, cenário principal do programa.


Atrizes em trajes de prisioneiras simulavam suas atividades comuns, como malhar, bater papo, etc., o que chamou a atenção das pessoas na rua.

Outra ação extremamente oportuna foi durante um debate das eleições presidenciais nos Estados Unidos, na Carolina do Sul.

A Netflix simplesmente criou um comitê de campanha para Frank Underwood, o personagem principal da série House of Cards, que é político.

Tudo foi pensado com antecedência, pois além do tema do evento — um debate presidencial — ter tudo a ver com a série, a localização não poderia ser melhor.

Afinal, o local do debate é próximo à cidade natal do personagem, o que cria uma identificação ainda maior com o público.

Bônus: Warner Channel
Citamos alguns casos de grandes empresas que usaram bem o poder do marketing de guerrilha, mas há muitos outros exemplos que podemos imitar.

O canal Warner, por exemplo, promoveu a estreia da série The Flash no Brasil com uma ideia brilhante.


Comentando “First” (“Primeiro”) — em alusão à rapidez do personagem — em todos os artigos ou posts do Facebook de sites especializados em entretenimento, conseguiu atrair grande atenção a custo praticamente zero.

Fonte: http://marketingdeconteudo.com/marketing-de-guerrilha/