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terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Campanha política nas redes sociais




Não é surpresa ou novidade para ninguém que as redes sociais têm forte influência nas nossas vidas cada vez mais, através de diversas ferramentas e plataformas que estão presentes em nosso cotidiano. Essa realidade não seria diferente no mundo político. Nesse texto, vamos te ajudar a entender a dinâmica das redes sociais para políticos, assim como quais as tendências para 2022.

Veja como a tecnologia e o mundo digital podem favorecer e auxiliar na sua carreira!

O que podemos esperar?

É impossível ignorar as redes sociais em uma estratégia de marketing digital para políticos. Essas plataformas permitem uma interação rápida e eficiente entre o candidato e seus potenciais eleitores. Além disso, trata-se de um excelente canal para receber feedbacks, analisar adversários, fortalecer sua imagem e aumentar sua presença digital.

Nossa equipe preparou algumas possíveis tendências das redes sociais em 2022 aplicadas à esfera política.


Conteúdo em 24 horas

Já estamos acostumados com conteúdos que ficam até 24 horas disponíveis para acesso, como exemplo do storie do Instagram, Facebook e Whatsapp. É um formato que a cada dia toma mais força, podendo superar até mesmo o modelo de postagem no feed (em que a postagen não desaparece após 24 horas, mas sim permanece ali) do Instagram e Facebook.

Invista sem medo nessas ferramentas! Elas são perfeitas para um contato mais informal sobre as atividades do dia a dia e mais eficazes quando buscamos interação com o eleitorado, podendo contar com funcionalidades como enquetes, gifs, memes, entre outros.

É necessário estar muito atento às postagens, pois apesar de ser um local informal, é preciso que sua comunicação ali esteja alinhada a imagem que você pretende construir. Um deslize em um storie de 15 segundos pode deixar marcas em sua imagem.

Confira nosso post sobre como construir e manter um relacionamento com o eleitor.


Vídeos - Os mais consumidos da internet

Este recurso parece estar em todas as tendências de marketing digital e não é sem motivo.

De acordo com o site Cisco, em 2020 por volta de 75% do tráfego de acesso à internet pelo celular foi para assistir vídeos.

As lives ao vivo através de vídeo pelas redes sociais também tende a criar cada vez mais força, colaborando em mais entrega e engajamento. Em 2020 teve grande força e influência nos eleitores, devido à pandemia e as restrições de aglomerações para evitar a propagação do coronavírus.

Devido ao fato de a live não ter edição, é uma forma de gerar conteúdo que se aproxima ainda mais do público alvo. Uma forma de o telespectador se sentir realmente próximo e sem filtros, inclusive por poder interagir em tempo real através de chat.

Existe uma infinidade de conteúdos sendo produzidos a todo momento e ganhar a atenção do usuário fica cada vez mais difícil com toda essa concorrência. Por isso é interessante investir em vídeos curtos, que podem ser feitos até mesmo por celulares, dependendo apenas de acesso à internet, sem nenhum custo adicional.


Escolha a rede social de acordo com seu público

A tendência é que o público de pessoas de meia idade e idosos (entre 45 e 74 anos) se torne cada vez mais presente nas redes sociais.

Um exemplo é o próprio Facebook, em que a maior parte do público jovem já não utiliza com tanta frequência e quase metade dos usuários têm mais de 65 anos.

Apesar de ter perdido um pouco da sua popularidade, algo que está ganhando força são as chamadas 'comunidades' através dos grupos do Facebook, onde um nicho de pessoas com interesses em comum num determinado assunto batem papo, debatem e trocam ideias sobre aquele assunto. As pessoas que estão ali interagem entre si através de postagens e comentários, fazendo com que a conversa flua.

Já para o público jovem, que está sempre em busca de novidades, uma rede social para ficar de olho é o Instagram e seus conteúdos mais ágeis, incluindo vídeos e fotos rápidos através dos stories ou reels.

Vale a pena pesquisar mais sobre e ficar de olho para aplicar da melhor forma no seu marketing pessoal em cada faixa etária de eleitores.


Influenciadores digitais: para política não!

Apesar de não ser nenhuma novidade, os influencers ainda estão em alta. Essas pessoas têm um poder de alcance e engajamento alto nas redes!

Mas fique atento: não é permitido o uso de publicidade paga em campanhas eleitorais através de influenciadores digitais. Eles podem funcionar como uma inspiração para você poder conseguir maior alcance nas redes, mas não podem ser veículos para transmitirem seus ideais políticos durante as campanhas!


Conteúdo gerado por usuários - UCG

A premissa do marketing nas redes sociais é o relacionamento. Uma maneira eficiente é fazer do usuário um protagonista através do UCG (User Generated Content), ou em português Conteúdo gerado por usuários. Qualquer conteúdo produzido espontaneamente por seus seguidores, para sua marca, produto, serviço.

O conteúdo gerado pelos próprios usuários vem ganhando espaço. Trata-se de publicações feitas por seu público sobre seu perfil. Compartilhar esses conteúdos é rápido e prático, gera maior credibilidade sobre sua imagem, além de receber feedbacks sobre sua atuação.

IGTV - A televisão vertical

Alinhado à tendência dos vídeos e aumento do número de dispositivos móveis, foi lançado em junho de 2018 uma plataforma de vídeos na direção vertical focada em usuários mobile. Um canal no IGTV pode ser ideal para conteúdos mais longos do que aqueles que são postados nos stories do instagram por exemplo, que seria parte de uma estratégia a longo prazo.

A vantagem dessa plataforma é que apesar de independente, é totalmente integrada a conta do instagram, permitindo compartilhamento através de mensagens diretas, atingindo um público considerável.

A plataforma preparou a monetização desses conteúdos para 2019, fazendo com que esteja ganhando força a cada dia para concorrer com a maior plataforma de vídeos do mundo: o Youtube.

Poucos recursos para sua estratégia? Conheça o marketing de guerrilha na política.


Chatbots - Automatização do contato

A automatização de processos está cada vez mais presente em nossas vidas, os chatbots já são realidade e ganham cada vez mais força.

Trata-se de robôs de respostas que simulam a comunicação natural de um ser humano. É importante não confundir chatbots com respostas automáticas, como em páginas do facebook, pois são ferramentas diferentes.

Os Chatbots utilizam de inteligência artificial baseada em roteiros de mensagens personalizadas para simular a conversa como se fosse um ser humano.

Apesar de ser uma tendência, só indicamos essa ferramenta em casos que o político receba um fluxo de mensagens muito grandes e para um primeiro momento da interação, afinal eles não conseguem responder perguntas mais complexas.


Dicas:

Apesar deste texto ser focado nas tendências das redes sociais para políticos, algumas dicas são de extrema importância e não podem ser ignoradas.
Não ignore os dados.

Toda rede social terá uma ferramenta disponível para monitorar sua atuação digital. Essas ferramentas são capazes de mostrar os melhores horários e dias para postagem, quais as abordagens que geram mais engajamento, acertos e deficiências.

Saber usar esses dados a seu favor dará mais eficácia na interação entre candidato/político e seus possíveis eleitores.


Interaja com seu público

A base das redes sociais é a interação, nesse caso entre político e eleitorado.
Não deixe seu seguidor falando sozinho. Responda, compartilhe, poste as interações que são convenientes e não se esqueça de sempre agradecer pelo feedback.

Só tome cuidado para não se envolver em discussões que possam ser prejudiciais a sua imagem. Uma simples postagem pode gerar uma crise em sua imagem.

Não se esqueça da gestão política

Gerir redes sociais para que sua comunicação tenha eficácia, exige tempo e expertise, por isso quando possível é recomendado que essa responsabilidade fique sob o comando de um profissional de comunicação, seja publicitário, jornalista ou relações públicas.

Sua estratégia não deve ser descolada de outras ações, pelo contrário, é necessário alinhar toda sua gestão para que tenha sucesso em sua carreira política.



terça-feira, 13 de outubro de 2020

Redes Socias se tornam a principal ferramenta da campanha de 2020


 

 

Se a tradicional propaganda eleitoral no Rádio e TV tem suas definições específicas em relação ao tempo disponível para cada candidato, em uma outra plataforma todos correm em pé de igualdade na busca pela proximidade com o eleitorado em isolamento social.

 Após impacto considerável nas eleições nacionais em 2018, é esperado que as redes sociais tenham um papel similar no pleito desde ano.

Lives que duram 24h, comícios improvisados, debates com o eleitor, palestras sobre empreendedorismo, pregações religiosas e até mesmo ataques diretos que fogem da limitação dos ponteiros, estão entre as formas utilizadas pelos candidatos para driblar, no caso de alguns, o pouco tempo disponibilizado nas mídias mais tradicionais e fortalecer ainda mais a presença daqueles que aparecem com mais frequência na TV do leitor.

De acordo com uma pesquisa do Instituto DataSenado, divulgada em 2019 pela Agência Senado, 45% dos brasileiros afirmaram ter levado as redes sociais em conta para a decisão do voto e 80% dos participantes do levantamento afirmaram ver grande influência das redes na opinião política das pessoas. Amplificada pela eleição do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em 2018, essa percepção foi responsável pelo surgimento de uma nova crença entre os postulantes à preferência do eleitorado: “Vou vencer a eleição nas redes sociais”.

E se pesquisas e tempo de tv apontam um cenário, nem sempre ele é compartilhado com os algoritmos das plataformas digitais.Seguidores x engajamento

Para o estatístico e especialista em marketing político, Zeca Martins, as redes sociais possuem um grande impacto no pleito eleitoral principalmente quando se tratam de trabalhos de longo prazo. Para ele, é importante que a presença nas redes seja pautada pela continuidade e que complemente outras ações digitais dos candidatos.

“Redes sociais são canais rápidos e baratos para que o candidato possa conversar com os eleitores e vice-versa. O feedback do candidato para os eleitores deve servir como base para o refinamento de propostas de campanha. É vital que haja interação entre

entre as duas partes”, afirma.

Zeca, que é associado da Associação Brasileira de Consultores Políticos, relatou ainda que por conta de ser um campo novo, as mídias digitais já tem sido mal interpretadas pelos candidatos, que apostam todas as fichas de uma eleição no meio.

“Ter um perfil em uma rede social não vai garantir a eleição de ninguém. As ações de marketing político digital devem ser planejadas e sincronizadas com outras ações da campanha, inclusive as do marketing convencional”, ponderou o consultor, que falou ainda sobre o poder das fake News dentro do meio digital.

“A mensagem não necessariamente precisa ser correta. A teoria da comunicação política mostra, que nos dias de hoje, com forte influência digital e consequentemente das mídias sociais, o importante é que a mensagem seja legítima, ou seja, que muitas pessoas concordem, e que principalmente tenha capacidade de gerar discussão acerca de si mesma”.

https://atarde.uol.com.br/politica/eleicoes/noticias/2141727-uso-das-redes-sociais-assume-papel-decisivo-no-pleito-deste-ano

 

 

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Candidato desconhecido tem que começar já o trabalho nas redes sociais, diz especialista


Campanha menor favorece candidato mais conhecido, dizem especialistas
Duração da campanha será reduzida de 90 para 45 dias a partir de 2016.
G1 ouviu consultores sobre principais impactos das mudanças nas eleições.

Laís Alegretti e Renan RamalhoDo G1, em Brasília


A redução do período de campanha eleitoral e a criação de um limite para os gastos dos candidatos a partir de 2016 devem favorecer os políticos que já são conhecidos pela população, de acordo com a opinião de especialistas ouvidos pelo G1.
saiba mais


Entre as mudanças nas regras que começam a valer neste ano, estão a redução de 90 para 45 dias na duração da campanha, além da diminuição de 45 para 35 dias do período de propaganda no rádio e na TV.

Também foi criado um limite para os gastos em campanha: será permitido gastar 70% do valor declarado pelo candidato que mais gastou no pleito anterior, se tiver ocorrido só um turno, e até 50% do gasto da eleição anterior se tiver havido dois turnos.

Com base em recente resolução do Tribunal Superior Eleitoral, o G1 fez um ranking das capitais que terão os maiores e menores limites para candidatos a prefeito e vereador.

Além dos tetos, um freio a mais para os gastos é a proibição das doações de empresas a candidatos e partidos.

As campanhas deste ano serão mais objetivas e enxutas, de acordo com a avaliação do professor de marketing político da Universidade de São Paulo (USP) e consultor político, Gaudencio Torquato.
Quanto menor a campanha, menor a possibilidade de quem não é conhecido se fazer conhecido"
Gaudencio Torquato, professor de marketing político

"Os perfis mais conhecidos serão beneficiados em função da campanha menor, mais curta. Quanto menor a campanha, menor a possibilidade de quem não é conhecido se fazer conhecido", avaliou.

"Isso favorece candidatos esportistas, celebridades e políticos tradicionais que já são conhecidos da comunidade".

Torquato ponderou, no entanto, que é possível que alguns eleitores, ainda assim, prefiram votar em novos nomes.

“É possível que parcela do eleitorado revoltada com política velha vote nos novos candidatos. A tendência pode ser de procurar perfis mais assépticos”, disse.

Ainda na avaliação do professor, o impacto das novas regras será sentido principalmente nas médias e grandes cidades, onde há mais de 50 mil eleitores.

“Nas cidades pequenas, todo mundo se conhece e é mais fácil fazer corpo a corpo. Nas cidades médias e grandes, será maior o impacto, já que a população não conhece todos os candidatos”, afirmou.

Para o consultor político Gilberto Musto, que trabalha em campanhas em todo o país, as mudanças feita pelos atuais legisladores favorecem os políticos eleitos.

“A diminuição do período favorece aos que já estão eleitos. Como legislador, eu não vou mudar o sistema pelo qual eu fui eleito”, afirmou.

Para quem não é conhecido, é necessário começar a campanha desde já, pelas redes sociais, divulgando ideias e posicionamentos [...] O uso das redes sociais já foi forte em 2014 e este ano será mais forte ainda"
Cristiano Penido, estrategista de campanha

Verba
Musto afirmou, ainda, que a redução dos gastos levará a uma profissionalização do trabalho nas campanhas. Ele argumenta que o limite para as despesas – que antes não existia – exigirá mais planejamento das equipes.

“[A campanha] É uma empresa, só que começa e acaba com data marcada. Você tem que fechar e os números têm que bater.”

O estrategista político Cristiano Penido também enxerga um cenário favorável para os políticos famosos.

“O que vai acontecer é que os candidatos mais conhecidos terão vantagem muito grande. Os menos conhecidos terão 45 dias para se tornarem conhecidos e bem menos recursos”, disse.

Uma alternativa para os políticos que ainda não têm tradição é fazer uso da internet, de acordo com Penido.

“Para quem não é conhecido, é necessário começar a campanha desde já, pelas redes sociais, divulgando ideias e posicionamentos”, disse.

"O uso das redes sociais já foi forte em 2014 e este ano será mais forte ainda. Se não fosse isso, o candidato desconhecido não teria chance nenhuma", afirmou.


Novas normas:

Confira as principais regras eleitorais que serão novidade em 2016:
REFORMA POLÍTICA APROVADA EM 2015

Tempo de campanha

A duração da campanha eleitoral fica reduzida de 90 para 45 dias.

Gastos nas campanhas
Para presidente, governadores e prefeitos, pode-se gastar 70% do valor declarado pelo candidato que mais gastou no pleito anterior, se tiver havido só um turno, e até 50% do gasto da eleição anterior se tiver havido dois turnos.

Período de propaganda eleitoral no rádio e na TV
Diminuiu de 45 para 35 dias.

Tamanho da propaganda na TV
Nas eleições municipais , no primeiro turno, serão dois blocos de 10 minutos cada, para candidatos a prefeito. Além disso, haverá 80 minutos de inserções por dia, sendo 60% para prefeitos e 40% para vereadores, com duração de 30 segundos a um minuto.

Punição por rejeição de contas de campanha ou não prestação de contas
O partido passa a não mais ser punido, somente o candidato em questão pode ter o registro suspenso.

Teto de gasto de campanha de prefeito em município com até 10 mil habitantes
Até R$ 100 mil.

Tempo de filiação partidária para candidatura
Exigida filiação por ao menos seis meses antes das eleições.

Propaganda "cinematográfica"
Nas propagandas eleitorais, não poderão ser usados efeitos especiais, montagens, trucagens, computação gráfica, edições e desenhos animados.

Veículo com jingles
 Fica proibido o uso de qualquer tipo de veículo, inclusive carroça e bicicleta, no dia das eleições.

Participação de debate eleitoral na TV
Só vai participar o candidato de partido com mais de nove representantes na Câmara.
MINIRREFORMA ELEITORAL APROVADA EM 2013

Cabos eleitorais
Podem ser contratados como cabos eleitorais um número limite de trabalhadores de até 1% do eleitorado por candidato nos municípios de até 30 mil eleitores. Nos demais, é permitido um cabo eleitoral a mais para cada grupo de mil eleitores que exceder os 30 mil.

Propaganda em carros
Só com adesivos comuns de até 50 cm x 40 cm ou microperfurados no tamanho máximo do para-brisa traseiro. “Envelopamentos” estão proibidos.

Propaganda em vias públicas
Permitidas bandeiras e mesas para distribuição de material, desde que não atrapalhem o trânsito e os pedestres. Bonecos e outdoors eletrônicos estão vetados.

Redes sociais

A campanha nas redes sociais estará liberada, mas é proibido contratar direta ou indiretamente pessoas para publicar mensagens ofensivas contra adversários.

Substituição de candidatos
Fica limitada a substituição de candidatos. O pedido de troca deve ser apresentado até 20 dias antes do pleito (excetuado caso de morte). A foto do candidato será substituída na urna eletrônica.

Horários de comícios
Comícios de encerramento de campanhas podem ir até 2h da madrugada. Nos demais dias, das 8h à meia-noite. Nas eleições anteriores, os comícios de encerramento de campanha também deviam acabar à meia-noite.

Adesivos em carros
Serão permitidas, mas só com adesivos comuns de até 50 cm x 40 cm ou microperfurados no tamanho máximo do para-brisa traseiro. “Envelopamentos” estão proibidos.

http://g1.globo.com/politica/noticia/2015/10/veja-principais-novidades-nas-regras-eleitorais-para-2016.htmlhttp://g1.globo.com/politica/noticia/2015/10/veja-principais-novidades-nas-regras-eleitorais-para-2016.html