terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Redes sociais ainda não envolvem o consumidor, Razorfish


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A Razorfish lançou o Liminal, novo estudo que mais uma vez aponta as últimas tendências digitais. O estudo reúne dados compilados a partir de entrevistas individuais em profundidade e do monitoramento online de cerca de seis mil consumidores que fazem parte do banco de dados da companhia aérea Virgin America, além de englobar dados sobre o engajamento em mídias sociais relativos a mais de 100 mil usuários de Internet compilados pela empresa Rapleaf.
“A partir do Liminal é possível é olhar para a gestão de relacionamento com o cliente mais do ponto de vista de um consumidor do que de um anunciante, de modo a compreender melhor como as pessoas escolhem interagir com as marcas”, comenta Fernando Tassinari, general manager da Razorfish Brasil.
Apesar dos anunciantes estarem cada vez mais presentes nas redes sociais, como Facebook e Twitter, o consumidor ainda não consegue enxergar essas plataformas como fontes de envolvimento com uma marca, uma vez que não atendem a todas as expectativas da audiência. A maioria das pessoas ainda prefere manter contato com uma marca através de métodos mais tradicionais como o e-mail, sites da empresa ou, ainda, por meio do boca a boca.
Os consumidores citaram o fato de sentirem-se valorizados como sendo o elemento mais importante para o envolvimento com uma marca. "Todos querem a mesma coisa. Assim, as empresas devem se preocupar menos com a construção de inúmeros canais e pontos de contato e mais sobre como assegurar que cada interação com o cliente comunique valor", aconselha Tassinari.
O estudo também revela que o conceito de "consumidor no controle", mantra amplamente divulgado nos últimos anos, pode não ser tão adequado quanto se pensava. Entre as seis qualidades que definem o engajamento – sentir-se valorizado, confiança, eficiência, coerência, pertinência e controle –, este último foi classificado como o menos significativo entre os consumidores.
Enquanto redes sociais como o Facebook são respeitadas por entregar controle e relevância, não são tão bem sucedidas em auxiliar as marcas a fazerem com que sua audiência sinta-se valorizada. De qualquer maneira, as empresas podem tomar medidas para mudar essa percepção. O estudo aponta para alguns recursos na página do Facebook que são “sensíveis” às necessidades do cliente e onde, por exemplo, os fãs de uma determinada marca de vestuário têm a possibilidade de receber em primeira mão notícias sobre uma eventual liquidação.
Como parte do estudo, a Razorfish também criou uma ferramenta intitulada “Ranking de Influência do Consumidor” – uma equação que auxilia as marcas a avaliarem o valor de um consumidor com base em sua influência e alcance, bem como a intenção e o poder de compra deste indivíduo. A equação baseia-se fortemente no Twitter, uma vez que o serviço de microblogging é a mais pública e controlável de todas as principais plataformas sociais, observa o relatório.
O Ranking de Influência do Consumidor é o outro lado da pontuação SIM Score (Marketing de Influência Social), desenvolvida pela Razorfish em 2009 para ajudar a medir a influência das próprias marcas nas mídias sociais. A metodologia SIM Score proporciona uma análise mais abrangente da estabilidade de uma marca, e não apenas de sua força na web social.
Para ler o estudo na íntegra acesse: http://liminal.razorfish.com/.

adnews.com.br

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

4 pontos para uso das redes sociais pelas empresas


Tecnologia
4 pontos fundamentais para uso de redes sociais por empresas
Em vez de brigar com a realidade, companhias devem pensar em como usar a força dessas mídias para alavancar negócios e o diálogo interno.

Por ComputerWoche / Suiça
Um número crescente de empresas começa a adotar estratégias de redes sociais dentro e fora do mundo corporativo. Colaboradores acessam tais sites, e as companhias encontram potenciais chances de fazer negócios nesses ambientes. Junto das oportunidades, vêm os riscos de abordar erroneamente o assunto, seja com clientes, seja com colaboradores.

Essas quatro dicas podem ajuda-lo a planejar a introdução das redes sociais em seu meio de trabalho, sem fazer com que você se pareça com o vilão.

1. Questão de cultura e de comunicação
As conversas francas que acontecem nas redes sociais dão um claro sinal de que ideias devem ser debatidas. Uma vez acostumados a tal tipo de diálogo, os colaboradores esperam o mesmo no local de trabalho – independentemente de hierarquias e títulos. Contudo, cabe à gestão da empresa decidir se vai abraçar tal modelo de relacionamento em assuntos internos – como o uso das redes sociais no ambiente de trabalho.

2. Pense no todo
Para a OpenText, a questão de atividades de rede social é uma questão de apreciar sempre o todo e não de escolha de ferramental apropriado (softwares). Ao avaliar o tema “mídias sociais”, cabe definir objetivos. Por que deixar os funcionários acessarem tais sites e o que se quer do usuário do outro lado da conexão são duas perguntas fundamentais. É melhor que começar o raciocínio com a colocação de “por que não fazer isso”. Lembre que o help desk não existe apenas para atender clientes. Ele deverá estar preparado para lidar com chamadas de funcionários pedindo informações sobre como proceder em sites de relacionamento.

3. Regras, sim.
Mesmo a terra sem lei das redes sociais pede que sejam estabelecidas regras. Devem ser definidos quais canais de relacionamento serão usados para cada tipo de questão. Nem todos os diálogos devem ser mantidos de forma aberta, há aqueles que são mais bem atendidos usando os tradicionais e-mails. Tal ensinamento vale ser repassado aos colaboradores internos em suas aventuranças por redes como o Facebook e Cia.

4. Dar tempo ao tempo
A própria empresa pode servir como imenso laboratório de comportamento humano em redes sociais. Que tal liberar o acesso aos colaboradores de vendas por dez dias e, em seguida, depois de verificar qual foi a influência das redes no andamento dos trabalhos em uma das seções mais preciosas da organização?

Nenhum desses quatro pontos foi compreendido de imediato por administradores, pela TI ou por profissionais de marketing. Foi dada muita cabeçada em redes sociais e elas continuam acontecendo. Não raramente tais acidentes digitais ocorrem por não haver um cronograma definido e o monitoramento da presença digital requerer tempo para análise – não são números frios e a esperada conversão não acontece da noite para o dia.

computerworld.uol.com.br

Mídias tradicionais influenciam muito as mídias sociais


Social Media Week: Influência das mídias tradicionais nas mídias sociais é grande
Estudo da agência JWT comparou noticiário em veículos tradicionais e em redes sociais
Redação iG Tecnologia

As mídias tradicionais exercem uma grande influência nos assuntos debatidos nas mídias sociais. Mas o inverso ainda acontece em pequena escala. Essa é a principal conclusão de um estudo apresentado pela agência de publicidade JWT na Social Media Week, evento que debate as redes sociais e vai até a próxima sexta-feira em São Paulo.

Acompanhe a Social Media Week no blog do iG

Para realizar o estudo, a JWT monitorou, ao longo de 2010, as capas das revistas Veja e Época, além de edições do Jornal Nacional. Os assuntos de maior destaque nesses veículos tradicionais foram então comparados com indicadores de mídias sociais, como listas de assuntos populares do Twitter e Facebook e pesquisa em ferramentas como o Google Trends.

"Com essa comparação, percebemos que a influência das mídias tradicionais sobre as mídias sociais é muito grande. Percebemos isso pelo grande número de menções sobre BBB e jogos de futebol no Twitter. Inversamente, as mídias sociais são usadas como fonte pelas mídias tradicionais principalmente em pautas leves, de comportamento", comentou Patrice Lamiral, um dos autores do estudo.

Segundo os autores do estudo, a relação entre as mídias tradicionais e sociais não é de eliminação. "O que existe é uma relação complementar. Na maior parte das vezes, as mídias sociais reverberam fatos noticiados pelas mídias tradicionais. Em outros casos, mais raros, alguns fatos que começam nas mídias sociais ganham maior dimensão quando divulgados por veículos tradicionais", disse Lamiral.

www.tecnologia.ig.com.br