quarta-feira, 24 de agosto de 2011

8 erros que as empresas cometem nas redes sociais


SAIBA COMO USAR AS REDES SOCIAIS A FAVOR DO SEU NEGÓCIO, EVITANDO AS GAFES COMETIDAS POR MUITAS EMPRESAS


São Paulo – As redes sociais são importantes aliadas de empresas interessadas em se aproximar de seus consumidores e construir um relacionamento duradouro com eles. Mas, para garantir o sucesso da estratégia, é necessário entender como funciona este universo e evitar deslizes comuns que podem transformar estes canais em temíveis algozes da sua reputação.

A WebMint, empresa especializada em comunicação digital do Grupo Mint, mapeou com exclusividade para EXAME.com os erros mais frequentes que as empresas cometem em suas estratégias de mídias sociais. Saiba quais são eles e confira as dicas de Victor Macedo, diretor do Grupo Mint, para evita-los:

1. Não ouvir os clientes
Ao mostrar sua cara nas redes sociais, uma empresa deve estar preparada tanto para ouvir elogios quanto reclamações e responder de maneira satisfatória ao cliente. Os comentários devem funcionar como indicadores de qualidade dos produtos e serviços que a empresa está oferecendo. “É nas críticas que estão as melhores oportunidades de mudança”, diz o especialista.

2. Não interagir com os clientes
Criar um perfil nas redes sociais e deixa-lo às moscas é o maior erro que uma empresa pode cometer. Crie uma estratégia para manter seu perfil sempre atualizado com novidades e dialogue com os seus fãs e seguidores – dessa forma eles se sentirão estimulados a continuar interagindo com a sua marca.

3. Não monitorar os resultados
Deixar de observar como sua marca está repercutindo nas redes sociais é um risco que nenhuma empresa pode se dar ao luxo de correr. Mesmo que você não tenha um perfil, conversas espontâneas envolvendo seus produtos e serviços podem estar acontecendo sem que você se de conta. Na melhor das hipóteses, você pode estar perdendo uma oportunidade de entender como os seus clientes pensam e se comportam em relação à sua marca. Na pior, pode estar alheio enquanto uma campanha negativa de graves proporções atinge sua credibilidade. “Tenha uma equipe preparada para monitorar os perfis e antecipar possíveis crises”, alerta Macedo.
SAIBA COMO USAR AS REDES SOCIAIS A FAVOR DO SEU NEGÓCIO, EVITANDO AS GAFES COMETIDAS POR MUITAS

4. Perder a concorrência de vista
Deixar de monitorar seus concorrentes fará com que sua empresa esteja sempre um passo atrás. Acompanhe o que outras empresas estão fazendo para poder identificar tendências e avaliar os principais erros e acertos. “O objetivo não é copiar, mas se manter atualizado sobre o que está sendo feito e de que maneira você pode adaptar para a realidade da sua empresa”, recomenda o especialista.

5. Agir de maneira precipitada
As redes sociais abrem espaço para um relacionamento menos duro e formal com o cliente, mas é preciso ter muito cuidado para não reagir de maneira precipitada diante de reclamações e denúncias. Apure as informações antes de tomar qualquer providência. “Não saia dando RT ou respondendo questionamentos antes de entender a atmosfera na qual aquela mensagem se encontra. É preciso ter o cuidado de buscar fontes e outros usuários para confirmar informações e histórias”, opina o diretor.

6. Pecar na revisão
As informações se propagam muito rapidamente nas redes sociais, portanto faça uma boa checagem antes de publicar algo. Revise o português, verifique os links e o próprio conteúdo da mensagem. “Frações de segundos podem causar um grande barulho negativo (ou positivo) na sua divulgação”, lembra Macedo.

7. Embarcar na fofoca digital
Usar as redes para difamar a concorrência é uma falha grave na estratégia de mídias sociais. “Falar mal de concorrentes pode causar não só a morte da reputação digital da empresa como também da marca off-line”, destaca o especialista. “Se a sua empresa contratou uma agência para realizar esse tipo de trabalho, tenha atenção redobrada”, acrescenta.

8. Menosprezar a relevância do conteúdo
Bombardear os clientes apenas com informações institucionais e se autopromover o tempo todo vai afastá-los do seu perfil. Alimente sua conta com informações úteis, interessantes e relevantes para o seu público. “A mesma rapidez com a qual um usuário escolhe seguir uma empresa no Twitter é a que o faz desistir quando seu canal não tem mais nada de interessante para transmitir”, alerta Macedo.

Revista Exame, Editora Abril

Monitoramento das mídias sociais


Pesquisa vai, pesquisa vem, e parece que todos que mexem com mídias sociais não sabem ao certo qual é a realidade das empresas nesse universo. Há alguns dias, falamos aqui de um levantamento que mostrava que empresas americanas não estão nem aí para o assunto.

Agora uma pesquisa nacional, realizada pela Orbium, empresa especializada no desenvolvimento de softwares de customer care (CRM), mostra que, das 156 empresas entrevistadas, 52,1% consideram muito importante o monitoramento de sua imagem na internet, 43,7% classificam-no como importante e apenas 4,2% acreditam que esse trabalho seja irrelevante.
Para complementar, 70,4% pretendem investir em ações em redes sociais; e 22,5% têm a intenção de apostar nesse nicho, mas não no curto prazo. Já 7,1% dos entrevistados garantem que não têm interesse em investir nessas mídias. “É um estudo preliminar, com o objetivo de sentir o clima corporativo”, afirma Clarice Kobayashi, vice-presidente de marketing e estratégia de negócios da Orbium. “O próximo passo, que vamos realizar nos próximos dois a três meses, é qualificar e especificar mais esses resultados.”

O levantamento foi conduzido entre 5 e 19 de agosto com presidentes e diretores ou gestores de atendimento e marketing (65% dos respondentes) e gerentes de vendas, operações ou tecnologia e analistas em geral (35%). Os dados mostram que a preocupação dos negócios brasileiros com as redes sociais é grande, mas que, segundo Clarice, é pouco estruturada – a famosa questão de ter uma estratégia organizada.

Um dado interessante da mesma pesquisa mostra que, quando questionadas se já realizaram monitoramento de suas marcas nas redes sociais, 57,1% responderam que sim, de forma manual, e 22,9% já o fizeram de forma automatizada. Clarice classifica a forma manual como um método pouco prático de pesquisa em sistemas de busca para saber o que está sendo falado sobre a empresa, sem auxílio de ferramentas ou softwares que deem resultados mais estatísticos. Ela espera que a próxima fase da pesquisa detalhe isso.

Outro aspecto que ficou evidente para Clarice é que o processo de desenvolvimento de estratégias nas redes sociais parece mais fácil para os altos níveis corporativos, mas mais complicados para os cargos de base, que lidam com essas ações diariamente. “A maioria dos entrevistados foram os presidentes e diretores das empresas, que possuem a visão total do negócio. Talvez seja por isso que 33,8% não vejam obstáculos ao desenvolverem estratégias. Quando a abordagem é com a equipe operacional, que tem visão parcial do negócio, é notável a preocupação com os obstáculos e com disponibilidade para investimento para essas atividades”, afirma.

A pesquisa também relacionou os maiores obstáculos levantados pelas empresas na hora de monitorar as redes sociais (era possível escolher mais de uma alternativa):
• 45,1% consideram a falta de um processo automatizado como empecilho
• 32,4% alegaram falta de verba para investir nessa área
• 21,1% acreditam que haja falta de mão de obra especializada para exercer a função
• 15,5% consideram que ainda há falta de conhecimento sobre o assunto

Mas o importante mesmo é que muitas das empresas acreditam que fazer esse tipo de monitoramento leva a grandes benefícios:

• 73,2% acreditam ser possível detectar e resolver problemas de consumidores por meio dessas ferramentas
• 71,8% afirmaram que as mídias sociais possibilitam analisar de que forma a marca é percebida
• 54,9% acreditam que é possível utilizar essas mídias para acompanhar ações da concorrência
• 52,1% disseram ser possível também analisar a repercussão das publicações de imprensa sobre a empresa
• 46,5% afirmaram que as redes sociais também permitem reconhecer os defensores da marca
Nas leituras que tenho feito, parece que muitas vezes as estratégias em mídias sociais acabam esbarrando nas decisões do alto escalão. Alguns as acham inúteis e sem um retorno efetivo para o investimento que recebem. Outros as acham extremamente fáceis de lidar e por isso ficam decepcionados quando o resultado foi aquém do esperado. E agora? #ComoFazer
Como utilizar os inúmeros benefícios dessas ferramentas sem se sentir desencorajado pelos supostos obstáculos? E como “dobrar” a chefia para conseguir isso? E vocês que são os chefes de suas empresas? O que estão fazendo em relação a essa realidade?
materia : http://www.globo.pegn.com.br

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Redes sociais e assessoria de Imprensa

No Brasil, Twitter e Facebook superam assessorias como fontes para jornalistas

Da Redação



O Estudo Jornalismo Digital 2011, divulgado pela PR Oriella Network, rede internacional de agências de comunicação representada na América Latina pela ViaNews, concluiu que os repórteres brasileiros buscam mais informações na mídia social - como Twitter, Facebook e Blog -, que nas assessorias de imprensa.

No Brasil, o Twitter é utilizado como fonte por 66,67%; seguido pelo Facebook, com 58,33%; e blogs, com 57,14%. Já as agências de Relações Públicas aparecem como fonte para 50% dos entrevistados.



Apesar da relevância das redes sociais na apuração, o estudo indicou que os jornalistas procuram as fontes oficiais para checar as informações. Dos entrevistados, um terço dos jornalistas usam o Twitter para checagem, enquanto um quarto usa Facebook e blogs. Entretanto, o uso dos canais oficiais como assessores de imprensa e agências de RP é muito maior. 61% dos entrevistados disseram usar agências de RP para a checagem e 57% utilizam porta-vozes das empresas.


O co-chefe da Oriella PR Network e co-fundador da Brands2Life, Giles Fraser, nota o aumento da confiança dos repórteres nas redes sociais. "Nos anos anteriores, os veículos de comunicação olhavam a mídia social como uma plataforma experimental, agora a encaram como uma fonte confiável. A proliferação de canais torna mais importante do que nunca uma história única e clara, comunicada de forma eficaz em vídeo, texto e imagens ao mesmo tempo. A obrigação de gerir a mensagem em todos esses canais e produzir conteúdo que é relevante significa que o papel do profissional de comunicação vai continuar a evoluir rapidamente nos próximos anos”, avalia.

Para Pedro Cadina, diretor e fundador da VIANEWS Comunicação Integrada, as agências de comunicação devem marcar uma presença cada vez mais forte nas redes sociais para falar com os jornalistas. “Esse movimento exigirá uma reconfiguração das empresas e das agências, que passam a conversar com o público e as mídias tradicionais produzindo conteúdo relevante. Mídia, agências e marcas devem atuar em relações cada vez mais personalizadas e à procura de um equilíbrio entre as partes”, afirma.